Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013

"Crescimento, Auto-determinação, Abundância e Honestidade numa Sociedade Keynesiana" por José Sócrates

Com prefácio de Manuel Alegre e notas de Mário Soares, publicado pela fundação do ex-Presidente e actual decano da nação, o próximo livro terá como tema "Crescimento, Auto-determinação, Abundância e Honestidade numa Sociedade Keynesiana". 


O Gremlin Literário, graças às fontes internas que mantém junto do lado forte do PS, sabe que as linhas mestras do livro se desenvolverão assim: 

Crescimento: Não bastam duas legislaturas para o mesmo governo. É preciso défice durante mais de dez anos consecutivos para se criarem as condições necessárias ao "desenvolvimento sustentável". A dívida resultante dos défices não é responsabilidade do governo mas dos investidores mal-informados e dos mercados que além de não emprestarem à sociedade keynesiana a juro negativos, não entendem que 150, 200% de dívida em relação ao PIB, é tão "rolável" como uma dívida de 60%. Crescimento é igual a dívida e dívida é consumo antecipado que faz as pessoas felizes hoje, e permite ao governo, amanhã, ganhar as próximas eleições. Na perspectiva de crescimento keynesiano o depois de amanhã não existe. 

Auto-determinação: Se pedirmos muito dinheiro emprestado vamos ter mais poder junto dos mercados, porque ameaçamos não pagar, e os mercados amedrontados terão que nos emprestar mais. Se não nos emprestarem mais dinheiro, e a nossa economia começar a ter dificuldades de financiamento haverá uma fase apenas transitória em que muitas empresas estrangeiras começarão a comprar muitas empresas portuguesas. Contudo, esta aparente dependência do exterior é enganosa para os estrangeiros pois faz parte de uma estratégia nossa muito mais abrangente de conquistar capacidade de determinação e independência pela lógica de Mario Puzo: "mantém os teus amigos perto e os teus adversários ainda mais perto". Quando os adversários estiverem muito, mas mesmo muito perto, vamos aprender tudo com eles e mostrar-lhes como somos bons. Depois vamos ser muito independentes e capazes de nos auto-determinar, porque sim.

Abundância: O verdadeiro segredo da governação de sucesso é abundar. Abundar em: infraestruturas colossais, aeroportos, auto-estradas, estádios, muita tecnologia e obras faraónicas que ocupem muitas pessoas contratadas pelo estado ou seus fornecedores. Abundar em linguagem específica da política feita para o sucesso: simplificação, inovação, revolução sistémica e outros termos que devem ser criteriosamente escolhidos em enciclopédias feitas ao abrigo do Acordo Ortográfico. Muito importante também é abundar em palavrões nas conversas telefónicas com os amigos que a oposição pede ao ministério público para escutar. Abundar também em "Armandos Varas". Nenhum governo funciona bem sem ao menos dez Armando Vara em  cada ministério para desenvolverem contactos e identificarem muitas oportunidades empresariais de estado que muito enriquecem o país.

Honestidade: O verdadeiro bom líder tem de ser honesto, profundamente e consigo próprio. A palavra é acção e a acção é pragmatismo de direcção, no caso do líder, logo o valor da palavra emitida deve servir os bons fins que apenas a mundivisão do líder permite conhecer. A palavra é  utilitária e deve ter em conta a capacidade de entendimento dos cidadãos que apesar de não serem tão limitados como alguns acreditam, são capazes de entender que a verdade pode não ser o melhor para um bom caminho comum. Honestidade significa ser amigo dos amigos e os amigos do líder por osmose partilham da liberdade honesta do líder  de controlar a palavra pública para os bons fins comuns do país que apenas um grupo ilustrado pode conhecer plenamente. 

Sociedade keynesiana: como Keynes já não se encontra entre nós, podemos usar os conceitos e sugestões que ele deixou escritos com plena discrição e nem é preciso ler os seus livros. Que Keynes tenha defendido que a dívida deve ser sustentável e que um certo limite não deve ser ultrapassado, ou que as obras públicas e o intervencionismo devem também ser limitados, não é relevante para o nosso caso particular. Keynes é um belo nome, até seria capaz de o dar a um cão, e Hayek soa a gato autoritário. Portanto: Keynes. O modelo keynesiano também é um que permite justificar por muito tempo, desde que se pegue apenas nos chavões mais fortes, o imenso desenvolvimento da sociedade por mérito das políticas centralizadas. Veja-se o caso de sucesso do Japão. 

O livro será apresentado imediatamente antes da apresentação da candidatura de José Sócrates a Presidente da República. 
publicado por João Pereira da Silva às 14:51
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