Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013

Quem avisa amigo é

Francisco (não o de Assis, o de Roma) declarou à comunicação social portuguesa, por inspiração do dr. Mário Soares:

 

1) A dívida pública deve ser renegociada para um prazo mínimo de cinquenta anos, a uma taxa de juro não superior àquela a que se financiar o Estado Alemão, e com reembolsos de capital indexados ao comportamento das exportações;

 

2) Deve ser suspenso o plano de privatizações e substituído por um plano de nacionalizações, nomeadamente daquelas empresas privadas que se verifica terem uma posição dominante no respectivo ramo, das que se encontrem em situação de oligopólio ou de outras sobre as quais seja legítimo suspeitar que venham a encontrar-se naquelas situações; as nacionalizações deverão obedecer ao princípio de que ao valor de mercado se devem abater os dividendos e prémios distribuídos aos actuais e pretéritos accionistas, nos últimos 20 anos, e de que as indemnizações serão pagas em títulos de dívida pública, a vencer dentro do prazo referido em 1);

 

3) Devem ser suspensos todos os cortes de salários, pensões, subsídios e benefícios sociais, e reposta a situação ex ante;

 

4) O salário mínimo deverá ser aumentado para 550 Euros e todos os anos revisto em percentagem superior à da inflação, a acordar com os parceiros sociais;

 

5) Os contratos no âmbito das PPPs, e os remanescentes no âmbito dos SWAPs, deverão ser renegociados à luz dos seguintes princípios; a) O lucro líquido originado por tais contratos deverá ser taxado em, pelo menos, 70%; b) As partes estabelecerão um plano de taxação retroactiva, de modo a garantir que os ganhos até agora obtidos sejam objecto de igual contribuição; a denúncia, quando o Estado por ela opte, não confere direito a qualquer indemnização;

 

6) É fixado um salário máximo, de montante igual a doze vezes o valor do mínimo;

 

7) É criado um imposto extraordinário de 70%, incidente sobre grandes fortunas, entendendo-se como tal as daqueles agregados familiares cujos activos sejam superiores a 500.000 Euros;

 

8) A reforma do Estado deve prosseguir, à luz dos seguintes princípios: a) Não poderá haver despedimentos, nem mobilidade, sem o acordo do trabalhador; b) Não poderão extinguir-se serviços, salvo se as respectivas competências e pessoal forem afectos a outros serviços, e sem prejuízo da necessidade da aceitação dos trabalhadores, em caso de deslocação;

 

9) Fica proibida a evasão de capitais;

 

10) As empresas cujo capital seja maioritariamente detido por nacionais, ou que realizem em território nacional a maior parte do seu volume de negócios, deverão ter a sua sede em território nacional;

 

11) Pelo menos 1% do Orçamento deverá ser sempre afecto à Cultura:

 

12) O Presidente da República, ouvido o Conselho de Estado, deverá dar instruções ao BCE para financiar directamente o Estado Português, e ao mercado internacional para adquirir dívida pública no mercado secundário, a taxas não superiores às referidas em 1);

 

13) Após a diligência referida no ponto 12) deverá o Presidente dissolver a Assembleia e convocar eleições, às quais só poderão concorrer partidos que subscrevam sãos princípios de defesa da Constituição e do povo trabalhador. Apurado o resultado, instalada a nova Assembleia e conferida posse ao novo governo, o Presidente demitir-se-á, marcando eleições para a presidência da República nos termos constitucionais.

 

Se por algum imponderável isto não se fizer, o nosso País, filho dilecto da Igreja, será palco das maiores violências. Pelo menos é o que, com grande senso e não menor verosimilhança, se diz aqui

publicado por José Meireles Graça às 21:37
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