Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013

Nem mo-lo digas

Julgava eu que uma terra pobre, uma linha de costa enorme em relação à diminuta área do país, a tradição piscatória, a impossibilidade de conquistas para Leste, um príncipe relativamente rico e absolutamente ambicioso e teimoso, o desejo de ganhar estatuto em Roma, o fanatismo religioso - isto e mais outros factores objectivos que os estudiosos identificaram - foi o que originou os Descobrimentos. A Ciência necessária foi-se fazendo e importando.

 

Que não. Que não foi assim - diz-se aqui. Tínhamos Ciência, e por isso fomos grandes. Depois, passamos a pequenos, presumivelmente por termos deixado de ter Ciência, excepto no séc. XVIII,  "quando a Revolução Científica chegou cá em força". Após este século luminoso, a Ciência ausentou-se para parte incerta, mas, providencialmente, "nos últimos 20 anos a ciência cresceu muito em Portugal, havendo hoje mais cientistas do que jamais houve".

 

Nem tudo são rosas, porém: "Os nossos jovens cientistas são a nossa maior riqueza.  Mas demos-lhes bolsas sem lhes dar vidas. É indispensável dar-lhe vidas: o futuro deles será o nosso".

 

Isto de não dar vidas aos bolsistas parece-me uma grande imprudência, assim à primeira vista, se realmente o futuro deles for o nosso. Mas olha, Fiolhais, se estás a falar de subsídios, nem mo-lo digas; se não estás, explica.

publicado por José Meireles Graça às 12:38
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