Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

A incrível e triste história do banqueiro Domingues e da sua consultora desalmada

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Quando foi convidado pelo nosso querido governo para vir um dia no futuro a ocupar o lugar de presidente dos conselhos de administração, o executivo e o completo, da Caixa Geral dos Depósitos, logo fossem removidos pelo ministro das finanças e com a nossa ajuda pecuniária todos os obstáculos que se erguiam entre os desafios do empreendimento e as exigências dele para os enfrentar, nomeadamente de ter à sua disposição cofres cheios, os da CGD e os dele, acumular o lugar de presidente do CA com o de presidente executivo, para poupar ao presidente executivo a humilhação de ter alguém acima dele a fiscalizá-lo, e de poder manter discreção sobre o seu património para evitar o incómodo de ser vasculhado como os políticos são, a McKinsey foi convidada para fazer um plano de negócios e capitalização para a CGD, recomendando, nomeadamente, as necessidades de reforço de capital que nós gentilmente lhe devemos proporcionar, o modelo estratégico e organizativo, em suma, as coisas do costume.

Quem a contratou?

Ninguém. A administração da CGD corrida para lhe vagar o lugar, certamente que não. O Ministério das Finanças, népia!

Quem lhe vai pagar?

Os otários do costume. Eu e os meus amigos e leitores. Três milhões de euros, nada de especial. O banqueiro chegou ao banco e a primeira coisa que fez com a sua nova autoridade foi mandar o banco pagar a conta.

A questão é que é surpreendente a McKinsey aceitar uma encomenda informal de 3 milhões que não foi encomendada por ninguém. Se o António Domingues desistisse a meio do processo de admissão, nomeadamente por o esforço e diligência incansáveis do ministro Mário Centeno não serem mesmo assim suficientes para atingir os objectivos que lhe estabeleceu de remuneração e opacidade, e ainda não é garantido que venham a ser, assim como os de nível enchimento dos cofres, que também não é,

a) seria ele a pagar à McKinsey?

b) a McKinsey arriscou um eventual calote, uma encomenda de alguém que podia não a pagar?

c) algum governante se atravessou como fiador clandestino do negócio com o nosso dinheiro?

Eu cá não sei ao certo, mas tendo a acreditar na hipótese c).

 

 

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 12:26
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