Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2017

Chega de sono

Desejei à senhora ministra um sono descansado, mas constato com desgosto que Maria Manuel Leitão Marques me tomou ao pé da letra quando apenas pretendi ser simpático.

 

De 13 de Novembro até agora já teria havido tempo, supunha, para consertar a porcaria do sistema informático. E como, ao contrário do prometido, não recebi nenhuma chamada telefónica, lá fui ontem mais uma vez ao Registo Civil do costume a ver se o sistema aceitava a correcção de morada (correcção, entenda-se, de um erro dos serviços, pela qual já paguei a taxa que me foi exigida, e deslocação necessária em obediência ao ofício que a intima, sob pena de caducidade da alteração em 5 de Janeiro próximo).

 

Tive sorte porque só tinha nove pessoas à minha frente, e mais sorte ainda porque duas faltaram. A delicada senhora que me atendeu repetiu os passos já bem conhecidos de inserir o cartão na maquineta e digitar os códigos obscuros que figuram num dos ofícios que lhe levei; e como a coisa não funcionasse levantou-se e foi repetir a operação na banca de um colega. Nicles.

 

Regressou desalentada, informando que estavam fartos de reclamar mas a situação continuava igual, e que por isso é que não me telefonaram; que o sistema deixava muito a desejar porque com frequência dava mensagens de erro mas não ligavam, iam ver pela porta do cavalo e afinal as alterações estavam feitas; e que no meu caso, como no de outros, a mensagem era a de que havia um problema na internet, pelo que não havia outro remédio senão continuar a esperar, embora a coisa estivesse a ficar preocupante porque a alteração caducava a 5 de Janeiro.

 

Já não conto as horas que perdi, nem os incómodos, nem as despesas. Mas ando desde Setembro para renovar um cartão que não precisava de renovação alguma senão por uma caducidade oportunista e abusiva, e sem o qual, no Estado Socialista, não se consegue viver, a menos que se seja sem-abrigo. E apesar de pagar o que me exigem, e fazer o que me mandam, continuo a patinar.

 

Razões por que te sugiro, Nelinha, que faças uma de três coisas:

 

  1. Acorda;
  2. Demite-te;
  3. Suicida-te.
publicado por José Meireles Graça às 21:24
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2 comentários:
De Terry Malloy a 9 de Dezembro de 2017 às 20:59
Não percebo como é que leio as suas alternativas e elas parecem-me um roteiro.
De José Meireles Graça a 10 de Dezembro de 2017 às 00:09
Não, não sou tão mau, Terry. É só retórica.

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