Terça-feira, 1 de Novembro de 2016

Os "cientistas" sociais e os cretinos da direita

sabemos que a luta é a Fenprof que a determina, não os cretinos da direita.

Mas os cretinos da direita têm limitações, cognitivas, ainda mais graves.

2016-11-01 Saldo emigração 2015.jpg

 

Quando colocados perante a evidência de em 2015 terem emigrado menos 18,5% portugueses e de terem imigrado mais 53,2%, entre estrangeiros que entraram e portugueses que regressaram, do que em 2014, em que por sua vez já tinham emigrado menos e imigrado mais do que em 2013, são capazes de distorcer as conclusões que é lícito tirar do facto para admitir que era a economia a retomar gradualmente a sua capacidade de reter mais portugueses e acolher mais estrangeiros. A esboçar o crescimento.

Nada de mais errado, e o jornal Público, como lhe é clássico, foi consultar "investigadores" em ciências sociais capazes de desfazer essas perniciosas impressões antes de elas contaminarem e enganarem a opinião pública com a impressão viral que a crise já estava a ser resolvida ainda durante a legislatura anterior.

O que aconteceu então?

O antropólogo Jorge Malheiros, visita frequente do esquerda.net, onde já tinha prognosticado no início de 2014 que a inversão do surto de emigração que então se verificava só seria possível com a criação de emprego estável, explicou agora que a emigração não se reduziu em 2014, e de novo em 2015, pela melhoria da economia do país, mas por um certo capital de esperança criado em 2016 pela reposição dos salários na função pública, que como toda a gente sabe era a maior vítima da sangria da emigração, em 2017 pelo aumento do salário mínimo para 557 euros, e em ambos os anos pelo aumento dos impostos indirectos. Só de antecipar estas medidas, os portugueses começaram em 2014 e 2015 a refrear a sua vontade de emigrar. Em que manicómio investiga este "investigador"? No Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa. Pago por todos nós.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 15:06
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5 comentários:
De cristof a 1 de Novembro de 2016 às 18:46
Com 87% dos doutorados empregues no estado, os rapazes têm que se entreter com alguma coisa para doutorar, senão enferrujam
De Anónimo a 2 de Novembro de 2016 às 10:21
Sim, mas neste caso, explicar resultados de 2015 com medidas de 2016 é de cabo de esquadra.
De Manuel Vilarinho Pires a 2 de Novembro de 2016 às 16:03
Mas quem somos nós, pobres mortais, para discutir a lucidez e rigor analítico dos cientistas sociais?
De cristof a 6 de Novembro de 2016 às 06:21
Espero poder ver os seus posts por muitos anos.
De Manuel Vilarinho Pires a 6 de Novembro de 2016 às 10:52
Muito obrigado. Junto a minha à sua voz.

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