Sábado, 22 de Fevereiro de 2014

Precisa-se

Há uma maneira de entender o que se passa na Ucrânia, de que lado deve estar quem queira estar de algum lado, de perceber o que há ali de anseio legítimo por uma vida melhor, ou de propaganda ou manipulação ou jogos de poder - da UE, da Rússia, dos EUA.

 

Há, tudo isso e mais. Mas nisto, como sempre, ninguém entenderá nada sem conhecer a história: da Rússia, da Ucrânia, do Mar Negro, da Guerra Fria e do fim dela. Então, vão estudar; que a ver tiroteios e barricadas e declarações não se aprende nada. O que os responsáveis dizem interessa pouco, se não soubermos as razões profundas porque dizem o que dizem; as manifs não aquecem nem arrefecem, se não soubermos quais as pulsões históricas ou circunstanciais que motivam os manifestantes.

 

Depois, com a história bem estudada, podemos escolher um campo ou apontar uma solução, ou a impossibilidade dela. Historiadores, precisam-se para as convulsões da Ucrânia. Europeístas, economistas, repórteres, comunistas, democratas, politotólogos - não.

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publicado por José Meireles Graça às 13:55
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4 comentários:
De PSC a 23 de Fevereiro de 2014 às 20:35
Pois é. Tem toda a razão. E porque não começar nos anos de 1933/1934 quando o criminoso e ladrão de Bancos que dava pelo nome de Estaline CONDENOU À MORTE PELA FOME SEIS MILHÕES (isso mesmo SEIS MILHÕES) de Ucranianos? Em que as crianças que ficavam para trás nas marchas forçadas para a deslocação das populações para outras paragens eram pura e simplesmente abatidas com um tiro na nuca! Comecem por aqui e talvez se consiga chegar a perceber o que se passa na Ucrânia!
De Flávio Gonçalves a 24 de Fevereiro de 2014 às 04:04
Isso obrigaria a que as pessoas, principalmente os ucranianos, recordassem que Estaline não era russo, era georgiano.

Fora isso, parece-me que a Europa está a precisar de uma China aqui mais perto e o preço da mão-de-obra ucraniana será um maná para os grandes empresários da União Europeia.
De PSC a 24 de Fevereiro de 2014 às 15:22
Claro que o Estaline era Georgiano. Mas isso, para o caso, não interessa nada. Até poderia ter nascido na China! Só que era o Secretário Geral do PCOUS da União Soviética e nada se fazia sem que ele tivesse a última ou a primeira palavra. Por isso, foi ele o directo responsável pela situação relatada bem como por muitas outras que não vale a pena estar aqui a referir e que nada têm a ver com a Ucrânia.
Mas a lista é longa, mas mesmo muito muito longa. Ficará para outra ocasião se assim se proporcionar.
De José Meireles Graça a 24 de Fevereiro de 2014 às 16:30
Está aqui, a meu ver, um bom artigo sobre este assunto: http://www.foreignaffairs.com/articles/140560/orlando-figes/is-there-one-ukraine
E porque ainda é possível dizer muito mais sobre o assunto, abstenho-me, para já, de ter uma posição. Vejo, por todo o lado, "mas" e "ses".

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