Sábado, 22 de Abril de 2017

Sobre a arte de bem montar uma farsa

2017-04-22 Francisco George.jpg

Morreu uma adolescente de 17 anos num hospital do Serviço Nacional de Saúde por ter sido contagiada com sarampo, doença para a qual não estava imunizada por não ter sido vacinada, no decorrer de um internamento por uma doença menos grave e não letal, a mononucleose.

O SNS é regularmente apontado pelos seus responsáveis como um dos melhores do mundo com base em estatísticas e comparações várias e, relativamente ao sarampo, é mesmo classificado pelo próprio Director-Geral de Saúde, um dinossauro da burocracia que já enterrou mais ministros do que a viúva negra maridos, talvez por ao longo das últimas décadas ter conseguido com sucesso ser ele o porta-voz das boas notícias no domínio da saúde, por exemplo, o espectacular dispositivo de resposta à gripe A, e delegar nos ministros as más notícias, por exemplo a fortuna gasta em milhões de vacinas para a gripe A que foram adquiridas mas nunca ministradas, como motivo de inveja lá fora.

O DGS foi, prontamente como lhe é tradicional, o primeiro a reagir, apontando as baterias à falta de vacinação, e tendo mesmo sugerido, depois deixou cair à medida que se apercebeu que tanto a tutela como o poder político não estavam para aí virados, a obrigatoriedade da vacinação.

E estava dado o mote, a culpa não era da falta de condições para proteger os doentes contra o contágio por outras doenças nos estabelecimentos do SNS, mas da recusa de vacinação, tanto dos doentes que contagiam os outros, como dos que se deixam contagiar. Esta linha de argumentação é brilhante e está destinada ao sucesso garantido, até porque basta dar o pequeno salto de associar a falta de vacinação à recusa de vacinação, e esta a crenças próprias de seitas religiosas ou atitudes naturalistas de hippies retardados, para iniciar uma guerra ao obscurantismo pelo iluminismo, e qual de nós não adere entusiasticamente a uma guerra em que se sente elevado pela superioridade civilizacional e moral, que no entanto a Zita Seabra explicou cristalinamente que justifica as maiores barbaridades, que tão bem sabe? E assim se iniciou mais uma cruzada contra o obscurantismo da falta de vacinação.

Montada a pira de lenha no pelourinho para o julgamento na praça pública pelo burocrata-mor, foi imediatamente regada com gasolina por médicos mediáticos, e quem aparece primeiro ganha pontos no campeonato do mediatismo, como o pediatra Mário Cordeiro com tiradas a dar títulos como "O movimento antivacinas é idiota e é uma afronta aos mortos" ou "Pais que não vacinam filhos são negligentes e deviam ser responsabilizados". Já havia um embrião de sentança, os pais destas crianças com sarampo são idiotas e deviam ser criminalizados. E os burocratas e os médicos ilibados, digo eu que é uma consequência lógica da anterior.

Mas, mesmo nos tribunais da opinião pública que tendem a ser muito mais expeditos a dissipar as dúvidas e a chegar a sentenças definitivas do que os tribunais de justiça, chegam a ouvir-se testemunhas, e chegou a vez aos jornalistas. A jornalista do Expresso não teve dúvidas em denunciar que "Mãe da rapariga de 17 anos é antivacinas..." mas, pior ainda, "...e adepta da homeopatia", informação que lhe tinha sido passada por fonte médica. Estava dissipada qualquer dúvida sobre a pertença destes pais às forças do obscurantismo. Que andamos todos a combater, digo eu. A notícia foi posteriormente actualizada com informação prestada por familiares dos pais que explicaram que a jovem não tinha sido vacinada contra o sarampo na altura prevista por indicação médica, por ter feito um choque anafilático grave em reacção a outra vacina, mas o título da notícia, que é a única coisa que interessa, não foi alterado num milímetro, e ficou para a posteridade que "Mãe da jovem que morreu com sarampo é antivacinas". Podia-se, pois, passar à execução da pena e pegar fogo à pira e aos pais.

E foi o que aconteceu. No pelourinho das redes sociais, no julgamento dos pais que recusam vacinar os filhos pelos cidadãos que defendem a vacinação, aqueles pais foram condenados ao ridículo do obscurantismo desalmado que lhes fez matar a própria filha. Assunto arrumado.

A alegação de que não tinham vacinado a menina por indicação médica depois do choque anafilático não foi considerada relevante pelos membros do júri, que somos todos nós. Provavelmente foi uma desculpa esfarrapada para fugirem às responsabilidades. E apareceram logo médicos a esclarecer que, mesmo com o choque anafilático anterior, os pais poderiam à mesma ter vacinado a menina, nem que a internassem num hospital para lhe dar a vacina e controlar os efeitos da reacção alérgica num ambiente medicamente controlado. Aliás, a desculpa era desinteressante por transferir a responsabilidade dos pais para a pediatra da menina, e nem o DGS nem os médicos mediáticos gostarem muito de apontar o dedo a outros médicos quando o podem apontar a pais obscurantistas.

E a quem saiu a sorte grande neste julgamento mediático?

Ao Ministério da Saúde, que, com todos ocupados a discutir o obscurantismo dos pais, ninguém questionou seriamente sobre como é possível um doente ser internado num hospital com uma doença benigna e sair de lá para o cemitério com uma doença mortal que apanhou por contágio no hospital onde era suposto ter sido tratado da doença que levou e protegido de contágios de outras doenças. Mas esta é uma daquelas perguntas a que não interessa procurar resposta, para não estragar o ambiente de descrispação em que, graças a Deus, ou ao presidente e ao primeiro-ministro, vivemos.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 14:05
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51 comentários:
De Anónimo a 23 de Abril de 2017 às 09:55
a seguir vão criticar o Hospital por ser uma PPP
De Luís Neves a 23 de Abril de 2017 às 17:41
Mas temos mais. O tratamento da psoríase (TVI e CM) com um imuno-supressor. Há tratamentos mais eficazes, com menos efeitos secundários, também menos graves, muito mais baratos e, para quem gosta, com fundamento científico. E o próprio tratamento da mononucleose sobre o qual não há nenhuma informação.
De Manuel Vilarinho Pires a 23 de Abril de 2017 às 19:46
Os meus conhecimentos de medicina não chegam para participar nessa discussão. Mas chegam para considerar inaceitável que se seja internado num hospital para curar uma doença benigna e se saia de lá morto por ter sido contagiado com outra mortal, e que se isso acontece é devido a uma falha grave do hospital, que é suposto proteger todos os doentes daqueles que têm doenças contagiosas.
De Luís Teixeira Neves a 23 de Abril de 2017 às 20:44
É mortal para quem está debilitado por doenças e sobretudo tratamentos.
De Anónimo a 26 de Abril de 2017 às 08:52
Boa...!! faz lembrar entao as compras quando nos querem impingir artigos caros para farurar em grande.
De Anónimo a 24 de Abril de 2017 às 09:39
Estranhamente a irmã da adolescente tb está internada com sarampo. Também apanhou da bebé no hospital? E andou aos beijos á bebe? A mononucleose foi um avançar do sarampo. A rapariga de 17 anos já estava com sarampo quando entrou no hospital. Estas pessoas antivacinas podem se dar ao luxo e liberdade de ter as teorias burras porque contam com a vacinação do resto da população. Egoístas. Deviam ser presas.Todos lutamos para erradicar as doenças que mataram tantas pessoas no passado.
De Manuel Vilarinho Pires a 24 de Abril de 2017 às 10:26
Portanto, Anónimo, se estou a entender a sua proposta, prendem-se as pessoas antivacinas e o assunto fica resolvido?
E os hospitais que funcionam como verdadeiras auto-estradas com Via Verde para o contágio de doenças, às vezes letais, deixam-se prosseguir o seu caminho em paz? Sabe quantas pessoas morrem por ano em Portugal por não estarem vacinadas? E quantas morrem de infecções apanhadas em hospitais? E a percentagem de doentes internados em hospitais que são contaminados com infecções hospitalares? Tem a certeza que se está a preocupar com o problema importante e não com aquele com que as autoridades sanitárias lhe propõem que se preocupe para não se preocupar com o que é mais grave mas é da responsabilidade delas? Que não é mais uma pessoa a cair nesta farsa?
De António a 24 de Abril de 2017 às 13:33
Sendo que o hospital onde a jovem foi contagiada é muito propicio ao contágio de certas doenças. Sendo a razão principal a falta de limpeza dos filtros de ar e a falta de cuidado de alguns profissionais de saúde (isto foi-me dito por um médico).
De Anónimo a 25 de Abril de 2017 às 15:47
Optima analise. Todos tivessem essa lucidez e bom senso ..
De Anónimo a 25 de Abril de 2017 às 15:51
Optima analise. Todos tivessem essa lucidez e bom senso ..
De Anónimo a 25 de Abril de 2017 às 21:39
devias era tomar no cú as vacinas dos pretos...
De Manuel Vilarinho Pires a 25 de Abril de 2017 às 21:42
Para a sua doença é que não há vacina nem cura, desgraçado. Deve ser medonho viver dentro da sua cabeça.
De Artur a 27 de Abril de 2017 às 10:27
Infelizmente, nos dias de hoje, a opinião está a levar a melhor sobre a ciência. E os factos alternativos, ou factos de diversão também, que estão na moda, também. Este artigo é um deles.
De Pinto a 24 de Abril de 2017 às 15:41
É tanta a ignorância revelada pelo autor do texto, quem nem vale a pena perder mais tempo. É quase tão estúpido como eu discutir com um mecanico de automóveis porque é que o meu carro tem de usar óleo...
De Manuel Vilarinho Pires a 24 de Abril de 2017 às 20:05
Direi mesmo mais, senhor Pinto, é tanta a ignorância revelada pelo autor do meu texto, quanta a ciência revelada pelo autor do seu comentário, apesar do estilo burgesso e trauliteiro com que se apresentou aqui.
De Anónimo a 24 de Abril de 2017 às 19:47
Lamento a morte da rapariga, obviamente, mas se os pais não são anti vacinas porque está oitra das filhas no hospital? Com sarampo. As outras filhas não eram vacinadas? Foi explicado porque é que o bebé que contagiou toda a gente não estava vacinado, estava doente no doa de tomar a bacina e a toma foi adiada, e o bebé nem teve contacto com a rapariga, o sarampo é altamente transmissível. Não queria estar na pele destes pais, têm uma cruz para a vida mas ao menos que este exemplo faça pensar algumas pessoas sobre as escolhas e decisões que tomam.
De pito a 24 de Abril de 2017 às 20:15
«Onze dos 24 infetados são funcionários de saúde»

Ver em http://observador.pt/2017/04/24/numero-de-casos-confirmados-de-sarampo-sobe-para-24/
por Marlene Carriço

Todos os 'responsáveis' ignoram que qualquer forma de vida 'faz pela vida'.
De Anónimo a 25 de Abril de 2017 às 15:53
Muito obrigado por este "post" gostei muito assim como gosto muito de saber que ainda há pessoas que vêm para além do que nos querem obrigar a ver.
De Medicinas Alternativas a 25 de Abril de 2017 às 23:47
Gostei do artigo e descreve bem a realidade portuguesa.

E não se deixe tirar do seu centro devido a alguns comentários primitivos, pois eles nem sequer desconfiam que o vírus nem sequer existe cientificamente. Existem sintomas mas não há provas científicas do alegado vírus.

http://as-medicinas-alternativas.blogs.sapo.pt/cienciamedicinafarmaceuticas-nao-197713
De Eduardo a 26 de Abril de 2017 às 01:26
Estou sem palavras...
De Medicinas Alternativas a 26 de Abril de 2017 às 08:44
Acredito. Pois é, de facto e segundo o virologista dr. Stefan Lanka, o vírus do sarampo não existe e ele até dá recompensas a quem provar a existência.
Enfim, as farmacêuticas (e não só elas) andam a enganar-nos.
Que outra conclusão se pode tirar?
De Anónimo a 27 de Abril de 2017 às 09:29
Não só foi provado como ele foi condenado a pagar. http://www.latimes.com/business/hiltzik/la-fi-mh-a-vaccine-denier-20150320-column.html
De Medicinas Alternativas a 27 de Abril de 2017 às 10:03
Nunca me fiei em traduções ainda por cima mal traduzidas. Prefiro ler no original.
No original, está a notícia sobre a decisão do Supremo Tribunal alemão que deu razão ao dr. Stefan Lanka.
http://as-medicinas-alternativas.blogs.sapo.pt/mais-uma-mentira-das-farmaceuticas-172344
De Medicinas Alternativas a 27 de Abril de 2017 às 10:06
A decisão do Supremo Tribunal alemão foi em 2017. Portanto recentemente. Decisão essa difundida pela comunicação social alemã.
De Anónimo a 1 de Maio de 2017 às 17:38
Pois, e a doença e os seus sintomas, também não existem. As pessoas morrem porque sim...
De Manuel Vilarinho Pires a 26 de Abril de 2017 às 03:13
Muito me conta, que sempre tomei, e administrei aos meus filhos, todas as vacinas que era suposto tomar.
De Medicinas Alternativas a 26 de Abril de 2017 às 08:48
Eu recomendo sempre que toda a pessoa faça uma pesquisa sobre o assunto vacinas/vacinação.
Existe quase sempre outra versão para além da versão oficial, por vezes diametralmente oposta à dita versão oficial.

Esta que aqui deixo é apenas uma delas:
http://as-medicinas-alternativas.blogs.sapo.pt/as-epidemias-nao-desapareceram-devido-a-201807
De Medicinas Alternativas a 28 de Abril de 2017 às 12:11
O virólogo e bacteriólogo de nome Dr. Stefan Lanka, tem tido o propósito de esclarecer as pessoas, sobre a verdade relativamente à gripe das aves.
Ele afirma com todas as letras que não existem vírus que nos façam adoecer. (E ele não está sozinho nesta afirmação).
Ele afirma que não existe em todo o mundo, nenhuma publicação realmente científica que prove qualquer patogenia causada por um vírus.
Ele promete entregar 10.000 euros, a quem conseguir comprovar a evidência científica sobre o vírus da varíola.
Também promete entregar 100.000 euros, a quem entregar uma evidência científica sobre o vírus do sarampo.
Entrega 20.000 euros para a (Associação Animais Livres de Vacinas) „Impffreiheit für Tiere e.V.“ se alguém lhe trouxer a prova do agente que provoca a raiva.
1.000.000 sfr (1 milhão de francos suíços) é quanto uma editora suíça oferece, ao primeiro que conseguir colocar uma correcta publicação científica, com a prova do vírus da gripe das aves!
1 milhão de francos suíços é de facto imenso dinheiro, faz-nos pensar que seria uma tarefa simples comprovar os vírus do sarampo, da gripe das aves, da varíola, do HIV, hepatite, rubéola, gripe, ébola, etc.
Tem havido, de facto, por parte de leigos uma pequena corrida aos institutos de renome sobre esta área tanto na Alemanha, como na Áustria e até na Suíça, com o intuito de conseguirem a tal almejada prova e com isso conseguirem a recompensa ao contrariarem a afirmação de Dr. Stefan Lanka.
O mais que eles conseguiram, foi por escrito, que a vacinação era muito importante e bla, bla, bla! Nada de nada sobre os vírus!
De Medicinas Alternativas a 28 de Abril de 2017 às 12:23
E já agora e ainda que não tenha directamente a ver com o vírus do sarampo, uma data a reter, 17 de Maio de 2001.
Segundo a comunicação social alemã, o parlamento alemão dá a conhecer o seguinte:
"Não existem evidências nem provas sobre a existência do vírus HIV."
Isto também segundo o Bundesministeriums für Gesundheit !
De Ricardo Mata a 29 de Abril de 2017 às 17:53
Acho que é necessário corrigir aqui vários pontos. A decisão do tribunal em favor de Lanka explicitamente reconhece que os 6 artigos apresentados por David Bardens são prova suficiente da existência do vírus do sarampo. No entanto, deu razão a Lanka porque isso só é possível com a soma dos 6 trabalhos, e o desafio de 100.000 euros pedia uma prova única. Ou melhor, o caso foi ganho com base numa tecnicalidade, e não por uma questão científica.

Segundo, mesmo que a teoria de Lanka fosse correcta, então sarampo será uma doença psicossomática. Vejo-o aqui nos comentários a elogiar o post e mesmo a fazer cópia para o seu blog. O post aponta para o problema de disseminação de infecções nos hospitais. Acredita então que doenças psicossomáticas são contagiosas, sem os dois sujeitos alguma vez terem contacto directo?
De Isabel Ulanda a 2 de Maio de 2017 às 13:03
@Ricardo Mata. Pura desinformação. Por acaso li os artigos do blogueiro sobre as vacinas mas também procurei os originais em alemão e o que encontrei foi como diz o blogueiro O Supremo Tribunal Federal da Alemanha e não o tribunal como diz o Ricardo, não só não deu absolutamente nenhuma razão ao David Bahrens como deu toda a razão ao Stefan Lanka e porquê isto? O Supremo Tribunal Federal da Alemanha, convidou especialistas, entregou as provas do David Bahrens aos dois mais famosos institutos alemães da especialidade e os relatórios negaram que as supostas provas do Bahrens tivessem fundamento científico atual. Como tal é pura falácia que as provas presentadas pelo Bharens fossem provas do vírus e não ser surpresa alguma perante estas evidências dos relatórios dos institutos independentes que o Supremo Tribunal tenha dado a razão ao Lanka e confirmando a falta de provas atualmente da existência do vírus do sarampo.
É pura desinformação alguém apresentar os factos noutro formato.
É absolutamente indiferente se alguém apresenta uma provas ou 699 provas, o que importa é levar provas científicas válidas do vírus e do diâmetro do bicho, o resto é atirar areia para os olhos dos outros.
PS. Não sei se o medicinas alternativas vai ou não responder mas eu tinha de dizer isto.
De Ricardo Mata a 2 de Maio de 2017 às 13:47
Bem, como é que eu hei-de dizer isto educadamente? Você é que está a mentir. O original da decisão do "Bundesgerichtshof" I ZR 62/16 é um documento de uma página onde explicita a razão para não apoiar a revisão da sentença do tribunal de Estugarda. Não houve qualquer dúvida no procedimento do tribunal de Estugarda, a decisão de 2016: "die Rechtsache keine grundsätzliche Bedeutung hat, die auf die Verletzung von Verfahrensgrundrechten gestützen Rügen nicht durchgreifen und die Fortbildung des Rechtes (...) nicht erfordern". Por isso foi apenas o tribunal de Estugarda quem explicitamente se debruçou sobre o material da queixa. Ao contrário do que acabou de dizer, o BGF apenas de expressou sobre o procedimento.

Como quem se ocupou com a matéria em si foi o tribunal de Estugarda, vamos ver isso em detalhe. Na leitura final, há vários pontos onde a discussão científica se desenrola e onde pessoas diferentes poderão ter diferentes leituras. Da minha leitura, quando o tribunal se apoiou em entendidos da área, eles apoiaram as 6 publicações apresentadas com as devidas ressalvas dada a altura em que foram publicados (novos standards foram introduzidos, e até há uma nova estimativa para o tamanho do vírus, mas mesmo esta não estava em absoluta contradição com os documentos apresentados). Mas a decisão final do tribunal baseia-se exclusivamente no facto de serem 6 publicações e não uma. Isso está descrito no ponto 122: "Im Ergebnis hat die Berufung, soweit sie zulässig ist, jedenfalls Erfolg, weil das Kriterium der Auslobung, den Beweis der Existenz des Masernvirus durch „eine wissenschaftliche Publikation“ zu führen, durch den Kläger nicht erfüllt wurde.". Não sei se me mentiu sobre procurar os originais, se a tradução foi má, mas estes são os factos que podem ser comprovados nos originais.

Parabéns por contaminar este espaço...
De Isabel Ulanda a 2 de Maio de 2017 às 20:56
Bem, definitivamente está de má fé e a dizer inverdades.
e por acaso entendesse o que lá está escrito, nomeadamente ""Im Ergebnis hat die Berufung, soweit sie zulässig ist, jedenfalls Erfolg, weil das Kriterium der Auslobung, den Beweis der Existenz des Masernvirus durch „eine wissenschaftliche Publikation“ zu führen, durch den Kläger nicht erfüllt wurde.", veria que as provas apresentadas pelo David Ahrens não preenchem de modo algum os requisitos.
Primeiro apresenta-nos algo sem ser em alemão e proveniente de fora da Alemanha depois é que vem com frases em alemão?
É apenas uma pergunta retórica e não vou perder mais algum segundo consigo e sua pura desinformação. Para além de não ter ser dirigido a mim mas sim a outra pessoa.
De Ricard Mata a 3 de Maio de 2017 às 06:57
Novamente você volta a mentir. O tribunal sublinhou o facto de que era preciso que a prova fosse apresentada com uma única publicação. Por isso, a combinação de 6 artigos não foi aceite. Tal exigência nada tem a ver com critérios científicos e é apenas imposta pelo desafio do Dr. Lanka. Vivo e dou aulas na Alemanha há 11 anos. As minhas bases foram sempre os textos em original do alemão, mas dada a sua insistência em distorcer as conclusões so tribunal mesmo quando confrontada com a verdade, lá tive que me dar ao trabalho de buscar as citações.

É gravíssimo o espalhar de mentiras que se vê aqui. O desafio apresentado pelo Dr. Lanka era naturalmente uma armadilha. Quem conhece a área sabe que não se faz num único artigo científico a comprovação do efeito viral e consequente patologia, junto com a medição do díametro do vírus. O David Ahrens, aluno na altura, foi inocentemente enganado a entrar no truque de publicidade do charlatão, dito Dr. Lanka.

Se quer perder o seu tempo a ir mentir para outro lado, esteja à vontade...
De catarina silva a 9 de Maio de 2017 às 15:11
de ferias em porttugal e a gozar algum descanso resolvi dar um salto para ver o que circula neste pais em termos de informação sobre a psicose vacinação.

desde já os meus parabéns ao blogueiro do gremlin-literario e o seu artigo, a arte de bem montar uma farsa, com o qual concordo totalmente.

realmente o que a comunicação social tem difundido em Portugal nada tem a ver com informação e bom jornalismo mas sim propaganda das farmacêuticas.

também dou os meus parabéns ao blogueiro do as-medicinas-alternativas, por ter a coragem de desmantelar os imensos mitos que circulam ao redor da vacinação.

fica o esclarecimento, não sou nem pro vacinas nem contra vacinas, ainda que eu e minha irmã quando pequenas apanhamos umas vacinas que nos adoeceram e ficamos de cama mais de três meses, desde essa altura os nosso pais falaram com o medico o qual assustado se recusou a recomendar mais vacinas para nos.

minha irmã e cientista e trabalha e trabalhou em vários países da europa onde tem feito as suas investigações, sempre para o «patrão», acontece que na pequena escola onde seu filho estava todos adoeceram apesar de todos estarem vacinados da doença que não devia supostamente aparecer nestas crianças e assim se esvaneceu o mito que a vacina imuniza da doença para a qual se foi vacinado.
minha irmã ficou intrigada com este episodio e não descansou enquanto não fez sua própria investigação e leu tudo ou quase tudo que existe do s. lanka. ela resolveu pedir a prova do suposto vírus do sarampo ao rki e o que recebeu foi uma recomendação que a vacinação era muito importante e recomendada mais palavreado de circunstancia mas nada mais que isso.
quando se recebe por escrito algo como isto do rki, as campainhas tocam alarme.
contrariamente a afirmações enviesadas que tem sido vinculadas por meios ligados a veículos de desinformação, a beschluss do bgh tem mais de uma pagina e isto precisava de ser esclarecido.

também esclarecido precisa de ser, o bgh telefonou para os dois contraentes lanka e bradens, depois de lanka ter ganho em tribunal, que não recorressem ao bgh. claro, o bgh não queria ficar com a bomba em mãos. veja que nas folhas do beschluss do supremo tribunal, não consta que o objeto de discordia era a prova do vírus do sarampo, vírus esse que ate a data não há provas dele, mas o que estava em causa era os 100.000 euros, dessa forma o bgh saiu airosamente do caso sem atrair a ira das farmacêuticas.
quem atraiu a ira e toda a irritação das farmacêuticas foi bardens, ele perdeu claramente em tribunal logo em stuttgart, perdeu também devido a ingenuidade ou imbecilidade já que s. lanka tinha sido bem claro quanto aos as regras para se ter direito ao premio. bardens armado em suicida, juntou uns modelos e desenhos e julgou levianamente que tinha a prova.
bardens perdeu e bem das duas vezes. agora tem as custas dos processos, mais advogados para pagar, uma bela fatura volumosa de dividas e por isso e também devido ao odio gerado pelas farmacêuticas e ciência terá preferido fugir para a suecia.

escusado sera dizer que o tipo não terá qualquer possibilidade de fugir das autoridades alemãs.

também quero dizer que o cdu de berlim, partido angela Merkel, deixou cair por terra a exigência vacinar as crianças, depois da decisão do bgh.

a juntar a isto tudo temos já os médicos, da Áustria, Alemanha e creio que da suica tambem que se recusam a vacinar as crianças.

a decisão do bgh já começou a fazer efeitos na Alemanha...

para concluir termino dizendo que sejam felizes essa e definitivamente a melhor vacina, para mais quando nem há sequer uma prova sobre a existência do vírus do sarampo. esse vírus so existe na comunicação social e nas farmacêuticas.

fiquem bem.

De Luís Bouceiro a 27 de Abril de 2017 às 23:03
Como é que se pode afirmar que o vírus do sarampo não existe e que não há provas científicas da sua existência se o vírus é visível em microscópica electrónica de varredura ou de transmissão, tem nome, é um vírus RNA, da família Paramixovirus, está classificado e cumpre os princípios de Koch quanto a ser a verdadeira causa do sarampo.
Antes de publicar ignorâncias e imprecisões seria melhor estudar e abordar o assunto de outra forma.
Luís Bouceiro Ordem dos Médicos, cédula 31144
De Medicinas Alternativas a 28 de Abril de 2017 às 12:10
Bom dia!
Primeiro de tudo, quero esclarecer que o meu lema é promover a saúde na sua forma natural, informar sobre a actual verdade e basear-me em factos e não em meras afirmações.
Perante os factos actuais, não há outra forma de verdade a não ser esta, em 2017, o veredicto do Supremo Tribunal Federal da Alemanha deu razão ao virologista dr. Stefan Lanka. A única conclusão possível daqui a retirar na actualidade só pode ser esta, o vírus do sarampo não existe.
Repito, até agora ninguém conseguiu provar não só a existência científica do alegado vírus do sarampo Nem do diâmetro do alegado vírus.
Porventura o sr. Luís Bouceiro refere-se ao alegado "Mobilivirus"?
Ignora que os ditos princípios de Koch estão abalados no país natal de Robert Koch, depois de se ter concluído que foi mais um charlatão, a par de Pasteur?
Ignora o facto do célebre e milagroso "Tuberkulin" de Koch se ter revelado uma catástrofe?
Ignora o facto de a "ordem de médicos" lá do burgo não se ter manifestado mais sobre os alegados vírus?
Quem acha que merece mais credibilidade em questões de virologia, as afirmações de um médico ou de um virologista?

De Medicinas Alternativas a 28 de Abril de 2017 às 12:12
Virólogo queria eu dizer.
De Isabel Ulanda a 2 de Maio de 2017 às 13:09
@Luis Bouceiro. Se acha que isso é prova suficiente do vírus do sarampo e do diâmetro do bicho porque em sete anos não apresentou essa prova em tribunal na Alemanha?

Tenho visto muito discurso sobre o sexo dos anjos, mesmo entre especialistas mas não passa disso mesmo e até agora ondem param essas evidências científicas sobre o vírus do sarampo?
Qundo é que os médicos e sua medicina vão admitir que andam enganados há tanto tempo e com isso enganam os pacientes?
De Medicinas Alternativas a 26 de Abril de 2017 às 00:03
Fiz alterações e copiei o seu artigo para o blogue de modo a sair amanhã.
Espero que não se importe.
http://as-medicinas-alternativas.blogs.sapo.pt
De Manuel Vilarinho Pires a 26 de Abril de 2017 às 03:09
A leitura deste blogue é livre e pode copiar à vontade, sendo mais elegante se referir a origem do texto copiado do que se o copiar sem referir a origem.
Mas deve ter a noção que não há no texto nenhuma promoção das medicinas alternativas nem tentativa de desvalorizar a vacinação, mas apenas a crítica à desresponsabilização das autoridades sanitárias por não assegurarem ao utentes dos hospitais condições suficientes de protecção contra o contágio de doenças e de desviarem a atenção desse grave problema em que têm alguma responsabilidade para o da falta premeditada de vacinas em que a responsabilidade é normalmente dos pais ou dos médicos assistentes.
De Medicinas Alternativas a 26 de Abril de 2017 às 08:41
É claro que a cópia tem a referência e a origem do texto.

Sim, entendi que não há nenhuma promoção às medicinas alternativas.

A crítica às autoridades sanitárias assim como ao hospital é mais que justa, principalmente quando está em causa o facto de os hospitais se terem transformado em centros de focos de doenças que já deviam estar mais que ultrapassados, porém não estão e até se tornou há bito dizer que quem puder que "fuja dos hospitais"...
De Eduardo Santos Ribeiro a 26 de Abril de 2017 às 01:33
Comentando apenas o seu último parágrafo.
É possível, pois o vírus não deveria existir entre nós, se mais de 95% da população estivesse vacinada.
Se o vírus não estivesse novamente a circular na população devido à falta de vacinação, aquele bebé, que ainda não tinha idade para ser vacinado, não teria sido contagiado por alguém, nem teria contagiado a rapariga, que não podia ser vacinada.
De Manuel Vilarinho Pires a 26 de Abril de 2017 às 03:19
A vacinação pode quase erradicar para níveis de improbabilidade confortáveis uma doença como o sarampo. Que este ano matou uma pessoa em Portugal.
As condições de higiene e segurança adequadas nos hospitais poderiam quase erradicar a possibilidade de os utentes serem contaminados com doenças de outros utentes, algumas bastante mais letais que o sarampo. Que matam muitas pessoas todos os anos em Portugal.
Pela nossa saúde, não se esconda este problema, que é mais grave, por trás do outro.
De Medicinas Alternativas a 26 de Abril de 2017 às 13:07
Permita-me dizer-lhe algo por achar deveras relevante, as epidemias e o respectivo declínio, segundo apurei ao ler vários estudos (baseados nos dados oficiais) apresentados por pessoas que a meu ver merecem a minha confiança, chegaram a uma conclusão bem diferente. Nomeadamente, o declínio das epidemias, da mortandade nada tem a ver com a vacinação mas sim a melhoria de vida e dos hábitos de higiene.
Deixo aqui apenas alguns exemplos dos muitos apresentados públicamente por pessoas e estudos efectuados durante mais de uma década.
http://as-medicinas-alternativas.blogs.sapo.pt/as-epidemias-nao-desapareceram-devido-a-201807
De Medicinas Alternativas a 26 de Abril de 2017 às 08:53
Permita-me a pergunta, mas qual vírus? Se se refere ao alegado vírus do sarampo, então saiba que sobre o alegado vírus não há nenhuma prova científica da existência de tal vírus.
Se porventura achar que tem a suposta prova científica então recorra já a um tribunal alemão para pedir a recompensa do virólogo dr. Stefan Lanka.
É que até à data, nenhuma farmacêutica nem os seus cientistas provaram em tribunal a existência de tal vírus da gripe.
http://as-medicinas-alternativas.blogs.sapo.pt/cienciamedicinafarmaceuticas-nao-197713

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