Sábado, 7 de Dezembro de 2013

Na escuridão

 

 

O serão vai longo e já passaram mais de 24 horas sobre o anúncio da morte de Nelson Mandela, momento a partir do qual toda a gente começou a dizer coisas. Para escrever este texto, estou a perder uma entrevista a Frederik de Klerk e a Desmond Tutu, personagens importantes que ouvirei mais tarde. Interessa-me o que disseram, até agora, os portugueses. Antes de mais, interessa-me o que não disseram.

 

Ninguém, que eu tenha dado conta, se lembrou de relacionar a libertação de Mandela com o fim da guerra fria. O ANC, que Mandela chefiava, estava infestado de comunistas e era directamente patrocinado pela União Soviética. Foi por essa razão que Portugal votou, em 1987, contra uma resolução das Nações Unidas que legitimava a luta armada e, mais do que isso, instava a que os países "contribuissem" para ela "generosamente" (ponto A, parágrafos 2 e 8). No mesmo dia, Portugal votou a favor de outra resolução que exigia expressamente (como a primeira) a libertação "imediata e incondicional" de Mandela (ponto G, parágrafo 4).

 

Era preciso esperar que o bloco comunista se esboroasse definitivamente. O muro de Berlim caiu em Novembro de 1989, e não é uma coincidência que Mandela tenha sido libertado em Fevereiro de 1990. Teve a serenidade e a inteligência de perceber que o mundo não era o mesmo. Que aquela seria a melhor oportunidade para conseguir um acordo com Frederik de Klerk, enfraquecido que estava o ANC pelo lado do financiamento, da logística "militar", e do vigor ideológico comunista. E que, se não encontrasse uma maneira de conciliar os interesses do seu partido com a parte do país que lhe sustentava a economia, a África do Sul entrava na balbúrida mais selvagem. Hoje não se distinguiria da Somália, do Zimbábue, ou do Ruanda.

 

No barulho do comentário português ouvem-se lamentos por entre as banalidades que dão aos autores, com o seu arzinho solene de pesadões previsíveis, algum tempo para se admirarem de si mesmos. Pacheco Pereira, sozinho, tomou para seu deleite pessoal metade da última Quadratura do Círculo. Ana Gomes, diplomata de todos os salões, serviu-se da morte de Mandela para atirar contra Cavaco, o governo português, e a direita em geral. Segundo esta perita, o episódio da ONU resume-se a "uma frasezinha ridícula". Pergunto-me se a senhora algum dia leu o documento, ou se considera que "os princípios" e "os direitos humanos" dispensam a minudência. No entender de Ana Gomes, a defesa dos direitos humanos é indiferente à substância dos pactos que os países assinam entre si. Não aprendeu, nas várias décadas de "experiência" em "relações internacionais", que dos Estados se espera que defendam os interesses dos seus cidadãos: naquela altura viviam na África do Sul cerca de 1 milhão de portugueses. Para Ana Gomes, o exercício dos "princípios" não depende da ponderação das circunstâncias e do peso das oportunidades políticas: os estadistas "sérios" sempre serão confirmados pela história, desde que dotados de "visão" (como ela) e aliviados de escrúpulos (como ninguém).

 

No mesmo programa, os portugueses que se prestaram (estou nesse grupo) foram agraciados com as perspectivas de outro "humanista" muito curioso. Pelo aspecto cheguei a convencer-me que, talvez por um milagre atribuível à santidade do tema, estávamos na presença de António Vilar. Mas não. Fui informada que o cavalheiro é "romancista" e chama-se (quase de certeza) José Eduardo Agualusa. Para ele, o problema começou mais cedo. Quando em pleno regime de apartheid os dirigentes da África do Sul classificavam as pessoas segundo parâmetros de raça, Salazar "cometeu o erro" de lutar e conseguir incluir os portugueses na categoria de "brancos". Um erro imperdoável, segundo o artista, porque "no seu próprio interesse" deviam ter sido classificados como "mulatos". Assim é que estaria "certo", porque eles eram "efectivamente mulatos", e assim é que, no momento em que a história veio ao encontro dos inevitáveis "princípios", os portugueses que viviam na África do Sul seriam imediatamente acolhidos na nova ordem "democrática".

 

Para este género, os exemplos abundam. Por estes lados, a morte de Nelson Mandela também serviu para ilustrar de que maneira o ódio, as frustrações pessoais, a má fé, a preguiça, e a ignorância dos comentadores portugueses escurecem o país.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 17:07
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Domingo, 22 de Julho de 2012

A tribo dos Nítidos Nulos

  

 

 

Garanto que não vi, mas parece que a dra. Carla aproveitou mais uma aberta no programa de variedades em que semanalmente participa para, citando Vergílio Ferreira (cuja "obra literária" é, de resto, infrequentável), chamar a este governo "um grupo de nítidos nulos".

 

A dra. Carla fala com a descontracção própria dos membros de uma tribo que se reconhecem. Mas a dra. Carla nunca se fica pelo fenómeno mediano: com a tenacidade que distingue os gloriosos, vai sempre mais longe.

 

No laboratório de "Ciências Sociais" aqui do Gremlin, temos uma cobaia do sexo masculino chamada Q28-7B/64 cujo comportamento observamos desde a década de 80, tomando notas. Não morde. E o fiel de armazém que toma conta dela desde o dia em que, recolhida num barco da Transtejo, foi conduzida às nossas instalações, tendo-se-lhe afeiçoado trata-a carinhosamente por Carlão.

 

A cobaia Carlão diz do Adérito que "ai filha, uma bichona!", e do Sérgio, e do Fernando, e do Rodrigo, e o mesmo diz Carlão de todas as outras cobaias que se encontram na sua "organização social". E se não forem é porque "ainda não sabem", e se não parecerem é porque "disfarçam muito bem". Sem hesitar, afirma que "essa Rodrigueta é uma bichona ordinária e intriguista", e "vê-se logo pela maneira como trinca a mortandéla" (Carlão diz "mortandéla"), e "essa mulher nunca me enganou, filha", porque "eu já levo uma longa carreira na bichice, pá". Regra geral, a cobaia Carlão remata o seu argumento de autoridade com uma observação do tipo: "acha-se uma grande machona mas tem ancas de parideira", por isso é que "até lhe chamam a Rodrigueta da Rabeta".

 

Tal como na cobaia Carlão, observo na dra. Carla um comportamento curioso: não se limita a reconhecer os elementos da mesma tribo. A dra. Carla, comentarista nitidamente nula, atribui aos outros as características próprias dos membros da sua tribo - estalando limites, exibindo a plumagem com orgulho triunfante.

 

Só não percebo porque é que à dra. Carla se lhe avolumam tanto as cordoveias do pescoço quando diz estas coisas. Parece zangada.

 

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 23:25
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Ouvido na TV - 2011

(Originalmente publicado no Senatus, em 1 de Janeiro de 2012)
 
 

 
 
"A técnica é inimiga da ciência."

(Medeiros Ferreira, a propósito de sondagens, 8 de Junho 2011)

 

"Mário Soares diz que o país tem de andar para a frente; o Marítimo tem novo preparador físico."

(Notícia de rodapé da Sic N, 17 de Junho)

 

"O próximo governo não tem margem de manobra para pensar muito".

(Teresa de Sousa, 17 de Junho)

 

"O Estado tem que fixar valores mínimos, não é assim, e a calendarização tem que se afeiçoar."

(Medeiros Ferreira, sobre as privatizações, 22 de Junho)

 

"Sou burra, burra, burra."

(Clara Ferreira Alves, 3 de Julho)

 

"Uma combinação rara e senatorial."

(Mário Crespo, apresentando o Frente-a-Frente entre Vítor Ramalho e Ângelo Correia, 14 de Julho)

 

"3,5 sobre 100 é muito menos do que 3,5 sobre 1000."

(António Costa in Quadratura do Círculo, 14 de Julho)

 

"O Álvaro" lembrou a decisão tomada por Portugal e Espanha, no séc. XIX, de manter uma linha férrea com uma dimensão diferente da europeia. E considerou esta atitude muito "descompetitiva".

(19 de Agosto)

 

Honório Novo desenvolve sobre a nova proposta fiscal: "De maneira que agora vão poder finalmente taxar-se coisas de luxo", e dirigindo-se a Mário Crespo, "por exemplo, como o seu Volvo". Mário Crespo informa: "Eu não tenho um Volvo". Honório Novo usa uns segundos e responde: "Mas tenho eu".

(31 de Agosto)

 

"Elcá mino siasse cáminandu."

(Jorge Braga de Macedo, 31 de Agosto)

 

"Deus queira que Passos Coelho não se transforme num Churchill. Que veio com aquela coisa do sangue, suor e lágrimas, e lá lhes resolveu o problema. Só que o povo correu com ele, porque já estava toda a gente farta daquilo."

(Luis Delgado, 3 de Setembro)

 

O país foi informado, ao serão, da existência de "empresas de utilidades", que são, no entender de Luis Delgado, a EDP, a PT e a GALP (pelo menos). Mas não há risco, porque se essas empresas se atrevessem a alterar a sua residência fiscal para fora do país "seria uma revolta social de todo o tamanho", e "o facebook dava cabo delas".

(Luis Delgado, 3 de Setembro)

 

Márcia Rodrigues (em directo de Teerão, enfiada num fato regional):

- Qual a sua opinião sobre o apedrejamento?

Ahmadinejad:

- Faz alguma diferença a maneira como se mata as pessoas?

(RTP, 7 de Setembro)

 

Marcelo Rebelo de Sousa terminava: "Sabe que isto, na política, há uma grande diferença entre aquilo que se diz e aquilo que se faz". Júlio Magalhães: "E o senhor professor sabe isso melhor do que ninguém".

(25 de Setembro)

 

"De maneira que isto só lá para 2020", concluia Medina Carreira quando Judite de Sousa se alarmou: "Ó sotôr, nessa altura já não andamos por cá!" e acrescentou "pelo menos nós!" abanando a mão, apontando para o céu.

(25 de Outubro)

 

Não vi os antecedentes, mas quando mudei para a SIC Notícias o Mário Crespo estava a rodar a cabeça de um lado para o outro, Alfredo Barroso a prometer "pronto, não toco mais nisso", e Ângelo Correia a esclarecer: "Você está mas é a tocar-se a si próprio em público".

(27 de Outubro)

 

Uma senhora, em voz off, informa através da RTP1 que "os negócios funerários são uma actividade que nunca morre".

(31 de Outubro)

 

"A Turquia é o eixo asiático da Grécia."

(Clara Ferreira Alves, 6 de Novembro)

 

"A Pátria é como um casaco velho", disse António Barrete (com a voz igual à que o Eduardo Sá põe para dizer "a Criança não sei quê"). E depois acrescentou "ai, e tal, porque é muito confortável" e jogou as mãos ao casaco e desatou a apalpar o tronco. Para ilustrar, na SIC Notícias. Achei puxadote. E a seguir mencionou "aquele buraquinho" que "nós já sabemos onde está", e que "já foi passajado", e nessa altura voltou a fazer combinar o discurso falado com a linguagem gestual, com o indicador e o polegar em movimentos circulares á volta do buraquinho.

(16 de Novembro)

 

Maria João Avillez: "Repare, é que eu tenho praticamente um doutoramento em primeiros ministros". Mário Crespo: "Vamos então recorrer a todo esse saber acumulado no seu doutoramento em primeiros ministros".

(1 de Dezembro)

 

"A dupla Sarkosy Merkel perdeu o norte com a ideia do referendo grego. Desestabilizaram-se psico-politicamente."

(Medeiros Ferreira, 7 de Dezembro)

 

"Eu sou professor de economia e portanto ensino pessoas em plena puberdade."

(Jorge Braga da Macedo, 9 de Dezembro)

 

"Os partidos devem entender-se no sentido de alterar esta constituição, que está cheia de entropias."

(Judite de Sousa, 19 de Dezembro)

 

Medina Carreira: "Suponhamos que você era a Procuradora...

Judite de Sousa sorri e pestaneja.

MC: "... e convidava-me para jantar na sua casa."

JS: "Hehehehe."

MC: "No dia seguinte punha-me um processo."

JS: "Hahahaha."

MC: "E eu pensava assim..."

JS: "Hi... hihihi."

MC: "Logo a Judite, uma rapariga tão simpática, tão sedutora!"

JS, afagando as carótidas: "HAHAHAHAHA!"

(20 de Dezembro)

 

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 13:45
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Rumo à salvação

(Originalmente publicado no Senatus, em 29 de Dezembro 2011)

 

 

Há comportamentos que decorrem dos elevados índices de testosterona. Um deles acontece sempre que se torna necessário arrumar muitos volumes na mala do carro. Imaginemos a Angela e o Nicolas. Pertencem a uma ONG, e estiveram em Lisboa a passar uma temporada. Conhecendo as dificuldades que o país atravessa, confiando no elevado potencial dos portugueses, e imbuídos que estão de um elevado espírito humanista, num acto de solidariedade resolvem arrancar numa viagem para salvar a Europa.

 

A Ângela é uma pessoa despachada pelo que, para evitar altercações com base no "quero saír daqui às três da tarde, vê lá se estás despachada, já sei que te vais atrasar", adiantou-se e desceu às duas e meia. Munida das chaves do Renault, carregou tudo sozinha e conseguiu enfiar duas malas com rodinhas cheias de processos judiciais no limite do prazo, dois portáteis com ligação ao facebook repletos de comunicações do Palácio de Belém, um saco desportivo, uma gaiola com dois linces da Serra da Malcata, uma caixa com seis garrafas de vinho da Madeira martelado, uma geladeira, um cobertor de papa e outro de flanela, uma colcha de terylene, um saco de plástico com um par de galochas, um tupperware com carne assada, outro com meloa cortada aos cubos, outro com um resto de arroz de berbigão, e outro cheio de impressos para meter baixa por doença, um estojo com uma máquina fotográfica reflex, outro com adereços, outro com estudos de impacte ambiental para impedir a construção de mais uma barragem, e um quarto, mais alongado, com um tripé, um casaco de malha com os cotovelos puídos, um chapéu de gabardine, um guarda chuva, duas latas de manifestos em calda, um trapo húmido para ir limpando o balcão dos cafés onde tivessem que parar para comer, e um aquecedor a gás, com a respectiva bilha, na bagageira do automóvel. Não cabia lá nem mais um iPod com o discurso do Barrete no 10 de Junho. Satisfeita, sobe as escadas e diz ao Nicolas: "Amor, podes descer, está tudo pronto para arrancar".

 

O Nicolas levanta-se do sofá, pega no AutoMotor e num molho de chaves, desce e abeira-se do veículo, com um ar desconfiado. Profere: "Vamos lá ver". Abre a bagageira, sobe uma narina e observa: "Ná. Isto não pode ir assim". Despeja tudo e demora duas horas e meia para conseguir voltar a enfiar as coisas no Renault, pelo que arrancam finalmente pelas cinco e meia da tarde e vão de trombas pelo menos até alturas de Estremoz. É quando a Ângela comunica: "Ó passarinho, já comia qualquer coisa".

 

O Nicolas ouviu falar de um restaurante muito em conta em São Domingos de Ana Loura, e portanto encaminha-se para lá e jantam uma refeição frugal. À saída, o Nicola baralha-se com uma infinidade de rotundas, passa várias vezes na mesma, regressa à primeira, e à segunda, e depois à primeira outra vez, e não consegue encontrar o caminho porque há muitas tabuletas com indicações que conduzem sempre ao mesmo sítio. Mete-se então por uma estrada de terra batida e chega a uma barreira pintada de amarelo e encarnado, e um bocado de cartão que diz: "Desvio IP2/E802". E uma seta a apontar para o pavimento. Ao lado, sentados num bidon, está um grupo de comentadores políticos da televisão portuguesa. Pedir ajuda para encontrar o caminho é, como toda a gente sabe, outro comportamento pouco frequente em indivíduos com elevados índices de testosterona. Por isso o Nicolas adiou o mais possível. Mas, perante a cara ameaçadora da Ângela, não está para mais chatices. E o Nicolas, contra aquele que é o seu procedimento habitual, resolve pedir ajuda.

 

"Para salvar a Europa? Tem que voltar partrás! Mas agora não pode, ó amigo...! Olhe, faça assim: vá em frente. Conde chegar à rotunda, corte à esquerda. Depois siga até à bomba de gasolina. Está a ver o posto da GNR? Não é por aí. Continue sempre por ali abaixo. Antes de passar a igreja corte à sua direita, depois da farmácia. Mas é na segunda. Está a ver o Pingo Doce? Epá, não era por aí! Agora vai ter que dar uma granda volta! Olhe, o melhor é perguntar ao pé da Estação."

 

O Renault com a Angela e o Nicolas foi visto na terça-feira perto de São Brás de Alportel. Ontem consta que circulava nas rotundas de Fafe.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 13:42
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Os comentadores

 

Sou freguesa da Quadratura do Círculo. Uma em cada quatro ou cinco, não falho. Calhou hoje.

 

Segundo António Costa, o país nunca gastou mais do que devia: a dívida "surgiu" por causa da contracção na economia. Para António Costa, o Tratado europeu da "regra de ouro" tem um lado bom, que é "pôr a Europa a funcionar" e é também o facto de conter muitas cláusulas indefinidas que podemos alterar e adaptar, cada país de acordo com a sua conveniência. E tem um lado mau, que é condicionar com a "regra de ouro" as decisões políticas de cada parlamento nacional.

 

Ou seja: no seu entender, o Tratado é bom porque é europeu, mas é mau porque é europeu.

 

Ainda não foi esta semana que Pacheco Pereira recebeu um convite para uma caçada, ou para um almoço numa propriedade de luxo. Pelo que Pacheco Pereira continua chateado, e insiste em notar que esta classe dirigente se distingue da anterior porque é mais elitista.

 

Nuno Melo veio substituir Lobo Xavier, que se encontrava em serviço externo. Nuno Melo não leva desaforos para casa: à insolência de Pacheco Pereira perante a alteração de posição do CDS sobre a "Europa", foi demolidor: "O CDS é um partido que evolui". E depois disse umas coisas que não me lembro bem, mas que queriam dizer (mais coisa menos coisa) que o CDS não é como certos e determinados partidos que ficam como que enqueijados nas suas posições.

 

A seguir deu-se o ponto alto do programa. António Costa disse que o PS era um partido europeista desde a primeira hora, "muito antes de qualquer partido da direita se ter sequer lembrado" de aderir à ideia. E perdoou a Pacheco Pereira por este "ao menos, ser frontalmente anti-federalista". Mais uma vez, Nuno Melo não se deixou intimidar. Sem esperar pela sua vez, disparou: "Eu também sou".

 

Carlos Andrade fascina as audiências por contágio: Carlos Andrade sente que assiste e participa em directo no centro de todas as questões, e deixa-se trair pelo seu par de olhinhos sempre fascinados. Carlos Andrade prova, todas as quintas-feiras, que é muito ténue e relativa a linha que separa a Sic Notícias da revista Nova Gente.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 13:00
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