Domingo, 2 de Abril de 2017

Uma desgraça chamada Mendes

 

Mendes da Silva-01B-800.jpg

 

Diz que chegou “da província” e vê-se que diz a verdade. Não que Viseu seja a terra inferior e apalermada que Mendes sugere, espreitando por cima do ombro, imaginando que desceu a Lisboa e encontrou uma grande civilização entre São Bento e os festivais de rock. “A província”, tal como era entendida no tempo em que essa expressão se usava, não se aplica a Viseu e já quase nem faz sentido no país que existe hoje, mas encaixa perfeitamente na maneira retrógrada e preguiçosa, até um bocadinho salazarista, como Francisco Mendes da Silva constrói a ambição dele. Pobre Viseu que criou mais este medíocre.

 

O ministro Centeno, famoso por mentir ao país, merece-lhe a simpatia porque Mendes acha que “ainda não sabemos” o que “esteve em causa”; e por isso não houve “qualquer imoralidade”. Aprecia a indefinição ideológica, defende certas “causas”, diz que é pouco ortodoxo; declara que o “acusam” de “não ser de direita”. Efectivamente não é de direita, até me custa escrever uma evidência destas, mas esse não é o ponto; ele diz isto convencido da sua extraordinária complexidade, uma obra de arte da filosofia política com uma combinação de perspectivas tão pessoal que tentar classificá-lo como esquerda ou direita é um exercício de excessiva simplificação. Mendes quer que o vejam assim, vive neste capricho, e declama as platitudes dele olhando o mundo pela janela com um sorrisinho de satisfação intriguista. Cheguei a sentir pena do incapaz.

 

Que ele vá expandir-se para a televisão com dois carroceiros e um possidónio faz parte dos planos: os Mendes da vida precisam de se fazer notados. Que ele respeite Galamba pela grosseria, pela falta de escrúpulos e pela capacidade de se malcriar, também não é uma informação nova. Não lhe devia tocar (a não ser com um pau), se fosse inteligente; Galamba é uma ofensa estética, Mendes é candidato a governante (Deus se amerceie de nós!), a exibição pública de uma amizade é um gesto político e tem consequências. De resto estas amizades nunca foram, que eu tivesse dado conta, publicamente correspondidas. Galamba trata Mendes como o patife trata a namorada púbere: com algum nojo e sobranceira brutalidade.

 

A entrevista (“i”, 27 de Março 2017) anda para a frente e para trás, encaracola-se em voltinhas sem saída, sem nunca se afastar da ideia principal: dada por estabelecida a incompetência de Mendes para afirmar a direita, este profeta consome-se em maquinações para se pendurar no PS. Prevenido, como manda a sabedoria e a prudência, com um sistema teórico aprimorado e firme, assente em subtilezas finíssimas, que o deixam livre para adornar à esquerda ou à direita consoante a oportunidade. O que importa é concertar um entendimento, um acordo entre ele e os outros democratas, que garanta um grau de respeitabilidade sem vigilância nem oposição; e que, ao mesmo tempo, alivie os rústicos do peso das escolhas, das decisões, das eleições, desejavelmente até do livre arbítrio e da opinião própria – que é, como sabemos, meio caminho andado para a dissidência e a desarmonia, mas não vamos exagerar. O bom povo, como as crianças, precisa de ser conduzido e protegido, não é assim?

 

Mendes tem sentimentos, “irritou-se” quando o PS não viu as coisas da mesma maneira. Acha que foi “artificial”. Não percebe que o PS é aquilo que o PS faz. Se o PS decidiu rejeitar os partidos do sistema e formou uma aliança absurda com a extrema-esquerda, o PS é hoje um partido absurdo e radicalizado. Convém meter isto na cabeça, muito bem arrumadinho, de uma vez por todas: como avisou Paulo Portas, a direita só volta a ser governo com uma maioria absoluta.

 

Mas não, o nosso herói não gosta da ideia: “o CDS não nasceu para ser mordomo do PSD”. Curiosíssimo. O CDS acabou de governar com o PSD por 4 anos, do princípio ao fim do mandato, durante um dos períodos mais difíceis e cruéis da nossa história. Ajudou a livrar o país de uma encrenca colossal; e a ganhar as eleições seguintes, ficando a meia dúzia de deputados para voltar a governar. Mendes não vê dignidade nisto. No entendimento dele, o CDS não contribuiu para alterar a natureza de um governo do PSD; o CDS foi “mordomo”. E Mendes não quer vê-lo descer nunca mais a essa circunstância vil. Suponho que o PS, coligado com Mendes, reservaria para o CDS um lugar mais honrado. O raciocínio não parece lúcido, pelo menos à primeira vista; mas em algum plano ele deve ser impecável, porque o homem pensa à luz das “influências do parlamentarismo britânico”. Também diz que desde a geringonça “o regime constitucional mudou”, e nós já sabemos, neste ponto da entrevista, que a tradução desta frase em língua de Mendes é: “está aberta a porta para todos os conúbios torpes”.

 

A direita, continua ele, deve defender o Estado Social - para recuperar o voto dos funcionários públicos. Mendes não pensa no país. Se pensasse prevenia que o Estado Social, se o quisermos conservar, tem de ser visto e revisto com muita atenção, e sujeito a escolhas, porque não há nem vai haver dinheiro para o manter desordenado e gigantesco como está. Como também não percebeu que não é possível haver “elevador social” numa economia estagnada. E diz que “a ideologia foi suspensa no tempo da troika”, talvez a frase mais incompreensível da entrevista inteira; a ideologia é um ponto de vista, nunca pode ser “suspensa” e não foi, sobretudo no tempo da troika. Como é que este filósofo imagina que “a salvação do país” é possível sem um ponto de vista?

 

Nenhuma destas gotas de sabedoria em estado concentrado chega sequer perto do momento em que Mendes declara o seguinte: “qualquer político que queira o poder por boas razões faria a mesma coisa na posição de António Costa”. É preciso ler a frase duas vezes para acreditar. “Qualquer” político? “Qualquer” mesmo ou qualquer um daqueles do círculo de Mendes, por quem ele tem estima? Da variedade dos “temíveis”, como o Galamba? E o que é que Mendes considera “boas razões”? Quem é o candidato a governante que não acredita ter “boas razões” para querer o poder? Compreendi mal ou Mendes considera legítimo e aceitável que um político, por ter sido derrotado ou por ter “boas razões”, traga o radicalismo para o poder? E que em troca de apoio parlamentar esse político “qualquer” aceite entregar aos extremistas todos os lugares importantes que eles quiserem no aparelho do Estado, para que nunca mais se possam de lá tirar?

 

O cavalheiro é dirigente do CDS, e anda à solta pela paisagem a dizer estas preciosidades. Ele confessa, a dada altura, que há lá gente ainda mais socialista do que ele. E eu, que já vou conhecendo o meu partido, confirmo que também vi. O que não sei, e era bom que alguém se ocupasse de explicar, é se há lá alguém que reconheça e confirme esta linha política. Só para percebermos onde anda a direita, se essa escolha existe, ou se temos de nos resignar para sempre a estes “príncipes da política”.

 

 

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 03:06
link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 16 de Outubro de 2016

Orçamentar o ovo no cu da galinha

Tirole - Belief in a just world.jpg

O governo promete no OE 2017 reduzir o deficit público de 2,4% para 1,6%.

Abstraindo a possibilidade de a previsão ser delirante, ou meramente demagógica para ir sustentando a ilusão de o governo ter capacidade para colocar o país no rumo da prosperidade por que parecia começar a enveredar depois dos anos de chumbo da crise e de onde o desviou com a reversão da austeridade, incorpora no entanto factores que têm vindo a assumir um papel cada vez mais claro na distinção entre a esquerda e a direita e para que vale a pena olhar.

Eu cresci, tinha acabado de fazer 17 anos no 25 de Abril de 1974, e não há-que poupar nas palavras, numa ditadura de direita conservadora onde à noite se viam crianças descalças a remexer o lixo. Se tivesse que linearizar, nessa altura considerava a direita autoritária e a esquerda libertária.

Depois, desapareceram as ditaduras de direita, mas não as de esquerda que na fase anterior andavam longe da vista e do coração, a direita tornou-se democrática e, apesar de uma parte importante dela denotar preocupação com questões sociais, denunciadas pela esquerda como meramente assistencialistas, defendia  a manutenção de uma economia de mercado que gera pobres e ricos, enquanto a esquerda a queria colocar no caminho do socialismo para anular as desigualdades e erradicar a pobreza. Boas intenções e superioridade moral, não fosse o detalhe de os socialismos serem ditaduras. Se tivesse que linearizar, nessa altura a direita defendia os ricos e a esquerda defendia os pobres.

Depois, o mundo continuou a girar e, hoje em dia, a diferença mais marcante entre a direita, que defende uma sociedade de liberdade e democracia com um modelo económico que tende a ser mais próspero e, mostra depois a estatística, menos desigual, e a esquerda, que se perde no apoio a ditaduras persistentes que geram repressão com modelos económicos que têm mostrado dificuldades crescentes em oferecer prosperidade aos seus povos, para ser muito bondoso nas palavras, e se ocupa cada vez mais da preservação de rendas de classes relativamente privilegiadas, isto sem falar na defesa de banqueiros (a esquerda sempre embirrou com o banqueiro Ricardo Salgado, mas não foi a esquerda que lhe disse que não), parece situar-se essencialmente no grau de importância que atribuem aos factores endógenos e exógenos para determinar o resultado das políticas. A direita tende a acreditar que os resultados são determinados pelo esforço e pelo mérito, enquanto a esquerda acredita que são determinados pela interferência de terceiros.

Foram terceiros, a imprudência dos bancos americanos, a avareza dos mercados que deixaram de nos conceder crédito e a maldade das agências de notação que os desaconselharam de no-lo conceder, que provocaram a crise. É a avareza dos países ricos, para não falar da chantagem da terrível parelha senhora Merkel (é engraçado o tratamento de senhora, quando não de gaja ou ainda pior, a uma cientista doutorada em química quântica) & Wolfgang Schäuble sobre os governos com políticas de esquerda, que impede os países cujos povos decidem democraticamente abandonar a austeridade de a abandonar mesmo, por não lhes entregarem o dinheiro dos seus contribuintes para a abandonarem. É a pesada herança do governo anterior, que com gráficos bem esgalhados legou ao actual uma economia em recessão e sem investimento que promovesse o crescimento futuro, que impede a boa política económica do governo actual de garantir o crescimento prometido com a reversão da austeridade. Isso e a crise angolana, a anemia chinesa, a aventura do brexit, a loucura do Trump. Sem esquecer, o Diabo seja cego, surdo e mudo, a DBRS? Todos unidos para nos tramar. A culpa é dos outros.

A culpa, mas num sentido lato, não apenas a dos maus resultados, mas também a contribuição esperada para os bons. A contribuição, umas vezes boa, outras, má, dos outros para os resultados que nós (nós, sendo o governo de esquerda) esperamos conseguir com as nossas boas decisões talvez seja uma definição mais apropriada.

Regressando ao tema e atalhando razões, como é que o governo promete a miraculosa redução de 0,8% do deficit, cerca de 1,5 mil milhões de euros? Metade vem do cu da galinha.

O governo orçamenta para 2017 um dividendo do Banco de Portugal de 303 milhões de euros, um aumento superior a 50% do valor que, este ano, ascendeu a 186 milhões. Que influência é que o governo tem na decisão soberana do Banco de Portugal de distribuir, e em que montante, dividendos ao accionista? Nenhuma.

O governo orçamenta recuperar em 2017 450 milhões de euros da massa falida do BPP para se fazer reembolsar da garantia bancária que assumiu perante os bancos credores do BPP em 2008 e foi accionada em 2010 quando eles não foram reembolsados, na época em que o José Sócrates e o Vítor Constâncio brincavam aos banqueiros com o dinheiro dos contribuintes. Que influência é que o governo tem na decisão do tribunal de lhe conceder esse montante da massa falida do BPP, e durante o ano de 2017? Nenhuma.

Se estas receitas orçamentadas não dependem do governo, dependem de quê? Da sorte.

Se tivermos sorte, os leitores mais dados às coisas materiais ganham a lotaria, eu recebo um pedido de casamento da Helen Mirren que declino polidamente por ser casado, e todos, porque se a coisa correr mal somos todos, e não o governo, a compensar o azar com o nosso dinheiro, cumprimos o deficit com os pressupostos que o governo orçamenta e o fado nos concede. Já se tivermos azar, não.

Má política?

Talvez não. Num artigo publicado em Maio de 2006 no The Quarterly Journal of Economics pelo Nobel da Economia de 2014 Jean Tirole, um dos raros Nobel da Economia que não andam no circuito das conferências e das assessorias a governos perdulários a dizer asneiras sobre a crise e a austeridade, dedicado à análise da propensão para acreditar na importância do esforço e do mérito, ou da sorte, como determinantes da prosperidade, cuja leitura recomendo (na parte das letras, mesmo saltando a das fórmulas matemáticas como eu fiz), os autores revelam que os países que acreditam mais que é a sorte, mais que o esforço e o mérito, a determinar o enriquecimento são o Brasil e Portugal.

Tenham lá paciência os leitores de direita, mas o socialismo parece que nos está nos genes da lusofonia.

E, é preciso reconhecer, será uma excelente escapatória se a execução orçamental não correr bem em 2017: tivemos azar...

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 14:58
link do post | comentar
Segunda-feira, 16 de Maio de 2016

O teste do algodão. Quem manipula mais a comunicação social?

Tanto a direita como a esquerda lançam frequentemente acusações à comunicação social de ser generalizadamente tendenciosa e desonesta. A direita tende a assumir que a esmagadora maioria dos jornalistas é de esquerda, a esquerda tende a assumir que a esmagadora maioria dos jornais é de direita, por via do capital, e ambas assumem que os jornalistas e os jornais manipulam as notícias que publicam para favorecer as suas opções políticas ou ideológicas. Qual delas terá razão, ou terá mais razão?

Tendo esta visão em comum sobre a manipulação da informação, nem todos costumam atribuir o mesmo peso às consequências projectadas da manipulação. Quem tende a partir do princípio que o povo é mais ignorante e manipulável, tende também a pensar que a manipulação da comunicação social é mais determinante para a formação da opinião pública e das suas opções políticas. Quem admite que, mesmo perante informação manipulada, o povo tem alguma capacidade de a filtrar criticamente e se deixa manipular menos, tende a relativizar mais as consequências da manipulação e a denunciá-la mais por motivos éticos do que por recear que influencie as decisões colectivas.

A fronteira entre estes dois grupos de convicções não divide a esquerda da direita, mas os que se sentem mais confortáveis se os outros forem bem controlados dos que se sentem suficientemente confortáveis se eles tiverem liberdade de escolha. Os autoritários dos liberais. Nos Estados Unidos da América, liberal tende tradicionalmente a significar de esquerda, e autoritário, de direita. Quem cresceu até aos 17 anos numa ditadura de direita também tende, por automatismo, a pensar o mesmo. No entanto, na Europa, e mais na Europa do Sul, liberal é classificado como de direita, um conceito difícil de interiorizar para quem cresceu num país de direita autoritária.

E regressando à nossa aplicação das convicções sobre as consequências da manipulação da informação pelos jornalistas? Se olharmos para as estatísticas, e tomarmos por boa a hipótese que quem acredita que a manipulação da informação é mais consequente (os autoritários) se insurge mais violentamente contra a que lhe é desfavorável, então é difícil não atribuir esse galardão à esquerda. De memória, nos últimos 10 anos, lembro-me de dois casos de ataque pela direita à comunicação social: o ataque de um ministro do Santana Lopes ao comentador Marcelo, uma trapalhada que acabou por ser usada como pretexto pelo presidente Sampaio para demitir o governo e dissolver o parlamento, e a ameaça do ministro Relvas à jornalista que se preparava para publicar uma notícia desfavorável sobre ele de revelar que ela vivia maritalmente com um político socialista. Mesmo se neste último caso não se pudesse propriamente considerar a ameaça ao mesmo nível de uma pressão para censurar ou sanear um jornalista, como era no primeiro, mas apenas de esclarecer o grau de objectividade e de isenção que a jornalista poderia ter, ao mesmo nível de dizer que o empresário Luís Montez é genro do presidente Cavaco Silva. Quanto a pressões da esquerda sobre a comunicação social, do primeiro ministro, a deputados e personalidades da maioria de esquerda, a indivíduos e grupos de apoio à maioria nas redes sociais, são tantos, e tão frequentes, e tão violentos, que não cabem aqui nem vale a pena citá-los.

Podemos pois dar como razoavelmente bem provado que a esquerda receia mais as consequências da manipulação da comunicação social do que a direita, ou que a esquerda é menos liberal que a direita.

Mas, afinal, quem é que manipula mais?

Até agora era difícil chegar a uma conclusão objectiva que não dependesse das preferências de quem a formulasse. Mas não mais. O estudo da Aximage para o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios sobre a confiança dos portugueses nas instituições é a prova de algodão que responde cristalinamente a esta pergunta: "São os eleitores do PS quem mais confia nos jornalistas, ao passo que os eleitores com mais confiança no Governo e na Assembleia da República são os do PSD". A manipulação da comunicação social mais prevalecente é a "boa" para os eleitores do PS. Mas isto não é novidade para ninguém, pois não?

 
publicado por Manuel Vilarinho Pires às 20:48
link do post | comentar | ver comentários (4)

Pesquisar neste blog

 

Autores

Posts mais comentados

Últimos comentários

A PGR era Cândida de Almeida, conhecida por arquiv...
O seu interesse pelo meu nome de baptismo faz-me l...
Ho f. bai-te f., primeiro vamos tratar de identifi...
Kamarada Makiavel, sua pergunta é muito important...
Exatamente, os AÇORES recusaram a sua utilização p...

Arquivos

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Links

Tags

25 de abril

5dias

adse

ambiente

antónio costa

arquitectura

atentado

austeridade

banca

banco de portugal

banif

be

bes

bloco de esquerda

blogs

brexit

carlos costa

cartão de cidadão

catarina martins

causas

cavaco silva

censura

cgd

comentadores

comunismo

cortes

costa

crescimento

crise

cultura

daniel oliveira

deficit

desemprego

desigualdade

dívida

educação

eleições autárquicas

ensino

esquerda

estado social

euro

europa

férias

fernando leal da costa

fernando ulrich

fiscalidade

francisco louçã

grécia

greve

impostos

irs

itália

jorge sampaio

jornalismo

josé sócrates

justiça

lisboa

malomil

manifestação

marcelo

marcelo rebelo de sousa

mariana mortágua

mário centeno

mário nogueira

mário soares

mba

nicolau santos

obama

oe 2017

orçamento

pacheco pereira

passos coelho

paulo portas

pedro passos coelho

política

portugal

ps

público

quadratura do círculo

raquel varela

renzi

rtp

salário mínimo

sampaio da nóvoa

saúde

sns

socialismo

socialista

sócrates

syriza

tabaco

tap

tribunal constitucional

troika

ue

união europeia

urbanismo

vasco pulido valente

venezuela

vítor gaspar

todas as tags

Gremlin Literário no facebook

blogs SAPO

subscrever feeds

Sitemeter