Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Operação "Mani Pulite" em Portugal

Em 1992, a Itália acordou para um terremoto político, semelhante àquele que nestes dias começou a suceder em Portugal, iniciado por Antonio Di Pietro, e outros magistrados da Procuradoria de Milão. A justificação inicial da ação judicial teve a ver com os financiamentos partidários envolvendo o Partido Socialista Italiano (hoje decomposto noutras forças políticas) mas rapidamente, vários sectores da política, outros partidos, e da economia se viram envolvidos.

A resistência por parte do meio político foi enorme. Falou-se, como em Portugal, no fim do regime. Houve suicídios de políticos, pressões enormes sobre a justiça, lutas mediáticas intestinas e escândalo social sem precedentes.

Foram condenadas, ou chegaram a acordo, 1300 pessoas.

Bettino Craxi, ex-primeiro ministro italiano de 1983 a 1987, (amigo de Mário Soares) foi condenado e escolheu a fuga.

Berlusconi, surgiu no espaço deixado vazio, tendo sido entretanto condenado noutros processos.

Antonio Di Pietro, largou a magistratura e dedicou-se à política. Hoje, é um "pária político" em quem ninguém vota.

A Itália não ficou melhor pela grande operação de limpeza. E dizem alguns italianos, que isso aconteceu, porque o regime soube resistir tão bem que manteve intacta a sua componente corrupta. Terá sido uma purga de alguns, que rapidamente foram substituídos por outros, ainda mais ávidos e perfeitos na esquematização da gestão do interesse partidário e pessoal, usando o Estado.

Sucederá o mesmo, em Portugal?

 

Metade dos arguidos do caso Vistos Gold em preventiva

Ricardo Salgado detido

Sócrates detido

Unidade antifraude do fisco está no BES

 

 

 

publicado por João Pereira da Silva às 16:59
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Domingo, 20 de Abril de 2014

Pensavam que era só Portugal?

Do blog de Grillo.

 

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publicado por João Pereira da Silva às 09:16
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Sábado, 15 de Março de 2014

Um bom artigo sobre Renzi

Escrito por um italiano, traduzido para português.

 

Aqui.

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publicado por João Pereira da Silva às 08:46
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Sexta-feira, 14 de Março de 2014

Impacto Renziano em Itália

 

 

A Itália está neste momento numa ebulição profunda. Matteo Renzi, está a sacudir o sistema de um modo, que suponho apenas tem precedente italiano, no impacto que Berlusconi obteve quando da sua apresentação 20 anos atrás.

 

Renzi conseguiu uma primeira grande vitória ao substituir a lei eleitoral, inconstitucional, em vigor há 10 anos, e que sucessivos governos anunciaram tentar mudar, sem sucesso. Em apenas 15 dias, Renzi, fê-lo contra muitos desinteressados do seu partido.

 

Para os economistas ou curiosos, acima na imagem, o impacto estimado das propostas de Renzi no PIB italiano.

 

A sua proposta é de risco. Ele próprio, diz que ou consegue, ou desaparece da vida pública, de vez. 

 

Para já, quer reduzir IRS e IRC em 10 mil milhões de euros, e em 3 anos reduzir a despesa pública em 32 mil milhões que afectarão fortemente o estado social.

 

A resistência dos sectores aparelhistas do próprio partido, o PD, é tremenda e querem fazer cair Renzi a todo o custo. O povo, sem sondagens, por enquanto, parece apoiar Renzi, e vê-lo como a última esperança antes que "rebente" o euro para a Itália.

 

É uma situação muito séria, com potenciais e enormes consequências para a União Monetária.

 

 

 

 

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publicado por João Pereira da Silva às 11:30
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

E assim se tenta contrariar e satisfazer Frau Merkel

Matteo Renzi, o novo, novíssimo recordista, o mais novo primeiro-ministro italiano, vai tentar a quadratura da Itália. E, segundo afirma, vai tentá-lo contra o que tem sido feito, até agora, nos países em dificuldades. Como? Em vez de aumentar impostos, pois a Itália já tem a mais alta taxação da Europa, vai reduzi-los. Onde? Primeiro nos custos das empresas, depois no IRS local, o IRPEF, e nas contribuições para a segurança social. O corte na despesa do estado deverá compensar a redução imediata das receitas. Espera, que o reanimar da economia, proporcione o aumento das entradas. Uma receita muito diferente da que foi seguida em Portugal, com alguma semelhança à da Irlanda (que recusou subir o IRC).

 

Renzi, esteve uma hora e meia ao telefone com Merkel e terá tentado fazer passar o plano. Pensa-se que o tenha conseguido fazer. A Itália ainda tem muita força e o seu peso no futuro do euro, depois de tudo já ter sido tentado, pelos governos anteriores, desde 2011, justifica mais um esforço. Um último, leram bem, um último esforço, desesperado, será feito.

 

A Itália, para depois de Renzi, não tem alternativas de liderança à vista.

 

Irei dando notícias. 

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publicado por João Pereira da Silva às 16:34
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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014

Novo governo para a Itália?

Matteo Renzi e as suas hostes do Partido Democrático querem substituir imediatamente o governo de Enrico Letta do... Partido Democrático.

 

Letta está no poder desde 29 de Abril de 2013, numa coligação com o centro-direita, e a extrema esquerda, que pelo que dizem os opositores pouco, ou nada, tem conseguido fazer. 

 

A Itália está neste momento num default interno com origem no próprio estado que tem de dívidas a fornecedores, por pagar, cerca de 4% do PIB, com um prazo médio de pagamento de 170 dias. A dívida pública está acima de 133% do PIB e, apesar de existir um saldo primário positivo, na admistração pública, graças a uma pressão fiscal recorde de 54% do rendimento nacional total, não consegue reduzir a dívida. O serviço da dívida custa em juros anuais, o dobro do saldo primário positivo.

 

Reformas estruturais feitas desde 2008? Zero. A despesa pública mantém-se acima dos 50% do PIB.

 

A verdadeira definição de insustentabilidade. Percebe-se a urgência de Renzi, mas a realidade tem muita força e a italiana é especialmente complexa e difícil de mudar.  

publicado por João Pereira da Silva às 16:25
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Domingo, 5 de Janeiro de 2014

Diz o roto ao nú

Beppe Grillo usa o exemplo português na sua campanha de amedrontamento dos italianos:

 

"L’apripista lo fa un Paese dei PIIGS che la Troika tiene sott'occhio: il Portogallo. Il governo lusitano effettuerà un prelievo forzoso dalle pensioni - private e pubbliche - per colmare il deficit di bilancio causato dalla bocciatura della Corte Costituzionale dei tagli delle pensioni dei funzionari pubblici, decisione giunta poco tempo fa. La scelta di una misura alternativa da 388 milioni di euro era necessaria per raggiungere l’obbiettivo del 4% nel rapporto deficit-Pil del 2013, condizione necessaria per lo sblocco della tranche da 2,7 miliardi di euro prevista dal piano di aiuti della "Troika" (Ue, Bce ed Fmi). L’opposizione e i sindacati hanno protestato contro una "misura immorale" che colpisce il potere d’acquisto delle famiglie. Per il momento, si gira intorno all’Italia, ma c’è già chi ha scritto che - oltre alle tasse introdotte dagli ultimi tre governi - lo spettro del prelievo forzoso (magari sui conti correnti, come già accaduto nel 1992) aleggia sull’Italia."

 

Fácil falar de Portugal esquecendo-se de como são feitas as coisas em Itália:

 

"Guerra in Abissinia del 1935 (1,90 lire)

La crisi di Suez del 1956 (14 lire)

Il disastro del Vajont del 1963 (10 lire)

Alluvione di Firenze del 1966 (10 lire)

Terremoto del Belice del 1968 (10 lire)

Terremoto del Friuli del 1976 (99 lire)

Terremoto in Irpinia del 1980 (75 lire)

Missione in Libano del 1983 (205 lire)

Missione in Bosnia del 1996 (22 lire)

Rinnovo del contratto degli autoferrotranvieri del 2004 (0,020 euro, ossia 39 lire)

Decreto Legge 34/11 per il finanziamento della manutenzione e la conservazione dei beni culturali, di enti ed istituzioni culturali (0,0073 Euro)

0,040 Euro per far fronte all'emergenza immigrati dovuta alla crisi libica del 2011, ai sensi della Legge 225/92

0,0089 per far fronte all'alluvione in Liguria ed in Toscana del novembre 2011

0,112 Euro sul diesel e 0,082 Euro per la benzina in seguito al Decreto Legge 6 dicembre 2011 n. 201 «Disposizioni urgenti per la crescita, l'equità e il consolidamento dei conti pubblici» del governo Monti.

MA non finisce qui: perché come spesso accade in Italia – abbiamo una tassa sulla tassa. Su questi 25 centesimi di euro infatti, sommati alla vera e propria imposta di fabbricazione (definita per decreti ministeriali), viene aggiunta pure l’Iva del 20%."

 

Acima, elenco das "accise" sobre os combustíveis. Montantes pagos por todos quantos compram os combustíveis mais caros da Europa e que servem para financiar eventos únicos, desastres naturais ou crises económicas. A primeira, como podem ver é relativa à Guerra da Abissínia de 1935. Sobre todas as "accise" é calculado e pago o IVA a 22% e não a 20 como diz Grillo.

 

 

 

 

publicado por João Pereira da Silva às 07:36
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Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013

A Itália também é uma figura de mulher, guardiã da tradição, mas louca e sem esperança

Este é um post à Pedro Arroja, que fez recentemente o livro "F: Portugal é uma figura de mulher", mas ao contrário, não sobre Portugal, mas sobre a Itália, o berço da cristandade, onde Pedro criou e desenvolveu a Igreja, e da elevação (pela Igreja) da mulher ideal ao altar de Maria.

 

Vivo há três anos em Itália e julgo que agora começo a entender a superficialidade de uma cultura que na aparência é muito semelhante à nossa, mas que no fundo é muito diferente, apesar de ter aspectos comuns.

 

Este é o país onde as patentes são geradas, a uma velocidade impressionante, e onde elas são muito símiles a outras desenvolvidas noutros países. À genialidade reconhecida italiana, adiciona-se a enorme facilidade com que se replica e copia o que é feito lá fora. Como a economia é muito fechada, os italianos preferem, por princípio comprar produção própria, e as novidades externas são lançadas internamente, mais tarde, muitas vezes por italianos "inspirados" no trabalho original de outros.

 

Este é o país que tem a pior penetração de banda larga e acesso à internet da europa comunitária. A rede de cobre impera na maior parte do território, o gestor está falido e o investimento de fibra ao nível nacional não está sequer previsto fora do papel. A reacção ao desenvolvimento é bloqueada em primeira mão pelo próprio governo e cliques partidárias pois o acesso livre à informação contraria o controlo apertado que os media impõem ao que é oficialmente comunicado.

Este é o país onde tudo é dobrado na televisão, onde se fala menos línguas estrangeiras na europa comunitária e onde a cultura tradicional é mais mantida de modo fechado.

 

Este é o país machista onde as mulheres mandam nos homens. É o país onde, depois de milénios de subjugação da mulher ao homem (relembrar a pater potestas, romana) a mulher encontrou um papel determinante de refúgio, tornando-se a "mamma", o colo seguro, onde os homens, que vivem num inferno social extremamente instável, encontram na figura materna a única segurança sem condições. É o país da Europa em que os filhos saem de casa mais tarde e profundamente dependentes.

 

É o país de um enorme choque geracional e civilizacional. Onde os papeis tradicionais de comportamento da família já não fazem sentido mas ainda não foram encontrados outros. Não há mãe que em perfeito juízo pense ser possível criar uma filha para o papel tradicional feminino (gerando uma potencial dependente para toda a vida) e não há pai que pense poder criar um filho para o papel macho conservador, pois já não haverá mulher que o ature, dependente, autoritário e todo-poderoso.

 

É o país onde o primeiro-ministro nomeado vai em primeiro lugar pedir a bênção e apoio político ao Papa para evitar, que nas igrejas cheias, algo de contrariador possa ser dito pelos sempre presentes e importantes padres.

 

É o país de Maquiavel, de muitos príncipes e de muitos mais servos, onde o poder político resulta de enormes manipulações sociais e políticas .

 

É o país que depois do império romano, subjugador, deu ao mundo as heranças enormes da igreja católica e da mafia. O país da união conseguida por Garibaldi com enorme derramamento de sangue e dor para o sul do país, onde agora os do norte, netos dos conquistadores, reclamam a separação. Onde os do sul, os "briganti" em reacção ao poder do norte, criaram o estado paralelo que depois se expandiu na enorme emigração italiana, com nomes como a "mafia", a "camorra", o "sacro cuore".

 

É o país que tem a mais alta taxação da Europa. Onde as taxas, suportadas por uma burocracia imensa, alimentam uma classe política das mais bem pagas no mundo.

 

É o país controlado por homens subjugados a Maria. Um país matriarcal onde qualquer decisão importante de qualquer homem é feita em conselho familiar presidido pela mulher predominante.

 

É o país da religião. Da maior mentira alguma vez elaborada no mundo ocidental, sobre a  qual se construiu um pretenso castelo de cartas de "verdades" (perdoem-me os amigos católicos dogmáticos).

 

É o país onde as mulheres, durante gerações, enlouqueceram de sofrimento. De dor, após gerações de controlo masculino por parte de primogénitos obcecados pelo poder, secundados por segundos que partiram para a solução de recurso: o trabalho eclesiástico.  O país onde as mães não têm como ver futuro para os filhos, que ou singram fruto de relações familiares favoráveis, ou então minguam toda a vida não interessando o mérito que tenham, ou ainda emigram.

 

É o país onde a justiça não funciona e é instrumento. Onde Berlusconi ficou rico depois de ser primeiro-ministro (apesar do mito de que já o era) e onde o seu principal adversário (De Benedetti) é o expoente sombra do principal partido contrário a Berlusconi (o PD). Quando ouvirem dizer que Berlusconi é perseguido (e apesar de muitos disparates que ele tenha feito) pode ser verdade. 

 

É o país com uma das maiores dívidas públicas do mundo que continua há 4 anos sem fazer qualquer austeridade, afundando-se sempre mais, na esperança de uma retoma que ainda não aconteceu. Onde as contas públicas no ISTAT (nosso INE) são publicadas com 3 ou mais anos de atraso.

 

Sim, tal como Portugal, a Itália também é uma figura de mulher, guardiã da tradição, mas louca e sem esperança. A loucura dos filhos, não será, também, à medida da das suas mães? Porquê? Porque as mulheres são o receptáculo do sofrimento da humanidade: a única que sofre a vida do filho como o filho, ou mais, é a mãe. O sofrimento deixa marcas, por gerações.

publicado por João Pereira da Silva às 17:01
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Segunda-feira, 9 de Dezembro de 2013

Cambiamento

 

Ontem, três milhõs de italianos, esperaram horas ao frio, para poderem votar nas primárias abertas a todos, do Partido Democrático.

 

Escolheram por uma ampla maioria de quase 70%, como secretário-geral, Matteo Renzi, jovem de 38 anos, que ganhou a direcção do maior partido italiano, contra a vontade da maior parte do aparelho desse mesmo partido.

 

Renzi, pesca votos à esquerda e direita. Tem um discurso que fala ao coração das gentes, empolga, e na sua alocução de vitória, disse por exemplo:

 

"Vivemos no país mais belo do mundo, e temos a pior classe dirigente do mundo"

 

"Este não é o fim da esquerda, mas do seu grupo dirigente".

 

- Quer mandá-los para a "sucata".

 

Como na semana passada foi declarada a inconstitucionalidade da lei eleitoral italiana, de imediato não se poderá fazer eleições legislativas (o PD tem a maioria na coligação de governo) e a negociação para elaboração de uma nova, começará rapidamente por iniciativa de Renzi. Será um processo interessante de seguir, pois todos os partidos sabem que se se fizer uma lei equilibrada, Renzi, provavelmente, ganhará por maioria as próximas eleições. 

 

O governo de Letta fica por um fio, dependente dos novos rumos que a nova direcção do PD tentará determinar. Um grupo de jovens, no país com a gerontocracia mais detestável da Europa.

 

Renzi, terá de lutar tremendamente para se conseguir impôr a uma classe dirigente que tem o estado, o poder regional e o poder autárquico nas mãos. 

 

Acendeu-se uma luz de esperança para a Itália. Berlusconi e Grillo, tremem.

 

 

 

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publicado por João Pereira da Silva às 07:32
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Domingo, 8 de Dezembro de 2013

A lei "Pocilga"


Em 2005, a Liga Norte de Umberto Bossi e o seu amigo Berlusconi conseguiram aprovar uma nova lei eleitoral. A lei tem uma característica particular que visava permitir a (Berlusconi e aliados) com 35% dos potenciais votos nas próximas eleições, ganhar um prémio de maioria. O truque é simples, entre os vários partidos concorrentes, aquele que tivesse maior número de votos, receberia um "prémio de maioria" e passaria a ter 55% dos deputados no parlamento com 35% dos votos.

 

O autor oficial da lei é o senhor com ar perspicaz da foto. Diga-se que a lei foi eficaz para manter Berlusconi e a Liga no poder em Itália durante os anos que se seguiram.

 

Esta semana, em função de uma petição apresentada por cidadãos, o Tribunal Constitucional italiano, decidiu-se pela insconstitucionalidade da "Legge Porcellum" (Lei Pocilga) como é chamada aqui. Isso significa que mais de 140 deputados devem largar o lugar porque o ocupam ilegitimamente.


A política italiana continua a ser surpreendente.

publicado por João Pereira da Silva às 10:13
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