Sexta-feira, 7 de Abril de 2017

MBA rápido em Jornalismo, na especialidade Entrevista Política

2017-04-07 Pacheco Pereira Bom trabalho, mau traba

Hoje lanço aqui um MBA rápido em Jornalismo, na especialidade de Entrevista Política, com uma garantia de empregabilidade de 100% na Impresa, o grupo de comunicação social do dr. Pinto Balsemão. O curso é gratuito, mas ofereço a garantia de devolução das propinas se o candidato não conseguir o tão desejado lugar nos quadros deste afamado grupo.

O curso é suportado cientificamente numa investigação empírica exaustiva conduzida ao longo de anos na observação de percursos profissionais de sucesso de jornalistas lambe-botas e lambe-cus, fundamentação científica que permite assegurar os resultados prometidos.

O estudo de caso que se propõe como exercício é preparar um guião para uma boa entrevista ao líder da oposição. Para os alunos não gastarem os neurónios, a abundância de neurónios não é um pré-requisito para o ingresso no grupo Impresa, a resolvê-lo, apresenta-se desde já a solução e despacha-se o curso mais repidamente.

 

Guião para uma boa Entrevista ao Líder da Oposição.

  • O senhor está com raiva por causa dos sucessos do Governo a resolver problemas que o senhor deixou por resolver?
  • O senhor, que disse que o governo nunca conseguiria atingir o deficit, o que é que diz agora, engole as palavras?
  • O senhor continua a torcer para haver a necessidade de um segundo resgate?
  • O senhor está à espera de a geringonça estoirar para conseguir finalmente regressar ao governo?
  • Se voltar ao governo, o senhor vai voltar a cortar os salários e as pensões?

[Se incluiu estas perguntas na sua solução, o entrevistador já obteve a aprovação no curso e um lugar garantido nos quadros da Impresa. A resposta seguinte permite ascender à classificação de Aprovado com louvor e Distinção e dá acesso directo ao ingresso na Quadratura do Círculo e a sete mil e quinhentos euros por mês a título de direitos de autor, que pode acumulaar com outros rendimentos e lhe dá um desconto no IRS]

  • O senhor continua a ser um neoliberal que faz tudo para desvirtuar a matriz social-democrata do PPD/PSD e a herança ideológica do dr. Sá Carneiro?

Obrigado pela vossa comparência no curso, espero que vos tenha sido útil e proveitoso, e deixo-vos a sugestão de levarem sempre convosco a imagem de São Pacheco, o santo padroeiro dos vira-casacas, que neste mundo nada é imutável e a capacidade de adaptação a circunstâncias que se alteram dinamicamente é crucial para os lambe-botas e lambe-cus de sucesso.

 

* Imagem do santo tomada de empréstimo ao seu suposto autor, o blogue wehavekaosinthegarden.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 11:50
link do post | comentar
Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016

Bardamerda mais este jornalismo! Again...

Esta semana, o prémio Jornalismo rasca e activista que engraxa o governo do António Costa difamando a oposição regressa ao Público, se não pela eficácia, pelo menos pelo esforço.

2016-11-04 Público Bem-estar 1.jpg

Desta vez, o Público foi descuidado e publicou uma notícia com o título Índice de bem-estar aumenta pelo segundo ano consecutivo que poderia sugerir que o bem-estar dos portugueses pudesse ter aumentado em 2014 e depois de novo em 2015, o que toda a gente sabe que é impossível, porque o bem-estar só teve condições para regressar em 2016 com o Tempo Novo, a reversão da austeridade e a sua substituição pelo crescimento. O assunto já foi estudado por cientistas sociais a propósito da emigração e ficou então provado cientificamente que em Portugal os efeitos precedem as causas, e o que acontece no bem-estar é indissociável do que foi descoberto para a emigração, pelo que foi o Tempo Novo que o fez aumentar antes de chegar. Isto é pacífico.

Só que, mesmo assim, tal como foi escrito sem nenhuma reserva, o título poderia levar os leitores ao engano, fazê-los acreditar que a recuperação económica já estava em curso em 2014 e 2015, poderia mesmo desmentir quem disse em 2014 que A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor, sugerindo que afinal a vida das pessoas também já estava melhor.

2016-11-04 Público Bem-estar 2.jpg

Felizmente, algum olheiro deve ter reparado no descuido e tratou de repôr a verdade, corrigindo o título. O bem-estar aumentou, mas a vulnerabilidade económica era maior que há dez anos. Assim já podemos dormir descansados, que a crise não passou antes da chegada do Tempo Novo.

Infelizmente, tal como os jornalistas da TSF, os do Público também se esqueceram de alterar o endereço da página da notícia, que continuou a revelar o título original  https://www.publico.pt/sociedade/noticia/indice-de-bemestar-volta-a-aumentar-pelo-segundo-ano-consecutivo-1749945?page=-1.

Não está escrito em nenhuma lei que os jornalistas que fazem activismo político a favor do governo do António Costa tenham que ter neurónios dentro da moleirinha, e o próprio facto de fazerem activismo político a favor de quem fazem sugere que são desonestos mas não os têm. Agora fica provado cientificamente.

Bardamerda mais este jornalismo!

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 16:05
link do post | comentar
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

Bardamerda mais este jornalismo!

2016-10-28 Passos Coelho.jpg

Por mais que os jornalistas do Público se esforcem, e esforçam-se todos os dias, o prémio Jornalista rasca e activista que engraxa o governo do António Costa difamando a oposição desta semana vai direitinho para a TSF, ao ter dado o título Passos Coelho sai em defesa de Schäuble à notícia cujo conteúdo diz exactamente o contrário, ao ter posteriormente alterado o título para Passos Coelho: com o Estado não se brinca e o subtítulo Passos Coelho repudia críticas de ministro alemão e lamenta reação do Governo com graçolas para esconder a asneira, mas ao ter-se esquecido de alterar o endereço da página da notícia, que continuou a herdar o título original http://www.tsf.pt/politica/interior/passos-coelho-sai-em-defesa-de-schauble-5469073.html.

Não está escrito em nenhuma lei que os jornalistas que fazem activismo político a favor do governo do António Costa tenham que ter neurónios dentro da moleirinha, e o próprio facto de fazerem activismo político a favor de quem fazem sugere que são desonestos mas não os têm. Agora fica provado cientificamente.

Bardamerda mais este jornalismo!

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 21:47
link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

A escola portuguesa de jornalismo

 

Agressão-Ponte de Sor-01-640.jpg

 

Estranhei na quarta-feira à noite, quando ouvi no noticiário da Sic. A história começou com um desacato entre bandos de miudagem; depois de separados, dois deles seguiram um miúdo de 15 anos, apanharam-no sozinho, e aplicaram-lhe um ensaio de pancada com toda a brutalidade. Foi encontrado, sem sentidos, pelos homens do lixo. Sabemos que os bombeiros o trouxeram de helicóptero para um hospital de Lisboa, onde ficou internado entre a vida e a morte.

 

"Os agressores, ambos estrangeiros, já foram identificados", dizia a voz do jornalista. Mostrava a fachada do prédio, esticava o depoimento do padrasto que, confirmando a tradição da grande escola portuguesa de jornalismo, não tinha visto nada nem sabia de coisa nenhuma. E a reportagem não desistia, era facto atrás de facto, e o bocado de alcatrão ensanguentado onde o miúdo tinha caído com o crânio desfeito por dois estudantes da escola de pilotos, "ambos estrangeiros".

 

E a nacionalidade dos "estrangeiros"? Nada. E o que fazia um par de "estrangeiros" na escola de pilotos de Ponte de Sor? Nada, e mais nada, nem a mais pequena pista. O canal do "interesse público", compreensivelmente, em lugar de notícias passava um jogo de futebol. Já o dr. Balsemão paga às suas redacções para lhes dar soltura, deixando-as ao critério de quem calha publicar notícias de fancaria aldrabadas pelos códigos do politicamente correcto.

 

Quem quiser saber o fim da história pode agradecer ao Correio da Manhã. Os jovens criminosos são iraquianos, filhos do senhor embaixador.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 13:44
link do post | comentar
Segunda-feira, 16 de Maio de 2016

O teste do algodão. Quem manipula mais a comunicação social?

Tanto a direita como a esquerda lançam frequentemente acusações à comunicação social de ser generalizadamente tendenciosa e desonesta. A direita tende a assumir que a esmagadora maioria dos jornalistas é de esquerda, a esquerda tende a assumir que a esmagadora maioria dos jornais é de direita, por via do capital, e ambas assumem que os jornalistas e os jornais manipulam as notícias que publicam para favorecer as suas opções políticas ou ideológicas. Qual delas terá razão, ou terá mais razão?

Tendo esta visão em comum sobre a manipulação da informação, nem todos costumam atribuir o mesmo peso às consequências projectadas da manipulação. Quem tende a partir do princípio que o povo é mais ignorante e manipulável, tende também a pensar que a manipulação da comunicação social é mais determinante para a formação da opinião pública e das suas opções políticas. Quem admite que, mesmo perante informação manipulada, o povo tem alguma capacidade de a filtrar criticamente e se deixa manipular menos, tende a relativizar mais as consequências da manipulação e a denunciá-la mais por motivos éticos do que por recear que influencie as decisões colectivas.

A fronteira entre estes dois grupos de convicções não divide a esquerda da direita, mas os que se sentem mais confortáveis se os outros forem bem controlados dos que se sentem suficientemente confortáveis se eles tiverem liberdade de escolha. Os autoritários dos liberais. Nos Estados Unidos da América, liberal tende tradicionalmente a significar de esquerda, e autoritário, de direita. Quem cresceu até aos 17 anos numa ditadura de direita também tende, por automatismo, a pensar o mesmo. No entanto, na Europa, e mais na Europa do Sul, liberal é classificado como de direita, um conceito difícil de interiorizar para quem cresceu num país de direita autoritária.

E regressando à nossa aplicação das convicções sobre as consequências da manipulação da informação pelos jornalistas? Se olharmos para as estatísticas, e tomarmos por boa a hipótese que quem acredita que a manipulação da informação é mais consequente (os autoritários) se insurge mais violentamente contra a que lhe é desfavorável, então é difícil não atribuir esse galardão à esquerda. De memória, nos últimos 10 anos, lembro-me de dois casos de ataque pela direita à comunicação social: o ataque de um ministro do Santana Lopes ao comentador Marcelo, uma trapalhada que acabou por ser usada como pretexto pelo presidente Sampaio para demitir o governo e dissolver o parlamento, e a ameaça do ministro Relvas à jornalista que se preparava para publicar uma notícia desfavorável sobre ele de revelar que ela vivia maritalmente com um político socialista. Mesmo se neste último caso não se pudesse propriamente considerar a ameaça ao mesmo nível de uma pressão para censurar ou sanear um jornalista, como era no primeiro, mas apenas de esclarecer o grau de objectividade e de isenção que a jornalista poderia ter, ao mesmo nível de dizer que o empresário Luís Montez é genro do presidente Cavaco Silva. Quanto a pressões da esquerda sobre a comunicação social, do primeiro ministro, a deputados e personalidades da maioria de esquerda, a indivíduos e grupos de apoio à maioria nas redes sociais, são tantos, e tão frequentes, e tão violentos, que não cabem aqui nem vale a pena citá-los.

Podemos pois dar como razoavelmente bem provado que a esquerda receia mais as consequências da manipulação da comunicação social do que a direita, ou que a esquerda é menos liberal que a direita.

Mas, afinal, quem é que manipula mais?

Até agora era difícil chegar a uma conclusão objectiva que não dependesse das preferências de quem a formulasse. Mas não mais. O estudo da Aximage para o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios sobre a confiança dos portugueses nas instituições é a prova de algodão que responde cristalinamente a esta pergunta: "São os eleitores do PS quem mais confia nos jornalistas, ao passo que os eleitores com mais confiança no Governo e na Assembleia da República são os do PSD". A manipulação da comunicação social mais prevalecente é a "boa" para os eleitores do PS. Mas isto não é novidade para ninguém, pois não?

 
publicado por Manuel Vilarinho Pires às 20:48
link do post | comentar | ver comentários (4)
Sábado, 15 de Novembro de 2014

Quem conduz pior?

 

Conduzir mal.jpg

 

"São mais cuidadosas, mas têm outros handicaps que agora seria fastidioso estar aqui a dizer" - responde o canastro, com toda a razão.

 

Para começar, convêm definir: o que é "conduzir bem"?

 

Na perspectiva das "autoridades" (jornalísticas e outras), é cumprir os limites de velocidade, amarrar-se com o cinto de segurança, ligar o pisca, segurar o volante com as duas mãos, evitar cigarros, telemóvel, e os editoriais do Avante!, ter a papelada em ordem, escoltar os ciclistas, e outros tédios da mesma família. Uma lista infindável de regras concebida para dar resposta às pressões de grupos com objectivos sortidos, totalmente alheios aos assuntos da estrada, e que levam os nossos pensamentos para paisagens mais estimulantes. Ninguém, nem o cidadão mais espesso e menos dotado de imaginação, consegue passar 300 quilómetros concentrado nestas importâncias. Não lhe sobrando atenção para dar ao que interessa, espera-se que acabe por estampar-se.

 

Na minha perspectiva, "conduzir bem" é chegar do ponto A ao ponto B no mais curto espaço de tempo, sem ter nem causar acidentes. Fazer isto e "respeitar" a lei são exercícios incompatíveis (desde 2011, escolho naturalmente o segundo - que fique dito).

 

Critérios à parte, voltemos à pergunta: As mulheres conduzem mal? Sim, pessimamente. E os homens também.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 17:07
link do post | comentar
Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

"Surpreendente", é?

 

 

"Surpreendente" coisa nenhuma, seus sonsos, seus jornalistas dissimulados de meia tijela. Andaram a entrevistar imigrados brasileiros para as vossas reportagens, votavam todos na Gilma, um par deles na escaravelha, nenhum no Aécio. Nem um único, que eu tivesse visto, é curioso.

 

Aécio Neves, em território português, ficou no 1º lugar (por extenso, e devagarinho: PRI-MEI-RO). Embrulhem.

 

Ponham uma cara menos amarela. São "surpresas" que acontecem quando o trabalho é mal feito, baseado em sondagens marteladas e entrevistas a pessoas escolhidas a dedo pelos pindéricos das vossas redacções.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 19:34
link do post | comentar
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

Podemos exportar Carlos Magnos?

 

 

 

 

O jornalismo "é uma indústria extractiva e transformadora", uma vez que "transforma os factos em notícias e as notícias em actualidade", disse Carlos Magno "à margem" do mais recente jamboree organizado pelos colegas dele.

 

Defendendo os nossos inestimáveis "conteúdos", preveniu "o regulador" (ou seja, aparentemente preveniu-se a si mesmo) quanto à "guerra" (deduzo que por sofisticados meios de espionagem industrial) "instigada por línguas estrangeiras" (possivelmente camufladas) que "cobiçam o vasto mercado luso".

 

Este homem é inspirador. Desengane-se quem estiver convencido que o jornalismo português transforma as notícias em factos, e a actualidade num manicómio de rústicos.

 

Enquanto o dinâmico Carlos Magno se mantiver de sentinela, está garantida a vitalidade "do sector".

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 18:43
link do post | comentar
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

Não metas o nariz

 

 

Sobre o que se discutiu na conferência "Pensar o Futuro - Um Estado para a Sociedade" sabemos pouco. Não é grave, uma vez que a substância dos assuntos abordados é de interesse muito relativo para a generalidade dos portugueses. Os portugueses são, como é sabido, cidadãos pacatos sem grande inclinação para se interessarem sobre o que não lhes diz respeito. Penso que até existe, perdido numa prateleira poeirenta da Universidade de Coimbra, o registo de um provérbio muito antigo, cujo texto desconheço, mas que não vê com bons olhos que andemos a meter o nariz na vida dos outros.

 

Subordinados à regra de Chatham House, os admiráveis jornalistas da agência Lusa e da Antena 1 (entre outros) resolveram abandonar a sala. Fizeram exactamente o que se espera dos funcionários ao serviço do "interesse público", cujos salários constam das alíneas do orçamento de Estado português, e são pagos pelo contribuinte: não se deixaram humilhar.

 

A vitalidade do jornalismo é um dos mais incontroversos motivos de orgulho nacional.

 

Por exemplo:

 

Acontecimento

 

"Raquel Fortunato Bentinho almoçou uma salada de frutos do mar com o marido de Ilda Pereira. O encontro decorreu no restaurante "Gaivota Feliz", sobre a falésia de São Paio da Salema. Adérito Cansado, vogal da Junta de Freguesia de Portacho, Concelho de Galega Velha, e proprietário do estabelecimento, lamentou que a chuva intensa que se fez sentir não permitisse a abertura das portadas de vidro*.

 

(publicado às 18:37 do dia 15 de Janeiro de 2013)

 

* Última actualização: 16 de Janeiro de 2013, 13:07"

 

Títulos da Imprensa

 

"População Manifesta-se Chocada com Adultério de Galega Velha";

 

"Ilda Pereira pondera processo judicial contra Raquel Fortunato Bentinho no âmbito da protecção do interesse de menores";

 

"Idosos de Portacho não compreendem a recondução de Adérito Cansado ao executivo da Junta de Freguesia";

 

"Hábitos Alimentares dos Portugueses: 50% da população do sexo feminino insiste em abusar de alimentos com elevado teor de poli-insaturados, com graves prejuízos para a sustentabilidade do SNS";

 

"Galega Velha em ALERTA LARANJA";

 

"Ministério do Ambiente prepara legislação aplicável à indústria de Hotelaria com vista ao controlo das alterações climáticas";

 

"AQUECIMENTO GLOBAL - Para quando a responsabilização do sector da Hotelaria e Restauração?";

 

"Autarca de Portacho acumula o cargo com participação em grupo económico do sector alimentar, com interesses na região";

 

"Lei-Base das Incompatibilidades: Oposição aponta divergências no seio da maioria".

 

Foi assim que nos acostumaram. Isto, estimados leitores, é jornalismo sério. Crítico, responsável, e livre de constrangimentos.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 17:07
link do post | comentar
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

Deslumbramento e acefalia em partes iguais

 

 

A "reportagem" fotográfica do New York Times é péssima: distorcida, ignorante, e carregada de preconceitos ideológicos. Faz um retrato apocalíptico do país, ilustrado com incorrecções e erros factuais.

 

O Expresso, na excelência da sua irresponsabilidade "jornalística", totalmente acrítico, subserviente, e inútil, não dá por nada. E vende o gato pela lebre que comprou.

 

O cuidado do "jornalista" em rematar a "informação" lembrando que Portugal está "situado no extremo ocidental da Europa" (possivelmente por engano, livrou-nos do apêndice "à beira mar plantado") também é uma boa ilustração. Da poética cretinice que, em Portugal, leva a prémios "literários".

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 17:15
link do post | comentar

Pesquisar neste blog

 

Autores

Posts mais comentados

Últimos comentários

Os novos inquisidores, a justificar a (miserável) ...
Não, não sou tão mau, Terry. É só retórica.
Não percebo como é que leio as suas alternativas e...
http://maquinadelavax.blogspot.pt/2017/12/portrait...
Curiosamente, estes inquisidores modernos, quando ...

Arquivos

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Links

Tags

25 de abril

5dias

ambiente

antónio costa

arquitectura

austeridade

banca

banco de portugal

banif

be

bes

bloco de esquerda

blogs

brexit

carlos costa

cartão de cidadão

causas

cavaco silva

censura

cgd

comentadores

cortes

crescimento

crise

cultura

daniel oliveira

deficit

desemprego

desigualdade

dívida

educação

eleições autárquicas

ensino

esquerda

estado social

euro

europa

férias

fernando leal da costa

fernando ulrich

fiscalidade

francisco louçã

gnr

grécia

greve

impostos

irs

itália

jorge sampaio

jornalismo

josé sócrates

justiça

lisboa

malomil

manifestação

marcelo

marcelo rebelo de sousa

mariana mortágua

mário centeno

mário nogueira

mário soares

mba

nicolau santos

obama

oe 2017

orçamento

pacheco pereira

partido socialista

passos coelho

paulo portas

pcp

pedro passos coelho

política

portugal

ps

psd

público

quadratura do círculo

raquel varela

renzi

rtp

salário mínimo

sampaio da nóvoa

saúde

sns

socialismo

socialista

sócrates

syriza

tabaco

tap

tribunal constitucional

troika

ue

união europeia

universidade de verão

urbanismo

vasco pulido valente

venezuela

vítor gaspar

todas as tags

Gremlin Literário no facebook

blogs SAPO

subscrever feeds

Sitemeter