Segunda-feira, 11 de Setembro de 2017

Universidades de Verão

2017-09-11 Baptista da Silva Universidade de Verã

Só para lembrar que nem todas as Universidades de Verão são escolas de mal dicência,

e que há universidades que, mesmo sem o serem, ainda são mais do que aquelas que são.

 

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 03:21
link do post | comentar
Quinta-feira, 27 de Abril de 2017

O partido dos fantoches e ventríloquos

2017-04-27 centeno e trigo pereira.png

O Partido Socialista já foi o partido de gente

  • como o Mário Soares e o Salgado Zenha que, goste-se deles ou não, e para o bem e para o mal, algumas vezes para o muito bem e outras para o muito mal, foram os mais determinantes resistentes, não os únicos mas os mais determinantes, os que polarizaram o povo, não o da muralha de aço mas o real, os militares que ainda não tinham caído ou nunca viriam a cair nos braços do comunismo mas dificilmente o teriam evitado, os partidos políticos democráticos e, não menos importante, os governos de países que estavam mais dispostos a deixar cair este pequeno país periférico nas mãos do comunismo em que parecia querer cair do que a apoiar democratas que pareciam não ter qualquer capacidade de criar uma alternativa ao comunismo, contra o avanço, que chegou a parecer imparável, da ditadura da besta comunista em 1975,
  • como o António Arnaut que, décadas depois de ter criado o Serviço Nacional de Saúde, com as qualidades e os defeitos que tem, se dispõe a sofrer pessoalmente com os defeitos que atingem o povo que não tem alternativa para se tratar e se submete a listas de espera intermináveis para cirurgias a que tem condição social e económica para se furtar recorrendo aos prestadores de saúde privados,
  • até de jovens como o Francisco Assis, com coragem para enfrentar de caras secções de facínoras corruptos do próprio partido e correr o risco, aliás concretizado, de ser sovado e só ter conseguido ser retirado do local e sobreviver com protecção policial, como acontecera também ao Mário Soares quando enfrentou os facínoras comunistas na Marinha Grande, e que hoje continua a ser tão odiado pela liderança do partido e seus jagunços como o era na altura pela liderança dessa secção e seus jagunços,

agora, desde que o António Costa tomou o partido à bruta, mas de quem nasce bruto não se pode esperar diferente, é um partido de fantoches e ventríloquos, patetas em funções de responsabilidade sem preparação nem dignidade para as assumir e que não sabem o que hão-de dizer a papaguear o que lhes dizem para dizer outros patetas em funções de responsabilidade sem preparação nem dignidade para as assumir e que também não sabem o que hão-de dizer mas têm ascendente sobre os primeiros para os fazer dizer aquilo que lhes mandam dizer. Nivelados pelo chefe, e exibindo como única competência a de tentarem ser tão ordinários como ele.

Um esgoto a céu aberto.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 18:31
link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 18 de Setembro de 2016

A rentrée política do PS

Quando, no debate "As Esquerdas e a desigualdade" da Conferência Socialista 2016 que decorreu em Coimbra, no Convento de São Francisco, a trotskista Mariana Mortágua incitou os mencheviques a "perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro", os mencheviques, desta vez, portaram-se à altura de autênticos bolcheviques, aplaudiram-na entusiasticamente e disseram "presente!", brandindo o "Livrinho Vermelho de Citações do João Galamba" no nariz dos neoliberais e do lumpen do proletariado que ainda os apoia, como o repórter fotográfico do Gremlin Literário documentou.

O próximo desafio dos socialistas é "pensar sobre o que representa o capitalismo e até onde está disposto a ir para constituir uma alternativa global ao sistema capitalista", missão que não será difícil de cumprir com a inspiração do livrinho vermelho e a liderança oratória das trotskistas do Bloco de Esquerda.

Viva a Revolução! De pé, ó vítimas da fome! De pé, famélicos da terra... trá-lá-lá, trá-lá-lá...

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 21:43
link do post | comentar
Quinta-feira, 2 de Junho de 2016

O Engraçadismo - Leninismo, doença infantil do Esquerdismo

O novo Partido Socialista enfiou completamente a camisola do engraçadismo bloquista, e quer enfrentar Bruxelas rejeitando as sanções [resultantes do deficit excessivo de 2015]. 

Complementou-a com o leninismo próprio do modo de fazer política desta direcção do partido, com o peso todo na propaganda e nenhum na substância, ao desafiar a oposição a votar a rejeição das sanções para provocar o voto contra e poder lamentar nos telejornais, e injuriar nas redes sociais, o PSD e o CDS por serem pelas sanções e contra Portugal.

Como as sanções consistem em decisões e acções de Bruxelas, e não do parlamento ou do governo, não se percebe bem o alcance de as rejeitar. Rejeitando-as, Portugal continua a ter acesso aos fundos que Bruxelas pode decidir cortar? Pode recusar o pagamento da multa (pode sempre contestá-la, e contestá-la-ia nas instâncias judiciais europeias antes de a pagar, com ou sem voto contra as medidas) que Bruxelas pode decidir impôr?

Não. Não pode fazer nada com o voto de rejeição. A camisola que às meninas do BE serve, a estes anafados cabeçudos, não lhes vai passar abaixo da testa. O que o PS está a enfiar não é uma camisola, é um barrete.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 15:41
link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 17 de Maio de 2016

Palavra dada é palavra comprida

Palavra dada ...

Na pré-campanha eleitoral, o Partido Socialista denunciou o flagelo do trabalho precário, até com o recursos a cartazes que mostravam o testemunho de vítimas desse flagelo, mesmo que representadas por figurantes com contrato efectivo de trabalho na Junta de Freguesia de Arroios.

Prometeu combater a precariedade no mercado de trabalho, e até apresentou à discussão pública algumas propostas criativas para abordar o problema.

  • "... O PS propõe-se a criar um complemento salarial anual, que constitui um crédito fiscal (imposto negativo), aplicável a todos os que durante um ano declarem rendimentos do trabalho à Segurança Social ...".

Inscreveu o combate à precariedade no seu programa eleitoral, mesmo sem lhe ter integrado todas as propostas apresentadas anteriormente.

  • "... Combater a precariedade: evitar o uso excessivo dos contratos a prazo, os falsos recibos verdes e outras formas atípicas de trabalho, reforçando a regulação e alterando as regras do seu regime de Segurança Social ... Limitar o uso pelo Estado de trabalho precário ...".

... é palavra cumprida ...

Voltou a apresentar o combate à precariedade laboral como uma das prioridades do seu programa de governo.

  • "... a generalização das relações laborais precárias fragiliza o próprio mercado de trabalho e a economia ... limitar o regime de contrato com termo, para que deixe de ser regra quase universal de contratação ... objectivo de diminuir o número excessivo de contractos a prazo ... agravar a contribuição para a Segurança Social das empresas que revelem excesso de rotatividade dos seus quadros ... passar a considerar-se a existência efectiva de um contrato de trabalho, e não apenas presumi-la, quando se verifique as características legalmente previstas nesta matéria ... aumento das fiscalizações para combater o uso abusivo e ilegal de contractos a termo, dos falsos recibos verdes do trabalho temporário, do trabalho subdeclarado e não declarado, como estágios e contractos de empregos de inserção ... regularização dos trabalhadores com falsa prestação de serviços ...”.

Saneou Substituiu a direcção nacional, os delegados e subdelegados regionais do Instituto do Emprego e Formação Profissional para garantir o combate à precariedade.

  • "... A mudança das chefias foi decidida com base numa nova orientação assente na valorização das políticas públicas ativas de promoção do emprego e de combate à precariedade ...".

Tem voltado regularmente ao parlamento para garantir que o combate sem tréguas à precariedade do mercado de trabalho continua a ser uma das maiores prioridades na sua estratégia.

  • "... em Portugal uma larga percentagem de trabalhadores que não sabe qual vai ser o seu futuro, mesmo o futuro a curto prazo ... apenas 20% dos contratos celebrados nos últimos três meses são permanentes, sendo aliás uma repetição do que já se tinha verificado nos três meses anteriores ... ultrapassar o falso trabalho independente e o risco de perpetuar a herança do anterior Governo de direita de utilização as políticas ativas de emprego, como estágios profissionais e contratos de emprego inserção como verdadeiros substitutos de postos de trabalho ... combate à precariedade, quer no sector empresarial privado, quer no sector público ... promoção de relações laborais estáveis e duradouras limitando o recurso excessivo aos contratos a prazo ... combate ao uso ilegal dos contratos a prazo ... políticas ativas de emprego que devem privilegiar inserções de maior duração e mais sustentáveis no mercado de trabalho ... o abuso e a ilegalidade da utilização de medidas de emprego para substituição de trabalhadores ...".

... ou será palavra comprida?

Todos os 4.167 novos trabalhadores contratados este ano para o Estado têm contratos precários de trabalho. É a vida... 

(A bem dizer, e a propósito de quem é, podia ter começado logo por isto, que diz tudo, em vez de maçar o/a leitor/a com as aldrabices palavrosas intermináveis tão próprias da retórica socialista até chegar aqui...)

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 11:41
link do post | comentar

Pesquisar neste blog

 

Autores

Posts mais comentados

Últimos comentários

Curiosamente, estes inquisidores modernos, quando ...
2a Parte What a wonderful world it is that has gir...
1a ParteAs frases abaixo foram escritas “na pele” ...
Na parte do financiamento sim, e essa definição po...
capitalista estatal isso sim.

Arquivos

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Links

Tags

25 de abril

5dias

adse

ambiente

antónio costa

arquitectura

austeridade

banca

banco de portugal

banif

be

bes

bloco de esquerda

blogs

brexit

carlos costa

cartão de cidadão

causas

cavaco silva

censura

cgd

comentadores

cortes

crescimento

crise

cultura

daniel oliveira

deficit

desemprego

desigualdade

dívida

educação

eleições autárquicas

ensino

esquerda

estado social

euro

europa

férias

fernando leal da costa

fernando ulrich

fiscalidade

francisco louçã

grécia

greve

impostos

irs

itália

jorge sampaio

jornalismo

josé sócrates

justiça

lisboa

malomil

manifestação

marcelo

marcelo rebelo de sousa

mariana mortágua

mário centeno

mário nogueira

mário soares

mba

nicolau santos

obama

oe 2017

orçamento

pacheco pereira

partido socialista

passos coelho

paulo portas

pcp

pedro passos coelho

política

portugal

ps

psd

público

quadratura do círculo

raquel varela

renzi

rtp

salário mínimo

sampaio da nóvoa

saúde

sns

socialismo

socialista

sócrates

syriza

tabaco

tap

tribunal constitucional

troika

ue

união europeia

universidade de verão

urbanismo

vasco pulido valente

venezuela

vítor gaspar

todas as tags

Gremlin Literário no facebook

blogs SAPO

subscrever feeds

Sitemeter