Quinta-feira, 30 de Março de 2017

A boca do lobo a morder na nuca do povo

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Hoje metemos mais 2.500.000.000€  na Caixa Geral dos Depósitos. É um número complicado de ler por extenso? Eu ajudo-vos. Todos os portugueses meteram, cada um, 250 € na CGD. Cá em casa não faltámos à chamada com os nossos 750 €. Temos que ser uns para os outros.

Para quê? Para termos um banco público que conceda crédito à economia, nomeadamente às pequenas e médias empresas [LOL].

Porquê? Porque os socialistas do governo chefiado pelo José Sócrates e de que fizeram parte a maior parte dos membros do governo actual, a começar pelo próprio António Costa, torraram o dinheiro do banco público a conceder crédito a fundo perdido a grandes projectos de investimento sem viabilidade que o governo socialista queria promover para mostrar a modernidade que tinha trazido para o país, ou a amigos dos governantes, ou mesmo a testas de ferro para comprarem lugares na administração de bancos privados para os amigos dos governantes.

A grandes capitalistas e latifundiários.

Como se dizia antigamente, e até se levaram canções ao Festival da Canção RTP de 1975 da canção a propósito do tema, que cairam em desuso, mais por os lobos terem passado a ser oficialmente considerados animais simpáticos e inócuos do que por o grande capital e os latifundiários terem deixado de arranjar processos vários de nos continuar a meter na boca do lobo a morder na nuca do povo.

 

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 18:14
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Terça-feira, 21 de Março de 2017

Não se fixar na árvore para não perder a perspectiva da floresta

2017-03-21 Faust So Far.jpg

O programa socialista de redução da lista de espera para cirurgias de ortopedia é genial: eliminam-se os doentes mais antigos da lista de espera e ela reduz-se automaticamente. E se eles se queixarem que ainda não foram operados mas já não estão na lista de espera? Metem-se lá de novo.

Numa perspectiva míope e de curto prazo não se consegue perceber como é que isto resolve o problema, e fica-se mesmo com a ideia que os doentes até saem prejudicados por, depois de esperarem hipoteticamente dois anos, serem repostos no fim da lista e ficarem com hipoteticamente mais dois anos para esperar. Esta perspectiva é evidentemente criticável por, como se costuma dizer, ao fixar-se na árvore, perder a perspectiva da floresta, ao fixar-se egoisticamente nos problemas específicos de uns poucos de doentes, pouco mas de mil no caso que suscitou esta discussão, esquecer a medida do bem comum da generalidade dos doentes.

Quem consegue passar além dela corre ainda o risco de cair numa segunda armadilha. Se os doentes saem da cabeça da lista de espera mas são de seguida recolocados na cauda, a lista de espera não diminui, apenas se recompõe, ou se reordena. Mais um erro. Quem olha para os fenómenos quantificáveis sem ter o cuidado de os analisar à luz das estatísticas que realmente interessam para os descrever corre o risco de extrair conclusões precipitadas e, pior do que isso, enganosas. Ora o que é de facto mais importante para os doentes à espera de cirurgia, para as pessoas? O tamanho da lista de espera, ou o tempo que têm que esperar? O tamanho é importante para os burocratas que operacionalizam estes programas, é um problema da tecnocracia economicista. O que interessa às pessoas é mesmo o tempo que esperam pela sua cirurgia, e a estatística adequada para o medir é o tempo médio de espera.

E chegamos finalmente à chave do enigma. Quando se retira da lista de espera um doente que já esperava há dois anos e se reintroduz o doente na lista, o seu tempo de espera é reposto a zero. Quando se faz o mesmo a mil e duzentos doentes, o tempo médio de espera de todos os doentes que fazem parte da lista, a tal estatística que melhor retrata o que é importante para eles, reduz-se significativamente, dependendo do tamanho total da lista, mas reduz-se mesmo, qualquer que seja o seu tamanho.

O lendário génio socialista consegue, pois, e finalmente, reduzir o tempo médio das listas de espera para cirurgia ortopédica mas, ainda mais extraordinário, sem colocar em causa as metas orçamentais e os nossos compromissos com as instituições internacionais, porque o faz sem dispêndio de recursos, e muito menos sem cometer a perversidade de financiar hospitais privados para fazer aquilo que os públicos não conseguem fazer, que era o que os neoliberais que os precederam queriam de facto, dar dinheiro a ganhar ao grande capital: uns apaganços nos ficheiros informáticos do ministério bastam para resolver o problema.

E assim se vê como o socialismo consegue colocar as pessoas acima de tudo o resto e resolver os seus problemas bastando-lhe para isso abrir as perspectivas. Um dia destes, levado pelo entusiasmo, sou bem capaz de avançar aqui com uma soluçao socialista para o problema da dívida insustentável. Só deixo uma pista: é com a ajuda da tecla Delete. E depois, seja o que Deus quiser...

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 01:56
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Domingo, 1 de Janeiro de 2017

Tirar aos pobres para dar aos ricos, o socialismo do século XXI

carteiristas.jpg

O socialismo está-se a aperfeiçoar, a tornar cada vez mais justo e menos desigual.

Se durante todo o século XX foi o sistema baseado em tirar a todos para dar a uma ínfima minoria de dirigentes de topo, colaboradores, nomeadamente militares que lhes asseguravam a permanência no poder, e seus protegidos, não parou de evoluir e, em Portugal, já se pode dizer que atingiu o estado mais avançado de tirar aos pobres para dar aos ricos.

Sabem qual é o município com maior poder de compra de Portugal? É Lisboa, com o dobro da média nacional. E o município com poder de compra mais baixo? Cinfães, com metade da média nacional. Em média, os munícipes de Lisboa têm um poder de compra quádruplo do dos de Cinfães.

2017-01-01 Pordata, poder de compra por município

Na realidade a diferença é ainda maior. A esmagadora maioria dos munícipes de Lisboa têm, a walking distance da sua casa, uma caixa multibanco, uma farmácia, o centro de saúde, a escola, a esquadra da polícia, a junta de freguesia, um Minipreço ou um supermercado low-cost. Para não falar num hospital ou numa universidade. E, se não os tiverem assim tão perto, têm uma paragem de autocarro ou uma estação de metro para apanharem o transporte público para os levar até ao destino. Por um preço abaixo do custo real do serviço, e é por isso que as empresas públicas de transporte de Lisboa acumularam prejuízos que foram pagos por uma dívida que cresceu como uma montanha para assumir proporções de impagável.

Já os de Cinfães, e eu escrevo isto correndo o risco de imprecisões sem me ter documentado previamente no Google Maps para não apanhar uma depressão no primeiro dia do ano a sofrer com as penas deles, o único equipamento que provavelmente têm a curta distância de casa é a igreja. Todos os outros, para a esmagadora maioria deles, estão à distância de uma viagem de automóvel, particular, para os que os têm, ou de praça, que é o nome que os taxis têm por esse Portugal fora. A que custo? Comparativamente com o autocarro ou o metro dos lisboetas, upa, upa! Uma única deslocação pode custar mais que o passe mensal para os transportes de Lisboa. E quando querem meter os filhos na universidade, alugam-lhes um quarto na cidade onde conseguirem vaga e pagam-lhes as deslocações à terra. Se ganham quatro vezes menos, gastam muito mais para terem o mesmo, pelo que o seu poder de compra resulta bem inferior a um quarto do dos lisboetas.

Mas eles são poucos e os lisboetas são muitos, e quando se vai a votos a quantidade de eleitores conta, e em 2017 vai-se a votos, e o governo socialista decidiu dar um presente à câmara socialista de Lisboa. Ofereceu-lhe a Carris, para poder dispor dela a seu favor nestes meses que faltam para as eleições.

Mas simplesmente entregá-la à CML tinha um problema: a dívida, resultante de décadas de prejuízos acumulados a disponibilizar aos lisboetas transportes a preço abaixo do custo real, de 700 milhões de euros, que não só constituiria um encargo pesadíssimo, como um bloqueio à capacidade de a empresa se endividar ainda mais para investir a melhorar o serviço aos utentes e fazer uns floreados que ficam bem em ano de eleições, coisas como renovar a frota com autocarros eléctricos ou reforçar carreiras para os utentes não se chatearem por ter de esperar tanto pelo autocarro. Vai daí, o António Costa, que se fosse advogado de divórcios conseguiria aos seus clientes divórcios daqueles em que o marido fica com a casa e a mulher com a dívida ao bancoassumiu a dívida da Carris para oferecer à CML uma empresa sem encargos de dívida e com a possibilidade de começar de novo a endividar-se a partir do zero, ser muito mais perdulária, e fazer um figurão nos primeiros anos de gestão camarária. E, digo eu, os lisboetas que não se assustem com a responsabilidade, porque a Carris vai continuar a gastar mais do que consegue cobrar, e vai voltar a recorrer à dívida, mas, um dia, quando a nova dívida se tornar impagável, outro governo socialista tratará de a assumir, como este fez a esta. A dádiva foi tão generosa que o próprio António Costa confessou que tinha inveja por não ser ele o presidente da CML a recebê-la para fazer floreados com ela, mas desejou-lhe felicidades, o que mostra que não é homem de rancores.

Quem diz o António Costa assumiu quer de facto dizer o António Costa transferiu para todos os contribuintes o encargo da dívida.

E assim chegámos ao socialismo do século XXI. Em vez de deixar aos lisboetas, que são os munícipes mais ricos do país, a dívida de 700 milhões de euros que foi acumulada para lhes oferecer transportes públicos a preço abaixo do custo, e que já ia em 1.400 euros por lisboeta, distribui-a por todos os contribuintes, mesmo os mais pobres a quem não são oferecidos transportes públicos nenhuns, mesmo os de Cinfães, numa razão de 70 euros por português, ou 280 euros para um agregado familiar de quatro pessoas.

Pelo que chegamos ao que queriamos provar: tirar dinheiro aos pobres de Cinfães para dar transportes públicos baratos aos ricos de Lisboa, como fazem em Portugal os socialistas do século XXI, é um grande avanço em termos de justiça social e combate às desigualdades comparativamente com tirar a todos para dar apenas aos governantes e generais e respectivas famílias, como fizeram no século XX, e continuam a fazer no XXI, os socialistas de todo o mundo.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 18:07
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016

E como vamos de desigualdade?

Sabemos, apesar da publicação de estudos de resultados mistificados por investigadores amigos da maioria de esquerda tentar afirmar o contrário, que a desigualdade diminuiu em Portugal durante a legislatura anterior, e nomeadamente durante a implementação do programa de assistência financeira da troika e da severa austeridade a que o país se viu forçado a submeter para conseguir sobreviver com os meios limitados de que dispunha.

2016-10-21 Gini Portugal 2006-2014.jpg

* Gráfico martelado pelo autor

 

Sabemos que as medidas mais significativas do governo actual que afectam a distribuição de rendimentos favoreceram em 2016 e continuarão a favorecer em 2017 os que têm rendimentos mais altos, e até muito altos, sem qualquer benefício para a esmagadora maioria dos que têm rendimentos mais baixos, ou até muito baixos, e que as alterações propostas à tributação do património também favorecem mais os que têm mais, e até muito mais, e até os evasores fiscais.

Não sabemos, infelizmente, o modo como esta política que, escondida por trás de uma retórica socialista de diminuição da desigualdade através da tributação da riqueza, parece concertada em voltar a aumentar a desigualdade a afecta, porque o índice de Gini é calculado com um recuo extenso, e ainda nem sequer existem publicadas estimativas para 2015. A este ritmo é natural que só lá para 2018 consigamos perceber o que aconteceu à desigualdade neste ano de devolução dos rendimentos aos portugueses de 2016, e em 2019 no da consolidação orçamentada dessa devolução de 2017.

Temos que esperar para ver.

Mas a conjugação de todos os factores enumerados acima aponta para um aumento da desigualdade, que só será compensado se a redução do desemprego, que reposiciona os desempregados que arranjam emprego da cauda da distribuição de rendimentos para zonas menos extremas, que tem sido reivindicada pelas estatísticas estiver a ser real, e não um mero artifício demagógico proporcionado pela manipulação das estatísticas reais. E os números de crescimento anémico que têm sido publicados não lhe dão grande sustentação.

É provável que a desigualdade esteja a crescer no Portugal governado por socialistas sustentados no poder por bloquistas e comunistas. É apenas um dos custos de mais uma tentativa de reciclar um marxismo cada vez mais retardado.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 11:08
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2016

Grandes vitórias do socialismo

Se há guerra que o governo e a maioria parlamentar que o sustenta estão a ganhar, é a guerra contra a economia e os agentes económicos.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 00:54
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Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013

Socialismo falhado condenado a falhar

Porque é que a tentativa de implementar a social-democracia está a falhar clamorosamente nas sociedades sulistas da Europa? Provavelmente porque a Sul temos um muito maior sentido de Família que de Comunidade. O sentido de Família implica uma maior individualismo em confronto com indivíduos estranhos ao clã, e o de Comunidade uma maior sensibilidade ao impacto das nossas acções fora do clã.

 

Em Itália, Portugal e Espanha, o estado de limpeza das ruas é bem demonstrativo da falta de senso comunitário da maioria das gentes. Como o espaço é menos entendido como comum, o respeito por ele é menor. "O meu espaço é o do meu clã, dos outros não quero saber" e as regras de limpeza e civismo têm de ser sempre mais impostas por estados cada vez mais fiscalizadores.

 

Em contrapartida ao mais elevado sentido de comunidade, o senso apurado de Família proporciona maior solidariedade e entre-ajuda, entre os seus membros, enquanto a Norte esse conceito menos apurado, empurra, por exemplo, os filhos para fora de casa dos pais muito mais cedo que os "mammoni" do Sul que sabem poder contar com o apoio familiar. No Norte o "apoio" é no sentido de os correr de casa o mais cedo possível.

 

A dificuldade é que na base da solidariedade socialista está o senso de comunidade, e a Sul, um individualismo acentuado impede realizar esse ideal. O maior individualismo sulista tem enormes implicações ao nível das éticas e morais sociais e económicas e por isso não é de estranhar que a Sul convivamos com uma enorme diferença entre os discursos sociais-democratas de defesa do Estado-Social (apoiado num forte senso comunitário) e a prática profundamente individualista dos clãs (grupos de interesse, partidos e etc.) que pugnam, sempre e em primeira mão, pelos seus próprios interesses específicos. "Falta de sentido de Estado" não é uma expressão comum nas nossas políticas?

 

A Sul, estados grandes e reguladores, nas mãos de clãs/grupos minoritários, controladores da maior parte da sociedade, e muito representantes dos seus próprios interesses, dificilmente poderão implementar sociais-democracias de carácter nórdico. Por mais que se tente, interesseiramente, vender a ideia de que isso iria reduzir desigualdades, assimetrias e iniquidade, falta aos cidadãos, senso de Comunidade: o respeito pelos indivíduos fora da nossa Família/Clã/Grupo.

 

A cultura é uma sacana difícil de destruir e a ideologia uma arma eficaz de controlo de massas.

publicado por João Pereira da Silva às 08:02
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Domingo, 10 de Março de 2013

Fixação administrativa do preço mínimo do trabalho

No mapa: Salário mensal médio na Europa (http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_in_Europe_by_monthly_average_wage)

 

A Itália não tem salário mínimo nem se sente qualquer voz, à esquerda ou direita, a pedir a sua implementação. É o mercado a regular o pagamento do trabalho de modo totalmente livre. Olhando para o mapa acima, e para a tabela abaixo, pode constatar-se o óbvio: que o salário médio não depende da existência de um salário mínimo.

 

Lista de países europeus sem salário mínimo (via O Insurgente):

 

Olhando para a tabela do Eurostat que mostra como tem evoluído o coeficiente de Gini na Europa (http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=ilc_di12) também constatamos que a Itália é menos desigual que Portugal em termos de distribuição do rendimento. Nela, podemos ver que Portugal é o 3º país mais desigual da Europa na distribuição do rendimento, apenas superado pela Bulgária e Letónia. O país mais igualitário da Europa é a Noruega que também consta da tabela acima de países sem salário mínimo.

 

Ora, então porquê a nossa insistência no valor mítico de fixar uma remuneração mínima para o trabalho? Há ciência por detrás da sua defesa? Não me parece. Parece-me antes uma panaceia defendida por mitos. 


Um dos argumentos mais usados para defender a aplicação da fixação do preço é: "quem não quer um salário mínimo fixado pelo estado é a favor de baixos salários". Errado. - Qual empresário prefere ter uma estrutura de pouco valor e baixa produtividade, quando os lucros são maiores com mão de obra bem remunerada, motivada e produtiva? 


O nível de riqueza não está relacionado com a fixação do preço. Bem pelo contrário, tradicionalmente, quando o estado tende a fixar preços, a pobreza e a miséria são maiores. 


publicado por João Pereira da Silva às 06:04
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