Sábado, 8 de Abril de 2017

O arquitecto do regime

Há uns bons pares de anos, numa segunda-feira de manhã, a capa de uma revista veio comover a nação que vivia o auge do cavaquismo com euforia. O arquitecto do regime, que fazia projectos milionários para tudo o que fosse eregível, e facturava ao governo muitas dezenas de milhares de contos (e muitas dezenas de milhares de contos ainda são dinheiro, mas naquela altura eram muito mais) por meros ante-projectos de urbanizações a eregir em manicómios deslocalizados para fora do centro da cidade, figura central do jet-set da época, até empresário da noite, era um dos donos do Bananas, e senhor de uma riqueza ostentada sem vergonha, deslocava-se de Rolls, também se dedicava ao cinema amador. O título da notícia era algo como "As loucuras do arquitecto", ou "Pau para toda a obra", já não me lembro bem. Mas lembro-me que, antes da hora de almoço, o jornalismo de investigação que se praticava na era pré-internet nas grandes empresas multinacionais quando havia grandes debates públicos a decorrer já tinha descoberto, na empresa onde eu trabalhava, que, nas Páginas Amarelas, o gabinete do arquitecto vinha na página com o separador "Pronto a Comer", na secção "Projectos de Arquitectura". Nas multinacionais, quando se investiga, investiga-se a sério.

Entretanto o regime mudou, o Cavaco Silva, ou porque não lhe apeteceu, ou porque pensou que ia perder, não se voltou a candidatar a primeiro-ministro, e o cavaquismo acabou e foi substituído pelo socialismo, entremeado com algumas interrupções neoliberais rapidamente postas na ordem pelos socialistas, mesmo quando perdem as eleições. E, com o socialismo, mudou o arquitecto do regime.

Hoje em dia não há peido que se dê no Portugal socialista sem um tripezinho Siza para o segurar, ou um candeeirozinho Siza para o iluminar.

Do museu ao auditório da escola, do bairro de uma grande cidade destruído por um incêndio ao pavilhão de uma exposição universal, vai a todas as que têm promotores públicos, um dia hei-de tentar perceber se por concurso público ou por ajuste directo? se bem que tenha a intuição que mais por este do que por aquele, porque o talento não se leva a concurso. Temos, pois, o novo arquitecto do regime.

Acontece que eu tenho alguma dificuldade em compreender, para usar uma expressão na moda, o que faz de um arquitecto cuja obra é uma pain in the ass para os desgraçados que são forçados a usufruir dela um grande arquitecto, para além da facturação do gabinete?

  • A começar pelos milhares ou milhões de utentes da estação de Metro do Chiado que entram na estação pelo meio e, para apanhar o combóio por baixo de onde entraram, são obrigados a calcorrear toda a estação até às escadas que estão nas extremidades, e fazer o mesmo caminho de regresso no cais...

 2016-10-03 Siza Vieira Metro Chiado.jpg

  • ...aos que passam circunstancial ou regularmente nos pátios dos edifícios do Chiado, todos eles em pedra nua cheia de esquinas vivas que parecem lá colocadas para que as pessoas que tropeçam ou escorregam na calçada, que inunda quando chove, e caem, rachem a cabeça ou os ossos...

 2016-10-03 Siza Vieira Chiado.jpg

  •  ...aos, e aqui tenho de me felicitar por não ser forçado a ser utente, habitantes dos bairros sociais que, para chegar a casa ou sair, são forçados a usar escadas bizarramente altas, íngremes e sujeitas à intempérie, que parecem colocadas lá apenas para matar os velhotes que os habitam, seja de exaustão, por terem que as subir carregados com os sacos de compras, seja de tropeção nos degraus de cimento, a rebolarem até ao chão de pedra.

2016-10-03 Siza Vieira bairro social.jpg

 A mim que, na arquitectura, me impressionam menos os Pritzker do que o cuidado com "as pessoas" que são condenadas a viver dentro dela, ou a ergonomia, só posso esperar que o regime mude rapidamente, para aparecer um novo arquitecto que nos torne a vida menos penosa e perigosa e mais agradável e segura.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 12:36
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2016

Código de conduta republicana para governantes socialistas

Um complemento ao MBA rápido para jovens socialistas que pretendam vir a assumir a pasta da Finanças em governos socialistas. Nunca deixamos os nossos alumni ao Deus dará.

Artº 1º - Disfrute as oportunidades que lhe são abertas por ser um governante socialista como se não houvesse amanhã.

Artº 2º - Se for apanhado, reembolse, reembolse, reembolse, reembolse sempre.

Artº 3º - Não se fala mais nisso.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 12:28
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

The five minute MBA para ministros das Finanças socialistas (4)

Mais uma sessão do nosso MBA rápido para jovens socialistas que pretendam vir a assumir a pasta da Finanças em governos socialistas, os homens novos do tempo novo, desenvolvido em parceria entre a Universidade de Harvard e a Universidade de Verão do Partido Socialista.

Hoje vou dar uma aula extra-curricular, subordinada a um dos temas mais interessantes que a governação socialista enfrenta sempre, e especialmente no momento actual:

  • Qual é a relação entre as políticas públicas e o investimento privado, e as consequentes criação de emprego e crescimento económico? Como é que os governos podem accionar as alavancas, como se diz nos MBA, mais eficazes para estimular os empreendedores com projectos de investimento a concretizá-los e, deste modo, contribuirem para o progresso de Portugal e dos portugueses?

A questão é tanto mais actual quanto o governo e a maioria que o apoia têm accionado todas as alavancas certas para promover o investimento, a criação de emprego e o crescimento económico:

  1. Reverteram o plano acordado entre o governo neoliberal anterior e a liderança neoliberal anterior do PS para continuar a reduzir gradualmente o IRC, mesmo num grau demasiado tímido para o aproximar dos níveis em vigor na Irlanda.
  2. Devolveram os rendimentos aos portugueses, pelo menos aos funcionários públicos com salários mais altos e aos pensionistas com pensões mais altas, estimulando o consumo que, por sua vez, pressionou o aumento da oferta.
  3. Aumentaram o salário mínimo, com a promessa declarada de o continuar a aumentar ainda mais ao longo da legislatura.
  4. Fizeram a reposição dos feriados, permitindo aos republicanos e patriotas celebrarem plenamente as datas simbólicas que eles representam, e aos católicos entregarem-se à oração sem distracções profissionais.
  5. Reduziram os horários de trabalho na função pública, pressionando o sector privado para responder com uma redução equivalente.
  6. Têm vindo a colaborar activamente com os sindicatos, cedendo em toda a linha nas negociações que conduzem com eles nos sectores público e empresarial do Estado, tentando ajudá-los a recuperar a importância que um dia tiveram e tem decaído sistematicamente com taxas de sindicalização miseráveis no sector privado.
  7. Têm combatido a precariedade no mercado de trabalho, nomeadamente regulando o trabalho temporário com a impressionante lei do "Combate às Formas Modernas de Trabalho Forçado" que altera legislação anterior demasiado permissiva do governo neoliberal do José Sócrates.
  8. Têm travado a expansão de pragas ambientais como o eucalipto para promover o investimento ambientalmente sustentável.
  9. Têm lançado programas com nomes fantásticos em locais fantásticos para facilitar o acesso dos empreendedores ao financiamento, porque toda a gente sabe que ideias, vontade e confiança para investir não lhes faltam e o único obstáculo à realização de investimentos é o acesso ao crédito.
  10. ...etc, etc, etc...

Todas estas políticas são as mais eficazes para promover o investimento, porque toda a gente sabe que trabalhadores mais bem pagos, com mais tempo para o lazer e o consumo, e confiando aos sindicatos a defesa dos seus interesses e dos serviços que prestam ao público conseguem atingir produtividades mais elevadas, sendo mesmo provável que, se recebessem salários equivalentes aos dos trabalhadores alemães e trabalhassem tão poucas horas e tão poucos dias como eles, os trabalhadores portugueses a cozer sapatos seriam tão produtivos como os alemães a fabricar motores de avião. E que, com um ambiente de investimento tão estimulante, os investidores nem se ralam de pagar mais impostos, tamanhos os lucros que terão à mão de semear se investirem.

Só mesmo os neoliberais mais insensíveis são capazes de ter a mesquinhez de duvidar da eficácia destas medidas, com o pretexto de aumentarem os custos de produção unitários e tornarem a nossa economia menos competitiva, destruindo emprego e desincentivando a criação de novos empregos, assim como de aumentarem os riscos de negócio decorrentes da imprevisibilidade da legislação que modela o ambiente de negócios no país, nomeadamente a fiscal ou laboral. Mas o neoliberalismo é apenas um caso de polícia, e não devemos perder o precioso tempo lectivo de uma universidade de elite socialista a discutir as invejas dos neoliberais.

Acresce um factor ainda mais importante e ainda mais estimulante do investimento. Apesar de o caminho para o socialismo estar inscrito há mais de 40 anos na nossa Constituição, temos sido um bocado calões, talvez por culpa do Mário Soares que meteu o socialismo na gaveta, talvez por ter feito as contas, ou alguém que as soubesse fazer as ter feito por ele, e chegado à conclusão que não havia dinheiro para o socialismo, e só desde Novembro último é que estamos finalmente no caminho para o socialismo onde países como, por exemplo, a Venezuela, já chegaram.

Ora, e finalmente chegamos ao problema que pretendemos resolver nesta sessão, com esperança de acessoriamente contribuir para tranquilizar o meu companheiro João Pereira da Silva, a grande questão que temos pela frente é.

E a resposta não podia deixar de ser:

  • Por causa do Brexit...

É claro que todos os jovens socialistas deram a resposta certa e estão dispensados de exame. Até à próxima.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 21:19
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

The five minute MBA para ministros das Finanças socialistas (3)

Regresso às aulas no MBA rápido para jovens socialistas que pretendam vir a assumir a pasta da Finanças em governos socialistas, desenvolvido em parceria entre a Universidade de Harvard e a Universidade de Verão do Partido Socialista.

Hoje o tema é a "Gestão Estratégica dos Recursos Humanos", designação sonante que encerra alguns mistérios que vamos tratar de esclarecer aqui. Para nos ajudar no estudo de caso temos, nada mais, nada menos, que o ministro José Vieira da Silva, ilustre marinhense e assistente convidado no incontornável ISCTE onde estas questões da estratégia são estudadas há décadas.

E o problema para se resolver hoje é o seguinte:

  • Como satisfazer as clientelas nacionais e regionais de um partido afastado há quase cinco anos do controlo do aparelho do Estado mas que elegeu o novo chefe na esperança de o recuperar e as ambições do BE de começar a ter alguma influência na nomeação de boys for the jobs for the boys alinhar a direcção e as chefias do Instituto de Emprego e Formação Profissional com a nova estratégia do governo do PS assente na valorização das políticas públicas ativas de promoção do emprego e de combate à precariedade?

O problema é um clássico da gestão estratégica socialista dos recursos humanos, e eu espero dos meus alunos socialistas não menos do que terem a resposta certa na ponta da língua:

Hoje estão todos passados e é uma aula mais ligeira, que a praia está convidativa, mas para os habituais marrões interessados em compreender a mecânica das coisas deixo aqui uma informação útil de natureza empírica. A gestão estratégica dos recursos humanos resulta mesmo, e os novos gestores estão, de facto, a interpretar e implementar correctamente e com sucesso a nova estratégia do governo e a implementar políticas públicas ativas de promoção do emprego e de combate à precariedade. Só por esta informação, valeu a pena esperarem pelo professor no piano à saída da sala de aula.

Ah, que distraído que eu sou! a aula de hoje não era sobre gestão estratégica de recursos humanos, era sobre "Stand-up Comedy", uma competência ainda mais importante para os governantes socialistas. Deixo a correcção juntamente com as minhas desculpas por qualquer coisinha. Boa praia.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 15:43
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The five minute MBA para ministros das Finanças socialistas (2)

A segunda aula do MBA rápido dirigido aos jovens socialistas que pretendem vir a assumir a pasta da Finanças em governos socialistas, desenvolvido em parceria entre a Universidade de Harvard e a Universidade de Verão do Partido Socialista, é em horário nocturno, para não perturbar o dia de praia dos governantes socialistas.

Hoje vamos falar sobre "Privatizações", um tema ainda mais apaixonante e mais complexo do que o de ontem. As privatizações são, simultaneamente, uma ameaça para a coligação, que incorporou vários partidos, e mesmo vários membros do partido do governo, com alergias declaradas ao tema, e uma oportunidade formidável de proporcionar bons negócios a bons amigos que são amigos do seu amigo. Uma ambiguidade de interesses que só pode ser resolvida com grande flexibilidade ética e política, que vamos procurar ensinar aqui.

O caso de estudo de hoje é a solução para o problema:

  • Qual é o modo mais eficaz de reduzir o valor de um banco a zero, para o poder vender a amigos ao preço da uva mijona?

A resposta certa é uma solução mais do que testada e comprovada:

  • É pôr a correr o boato que o banco vai ser liquidado.

Quem chegou aqui tem nota positiva, e pode ir para a discoteca festejar mais este sucesso académico, tendo em atenção que amanhã é dia de praia e as olheiras ficam sempre mal a quem quer parecer bonito. Mas, dada a riqueza do tema, há uma pergunta adicional para os alunos que queiram ter acesso à nota máxima:

Ah, pois, nestas perguntas inesperadas é que se distinguem os bons alunos dos alunos excepcionais, os que continuavam a ir para a escola em Julho, quando os outros já estavam de férias há muito tempo a ouvir o relato do Portugal-Coreia do Norte! A resposta certa é:

Para os que apreciam as tecnicalidades, vale a pena reflectir um pouco sobre os pontos fortes e as dificuldades da solução do anúncio pelo próprio primeiro-ministro.

O ponto mais forte é a credibilidade, porque toda a gente sabe que os primeiros-ministros socialistas são credíveis, se não no conteúdo, pelo menos na forma: derivado à introspecção, é suposto um primeiro-ministro conhecer as decisões tomadas pela própria pessoa do primeiro-ministro.

A maior dificuldade é convencer o primeiro-ministro a dizer o que alguns analistas neoliberais podem interpretar como uma machadada irremediável na reputação de um banco e, portanto, na viabilidade da sua continuação em operação, justamente o objectivo de quem pretende reduzir a zero o valor do banco para o poder vender aos amigos ao preço da uva mijona. O problema acaba por ser circunstancialmente menos complexo de resolver do que parece, porque os primeiros-ministros socialistas são geralmente vaidosos e palavrosos, e incapazes de compreender o alcance do que lhes dizem para dizer, de modo que é fácil convencê-los a dizer coisas, desde que se lhes diga que é bom para eles e ameaçador para os inimigos, por exemplo, os neoliberais de Bruxelas, dizê-las.

Por hoje é tudo, e peço-vos desculpa por ter sido uma aula mais complexa do que é habitual, mas o ensino elitista de uma Universidade que pretende formar os melhores dos melhores socialistas assim o exige. Continuem a seguir-me e um dia poderão vir a ser excelentes governantes socialistas. Ide em paz.

 

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 01:24
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Terça-feira, 19 de Julho de 2016

The five minute MBA para ministros das Finanças socialistas

Hoje vou iniciar no Gremlin Literário uma formação dirigida aos jovens socialistas que, mais tarde ou mais cedo, serão chamados a retribuir à Pátria aquilo que a Pátria lhes deu assegurando a pasta das Finanças em governos socialistas, desenvolvida numa colaboração entre a Universidade de Harvard e a Universidade de Verão do Partido Socialista.

O tema da lição de hoje é a boa execução orçamental em linha com o programado:

  • Como é que se consegue cumprir um orçamento ambicioso que reduz o financiamento ao mesmo tempo que aumenta os custos?

A resposta certa é:

Para os mais interessados em tecnicalidades, esta boa prática da gestão financeira socialista é desaconselhada no sector privado porque, além de promover a ruína da economia pela dependência generalizada das empresas da banca, não para financiar o investimento, o crescimento e a criação de emprego, mas para irem evitando, enquanto conseguem obter crédito, rupturas de tesouraria que se podem propagar em cadeia às empresas a quem as que entram em ruptura de tesouraria deixam, por sua vez, de pagar, a contabilidade rege-se por critérios económicos para a determinação do momento de contabilização dos custos, ou seja, reconhece-os no momento em que os produtos e serviços são consumidos ou, simplificando, as facturas são contabilizadas quando são recebidas dos fornecedores, e não quando lhes são pagas.

Já no sector público, a promoção da ruína da economia pelo atraso nos pagamentos funciona do mesmo modo que no privado, até amplificada pela escala da intervenção do Estado na economia, mas oferece interessantes possibilidades de gestão orçamental aos gestores socialistas, porque a contabilidade pública obedece a critérios de tesouraria e os custos só são reconhecidos quando são pagos aos fornecedores, o que permite gerir em linha com o orçamento mesmo gastando mais, ou apresentar orçamentos inexequíveis mas simular que são executados rigorosamente até a marosca ser descoberta.

Para não cansarem muito as cabecinhas socialistas, hoje fico por aqui.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 09:24
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