Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

Uma pós-verdade pela manhã, a boa ideia da mamã

2017-02-22 Público offshores.jpg

Anda chateado porque não lhe largam a perna por causa de umas falcatruas que foi apanhado a fazer e umas mentiras que foi apanhado a contar para tentar sair por cima das falcatruas? Não consegue decretar o fim da escandaleira, nem mobilizando a lavandaria parlamentar de esquerda, nem com a ajuda prestável e diligente do presidente? Tem receio que, mais dia, menos dia, e depois de já ter havido saídas, acabe mesmo por lhe calhar a vez de ir para o olho da rua?

As suas preocupações acabaram!

Está na hora pôr a render o facto de estar no governo e ter a informação na mão para fazer política partidária, vasculhar os arquivos do ministério à procura de umas falhas estatísticas, chamar os jornalistas do Público, os jornalistas do Público são uns fofos para estas coisas, e encenar uma gigantesca operação de fuga aos impostos de dimensão bíblica orquestrada e tolerada pelo governo anterior.

Chama-se pós-verdade, e é muito boa para deviar as atenções da escandaleira, até porque há muita e boa gente que vai ser tentada a acreditar sem tentar ou ter a capacidade de perceber se os factos sustentam mesmo as conclusões que lhes sugerem que retirem deles. E é o modus operandi dos vigaristas que nos governam, e uma benção quando estão aflitos.

 

Adenda número um: Se qualquer atrasado mental, incluindo muitos jornalistas do Público e alguns Nicolaus do Expresso, e também os meus amigos que acreditaram, consegue perceber que os factos que ontem o ministro das finanças encomendou ao Público que revelasse para desviar as atenções dos seus SMS significam ilegalidades e fugas ao fisco de proporções bíblicas que colocam em causa a sustentabilidade das finanças públicas e o dinheiro dos contribuintes, o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, que não é um atrasado mental qualquer e não tem essa capacidade de perceber, não está sequer a perceber o alcance das revelações?

Adenda número dois: tal como era esperado, e se podia apostar um olho contra um rebuçado, o trafulha-mor das Índias que encomendou a notícia usou a encomenda para fazer um dos seus números habituais no parlamento, o verdadeiro objectivo desta pós-verdade. O António Costa nunca frustra as expectativas que se depositam nele.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 01:25
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