Quinta-feira, 15 de Setembro de 2016

Vamos caçar Pokemons? Outra vez?

Ontem ao serão decidimos seguir a sugestão construtiva do primeiro-ministro António Costa de caçarmos Pokemons em vez de procurarmos o Diabo, e acabámos por ter um serão agradável e produtivo, caçando dois Pokemons. E avistando o Diabo.

Mas, neoliberais insensíveis que somos, nem neste jogo de salão conseguimos resistir à tentação de acabar o serão a falar de dinheiro, porque toda a gente sabe que os neoliberais só se interessam por dinheiro, empresas e números, e não sentem nenhum interesse pelas pessoas que, como todos os socialistas sabem desde o tempo do António Guterres, não são números, são pessoas. Hoje vamos fazer mais uma caçada de Pokemons mas vamos ser sensíveis e vamos procurar um Pokemon humano e fofinho, uma pessoa. A minha proposta é procurar o Pokemon que passou directamente do jardim de infância para a assessoria parlamentar, e depois para parlamentar a sério. Boa? Vamos lá!

O problema é que não é fácil encontrá-lo. Felizmente temos uma pista que conseguimos através da educadora de infância que foi responsável pela sua educação pré-parlamentar. A senhora deu às crianças umas noções de Economia, muito por alto para não lhes queimar os neurónios e não fazer delas alunos infelizes, e, quando lhes explicou a Teoria da Firma, disse-lhes que as fábricas servem para produzir coisas. Munidos desta preciosa informação, e sabendo que estamos à procura de um Pokemon que tem um domínio superior da ciência económica, a pesquisa tornou-se mais fácil.

E pronto!

Encontrámos o nosso Pokemon de hoje, a deputada Mariana Mortágua que, para sossegar os agentes económicos relativamente a não verem a sua competitividade externa afectada pelo novo imposto sobre o imobiliário de luxo, isentou de imediato do novo imposto o "...património que serve para fins produtivos, seja empresas que têm prédios ou fábricas que serve para produzir coisas...". Se a professora nos tivesse avisado que ela era muito atenta nas aulas de Economia mas menos atenta à concordância entre o sujeito e o predicado, ainda teria sido mais fácil encontrar. Mas assim foi um bom desafio e ficamos com a satisfação de o ter cumprido.

O Diabo é que é gente com este conhecimento profundo das coisas da economia real que anda a produzir as coisas que o governo socialista legisla e os comunistas se conformam a dizer que sim, desde que deixem a CGTP brincar com a economia. Vamos bem encaminhados, vamos...

Ah! E a fotografia de abertura? É para ilustrar que, se as fábricas, genericamente, servem para produzir coisas, as das Caldas, especificamente, também servem para produzir coisos.

 

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 23:56
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