Sábado, 13 de Outubro de 2012

O leal conselheiro

 

"As most of you know our company, Westgate Resorts, has continued to succeed in spite of a very dismal economy. There is no question that the economy has changed for the worse and we have not seen any improvement over the past four years. In spite of all of the challenges we have faced, the good news is this: The economy doesn’t currently pose a threat to your job. What does threaten your job however, is another 4 years of the same Presidential administration. Of course, as your employer, I can’t tell you whom to vote for, and I certainly wouldn’t interfere with your right to vote for whomever you choose. In fact, I encourage you to vote for whomever you think will serve your interests the best."

Este tipo acha que mais quatro anos de Obama não darão saúde à economia em geral e à empresa dele em particular. E di-lo num e-mail a todos os trabalhadores da empresa.

 

Escândalo: o título da notícia é "Multimilionário ameaça despedimentos se Obama ganhar". No texto, entre outros detalhes, informa-se que David Seagal vive numa casa com quase 3 hectares, inspirada em Versalhes (vê-se pela fotografia que Versalhes fica realmente muito longe da Florida, a casa nem com Vaux-le-Vicomte compete). Mas a informação é útil: um tipo que vive numa casa deste tamanho só pode ser um patife. E o patife leva o desplante a pontos de tentar influenciar o voto dos seus trabalhadores - maldito cacique.

 

Sucede que acho que Obama é, no Olimpo da política mundial, uma espécie de casamento gay entre Hermes, deus dos oradores, e Éolo, deus dos ventos. Falas bem mas fazes tudo o resto mal, Obama. E mesmo que o outro candidato já tenha o seu pé de meia de deslizes, se eu fosse Americano não hesitava.

 

E ainda que não me passasse pela cabeça escrever aos trabalhadores a confiar-lhes as minhas opiniões políticas, confesso não perceber por que razão é moralmente censurável fazê-lo: o voto não é secreto? os trabalhadores têm uma cabecinha tão fraquinha que a opinião do patrão, do padre, do polícia e do presidente da câmara - conta muito? tentar influenciar não é o que todos fazemos, até este ignoto escriba?

 

Histórias de gringos, é o que é. Nós cá não temos disso; nem casas à moda de Versalhes.

 

publicado por José Meireles Graça às 00:09
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012

As curvas traiçoeiras

Henrique Raposo dá aqui duas novidades: uma a de que "o governo de Varsóvia criou uma espécie de zona franca para o investimento estrangeiro"; outra a de que as mulheres na Polónia, ao contrário das Portuguesas, não têm curvas abaixo do umbigo.

 

Infelizmente, nunca conheci nenhuma polaca. O mais perto que andei daquelas paragens foi travar-me de amizade com duas estonianas, ainda no tempo do fássismo, num parque de campismo, mas sem aprofundar a amizade a ponto de conferir detalhes anatómicos íntimos, digo-o com algum acanhamento e tristeza.

 

De resto, o défice nas curvas daquelas partes, apresentado como um defeito, deixa-me um tanto confuso, por uma barriguinha chata me parecer outrossim uma vantagem. A menos que Henrique se refira a outras curvas, caso em que, para formular um juízo abalizado, me daria jeito saber quais seriam elas; que ele há por ali, efectivamente, algumas.

 

Bom, a natureza do assunto ter-me-á porventura empolgado, porque sobre o que me queria mesmo pronunciar era sobre a zona franca. E sobre isso (estou num dia raro de não concordar com Henrique Raposo) a mim parece-me muito mal a criação de regimes excepcionais para investidores  estrangeiros, mesmo que a iniciativa pudesse ter sucesso e vantagens. Por que razão há-de um investidor estrangeiro ter benefícios que são negados aos nacionais?

 

Defenda Henrique a criação de zonas francas, com vantagens fiscais, laborais, regulamentares, o diabo - de acordo. Que a elas afluam muitos estrangeiros, porque têm recursos, e poucos nacionais, porque não há crédito e estão tesos - paciência.

 

Mas já somos uma colónia governada por Frankfurt. Conviria que não tivéssemos ainda que aturar regedores.

publicado por José Meireles Graça às 03:29
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

O público do Bloco de Esquerda

 

 

«As reduções consecutivas de jornalistas do "Público" têm efeitos na qualidade do jornal. E os leitores sentem isso e deixam de o comprarConsidera Daniel Oliveira.

 

E eu pergunto-me se os leitores não terão sentido a presença desproporcionada do Bloco de Esquerda na redacção do Público, com efeitos na qualidade do jornal, levando a que deixassem de o comprar.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 01:56
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

Madame la Chef de Famille.

Decorrerá amanhã, no salão nobre da Assembleia da República, uma homenagem a Catarina Beatriz Ângelo. Uma senhora a quem nós, outras senhoras, muito devemos.

 

E graças a uma outra grande senhora - a minha amiga Joana Vasconcelos- e ao seu post no saudoso ETGM que transcrevo, aqui fica o porquê desta homenagem:

 

Ana de Castro Osório e Carolina Beatriz Ângelo, 28 de Maio de 1911 (foto de Joshua Benoliel)

 

Foi a 28 de Maio de 1911. Faz hoje 100 anos.


Carolina Beatriz Ângelo (1877−1911) dirigiu-se à Assembleia Eleitoral de Arroios, instalada no Clube Estefânia, em Lisboa, para votar nas eleições para a Assembleia Constituinte.


Semanas antes, requerera na Comissão de Recenseamento do Bairro onde residia a sua inclusão nos cadernos eleitorais, alegando preencher todas as condições especificadas no artigo 5.º do Decreto com força de Lei de 14 de Março de 1911*: tinha mais de 21 anos, sabia ler e escrever e era “chefe de família”pois, viúva há mais de um ano, provia ao seu sustento e ao da sua filha de oito anos com o seu trabalho como médica (fora a primeira mulher cirurgiã a exercer em Portugal). Perante a recusa de tal pretensão pelo Ministro do Interior, António José de Almeida, recorreu do correspondente despacho para o tribunal. Por sentença proferida a 28 de Abril, o juiz da 1ª Vara Cível de Lisboa, João Baptista de Castro, pai de Ana de Castro Osório (activista dos direitos das mulheres e presidente da Liga das Sufragistas Portuguesas), deu provimento ao pedido da médica e mandou incluí-la nos cadernos eleitorais, considerando que excluir a mulher “de ser eleitora e ter intervenção nos assuntos políticos (…) só por ser mulher (…) é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e justiça proclamadas pelo partido republicano, porquanto desde que a reclamante tem todos os predicados para ser eleitora não pode arbitrariamente ser excluída do recenseamento eleitoral, porque onde a lei não distingue não pode o julgador distinguir”.


Apoiada na autoridade desta decisão, Carolina votou nesse dia. Foi a primeira mulher a fazê-lo em Portugal – e durante largos anos a única.

O episódio teve enorme repercussão mediática e foi entusiasticamente celebrado como uma vitória nos muitos movimentos que em Portugal e por toda a Europa lutavam pelo sufrágio feminino. Mas causou também consternação e, sobretudo, embaraço às autoridades republicanas, muito pouco favoráveis ao voto das mulheres. 


Porque a verdade é que muito embora a letra do artigo 5.º do referido Decreto com força de Lei de 14 de Março de 1911, ao conferir o direito de voto a “todos os portugueses”, aparentemente não diferenciasse homens e mulheres, a intenção do legislador fora — era sabido – bem outra: conceder tal direito apenas aos primeiros. Carolina Beatriz Ângelo, que desde os tempos de estudante militava nas organizações feministas republicanas, tendo-se dedicado muito especialmente à causa do sufrágio feminino, viu nesta incongruência da lei uma oportunidade que tratou de aproveitar.


Para evitar a repetição e, quem sabe, a multiplicação de tão lamentável episódio, o novo Código Eleitoral, aprovado pela Lei de  3 de Julho de 1913, especificava com total clareza que seriam eleitores “todos os cidadãos portugueses do sexo masculino”** — explicitamente negando o voto à mulher. Ainda que fosse letrada e/ou chefe de família.

Carolina Beatriz Ângelo não viveria, contudo, para presenciar este retrocesso na causa em que tanto se empenhara: morreu, poucos meses depois, de ataque cardíaco, a 3 de Outubro de 1911. Tinha 33 anos e a sensação de “ter vivido muito em pouco tempo”***.

 

 

* Artigo 5.º do Decreto com força de Lei de 14 de Março de 1911, estabelecendo as regras a observar na eleição dos deputados à Assembleia Constituinte: “São eleitores todos os portugueses maiores de vinte e um annos á data de 1 de maio do anno corrente, residentes em território nacional, comprehendidos em qualquer das seguintes categorias: 1.º os que souberem ler e escrever; 2.º os que forem chefes de família, entendendo-se como tal aqueles que há mais de um anno, á data do primeiro dia do recenseamento, viverem em commum com qualquer ascendente, descendente, tio, irmão ou sobrinho, ou com a sua mulher, e proverem aos encargos da família.” 

** Artigo 1.º da Lei n.º 3, de 3 de Julho de 1913, estabelecendo um novo Código Eleitoral: “São eleitores de cargos legislativos e administrativos todos os cidadãos portugueses do sexo masculino, maiores de 21 anos ou que completem essa idade até o termo das operações de recenseamento, que estejam no pleno gôzo dos seus direitos civis e políticos, saibam ler e escrever português e residam no território da República Portuguesa.”  

*** Carta a Ana de Castro Osório, Julho de 1911.

publicado por Ana Rita Bessa às 16:12
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Sampaio II

 

Por outro lado, seria bom que também reconhecesse que, se nos idos anos 2000 não tivesse ido no canto da sereia de que “há mais vida para além do deficit”, certamente que, hoje, não teríamos a "austeridade excessiva" que pode"prejudicar terrivelmente a democracia".

publicado por Diogo Duarte Campos às 16:09
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Sampaio

Depois de nos ter ensinado que “há mais vida para além do deficit”, não é que nos ver agora vender que "austeridade excessiva" pode "prejudicar terrivelmente a democracia"!

 

E pentear macacos, sabe?

publicado por Diogo Duarte Campos às 16:05
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A visita importuna

 

 

Não tenho pretensões a conhecer com rigor o estado da opinião pública grega, menos ainda o que possa ser definido como alma grega. Sei o que toda a gente sabe: que estão mergulhados numa espiral recessiva (o PIB já caiu, lê-se, mais de 22%, o desemprego jovem vai em 55%), fazem as manchetes dos jornais com o folclore das manifestações e as jigas-jogas das eleições inconclusivas, odeiam a Alemanha mas amam o Euro, e têm sido pouco respeitadores dos acordos sucessivos que vão fazendo.

 

Não que o serem muito respeitadores fizesse muita diferença. Agora que o FMI começa a achar, oops, que afinal o efeito recessivo, inevitável, não é o mesmo indo pelo corte na despesa pública ou na privada via aumento de impostos, e que os ajustamentos precisam de tempo, Ângela resolveu ir a Atenas para, nas palavras dela, "compreender a situação no terreno. Ver a situação de perto leva a uma melhor compreensão."

 

Deixa ver se eu percebo: Ângela quer o que todos os políticos em democracia querem - ganhar eleições. E assim, para preservar o seu Euro, que é outro nome do Marco, nem interessa saber ao certo se achava ou não achava que o programa castigador da Troika ia correr mal, o que conta é o que disso pensava a opinião pública alemã.

 

Ora, os Alemães trabalham duramente de segunda à sexta, emborracham-se ao sábado, e apertaram o cinto quando outros o alargavam. Fabricam máquinas como ninguém, e respeitam as regras do dia - todas as regras, seja os standards de qualidade da Mercedes ou as da Democracia ou do Estado Nazi. Não estão dispostos a sustentar quem se rege por outros padrões, e pelo que me diz respeito não vejo neste particular por que razão haveriam de pensar de outra maneira.

 

Eu sei: a cornucópia dos milhões da UE regressou à Alemanha sob a forma de importações dos países com Sol e empréstimos que vão sendo pagos a peso de ouro, os mercadozinhos dos países pobretas dão jeito à indústria alemã, a Alemanha financia-se a uma fracção do preço que pagam os aflitos e há, parece, razões geoestratégicas, entre outras, para não pôr a Grécia pela porta fora.

 

Isto eu compreendo. Já não compreendo o fetiche do Euro: mesmo que a cotação do dracma fosse ao kilo, não haveria razões para a indústria exportadora grega não respirar saúde, o turismo estar florescente, e as importações se contrairem naturalmente, abrindo espaço para produção local - precisamente o que a Grécia necessita.

 

Mas cada Povo gosta do que gosta e quer o que quer. Os Gregos não gostam da Senhora Merkel e apreciariam que ela, as suas enxúndias acervejadas, e as suas toilettes desengraçadas, se deixassem estar pelas frias terras onde apreciam o género.

 

E isso eu não tenho dificuldade em compreender.

 

publicado por José Meireles Graça às 15:31
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012

O especialista

 

 

O doente tem uma doença gravíssima, mas sobre a natureza do mal as opiniões médicas dividem-se e o corpo não está a reagir bem aos tratamentos, na opinião de alguns por serem apenas sintomáticos: as chagas progridem, há agora escaras, nos membros inferiores um princípio de gangrena, na cabeça uma fractura exposta que se recusa a cicatrizar.

 

Diz o chefe da junta médica que a radiação produzirá ainda bastantes estragos, antes de a doença ser vencida e a recuperação se começar a notar.

 

Uma sumidade veio à cabeceira e, feitos os exames da praxe, declarou com voz cava: as escaras dão muito mau dormir, essas feridas estão a supurar, confirmo que o doente o está efectivamente, e com gravidade; ficam os meus ilustres colegas prevenidos, não se me venha dizer que não avisei.

 

Feita a declaração, retirou-se com dignidade, deixando os facultativos a entreolharem-se, cabisbaixos.

 

O Senhor Professor é um clínico muitíssimo distinto, nem era preciso mais esta concludente prova.

 

publicado por José Meireles Graça às 21:34
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Domingo, 7 de Outubro de 2012

Os engenheiros do IVA

E para barbas de milho e raspas de madeira, nada? E já que estais com a mão na massa, ó engenheiros do IVA (impostos variavelmente anormais), porque não diferenciar slips de cuecas, suspensórios de cintos, chapéus de bonés e luvas de mitenes?

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publicado por José Meireles Graça às 19:13
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O corte geracional de Passos

Nunca como nos últimos tempos uma geração tem sido tão atacada como a actual: ora parece que as pessoas com menos de 30 anos não podem estar no Governo, ora são as afirmações de que faltam cabelos brancos ao Governo.

 

Não deixa porém, de ser curioso este ataque: quer por quem ataca quer por quem é atado.

 

Em primeiro lugar, embora não seja o essencial, parece um absoluto paradoxo dizer-se, ao mesmo tempo, que a geração actual é a mais qualificada, mas que não pode assumir responsabilidade. Parece que só se é qualificado para o que dá jeito. Isto do lado dos atacados; quando do lado de quem ataca, muitos começaram a assumir bem cedo responsabilidades governativas! Enfim, a falta de memória é terrível.

 

Mas, como disse, o problema maior não é esse: esta Geração - que terá começado a trabalhar no início dos anos 2000 - nunca soube o que era trabalhar em prosperidade. Foi sempre em crise. Sempre, pelo menos em larga medida, por causa do Estado. Do Estado comandado e governado por aqueles que, hoje, com cabelos brancos, nos trouxeram até aqui. Esta é a geração que não tem emprego e não terá reforma, em muito, por causa daqueles que, hoje, com cabelos brancos, desde os tempos de Cavaco, passando pelos de Guterres e terminando nos tempos de Sócrates, nos trouxeram até aqui. Pior. Que nos trouxeram até aqui e não estão dispostos a abdicar de nada, seja de reformas pelo exercício de poderes públicos totalmente injustificadas, seja de subsídios e diminuições do valor nominal das mesmas, apesar de ser certo e sabido que tais reformas recalculadas nos termos actuais jamais teriam o valor que têm hoje. Dizem que é em defesa dos direitos adquiridos… Curiosamente, adquiridos apenas por uma Geração.

 

Mas o ataque é ainda mais grave por uma segunda razão. Como sempre, problema principal, estou em crer, é de poder. Há uma geração, iniciada no pós 25 de Abril, que não quer abrir mão do poder. Não quer deixar outros entrarem. No fundo, acha-se com um direito natural a ser Governante. Ontem, porque não havia mais ninguém, hoje, porque têm muita experiência.

 

E, embora tal facto tenha passado relativamente despercebido, Passos Coelho realizou o maior corte geracional de que há memória. Com excepção de Catroga, todos os que, ontem, foram derrotados dentro do PSD, hoje, também não foram chamados para nada. Nem para a Caixa Geral dos Depósitos, nem para Presidente da Assembleia da República, nem para Ministro ou representante de instituições internacionais. Nada.

 

Tendo isto em mente, confesso, leio as declarações dos últimos dias de forma diferente.

publicado por Diogo Duarte Campos às 16:11
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