Terça-feira, 23 de Abril de 2013

Jornalismo de Sarjeta

O Público, ou melhor, o jornalista Victor Ferreira, resolveu que merecia destaque o facto de o novo Secretário de Estado da Administração Interna ser oriundo do mesmo Distrito do qual é natural o respectivo Ministro (Braga, no caso concreto).

 

Não se diz, mas fica no ar, que se Miguel Macedo não fosse de Braga Fernando Alexandre talvez não tivesse sido nomeado (apesar de ter carreia académica e profissional mais do que suficiente). Não se diz, mas fico no ar, que houve algum género de favorecimento por serem do mesmo Distrito.

 

Pois claro, ó Senhor Victor Ferreira, qualquer Secretário de Estado que não seja da aldeia Lisboeta merece que se destaque o seu nascimento, não é? Percebo-o bem, há que desconfiar, não é? Ora deixa lá ver porque foi o gajo (o Ministro, perceba-se) buscar alguém de fora? Isto é estranho…

 

Já lhe ocorreu, Senhor Victor Ferreira, que os outros oito milhões de Portugueses que não vivem na aldeia Lisboeta em geral não têm lepra e até podem ter uma quantas qualidades.

publicado por Diogo Duarte Campos às 00:54
link do post | comentar
Domingo, 21 de Abril de 2013

O “inciucio”

 

Giorgio Napolitano foi reeleito presidente da Itália. Foi o candidato de recurso eleito à 4ª votação. Aos 87 anos inicia um mandato de 7. A proveta idade de Napolitano não é o defeito. O defeito é o facto de contarem com ele, Berlusconi e Bersani, para garantir o status quo de dominância do PD e do PDL.


Bersani demitiu-se de secretário-geral do PD depois de os seus dois primeiros candidatos a presidente não terem obtido a votação mínima por não terem sido apoiados por todos os deputados e senadores do seu partido. Berlusconi apoiou o primeiro candidato, Marini, mas não apoiou o segundo, Prodi, mas saiu a ganhar pois com Napolitano é garantido o mínimo de protecção para as suas desventuras judiciais.


Se houvesse eleições a breve termo, os vitoriosos seriam Berlusconi e Grillo. Grillo tem aumentado a sua base de apoio e o que aconteceu agora na eleição do presidente veio reforçar a correcção da sua estratégia de não apoiar o PD na formação de um governo, obrigando o PD a socorrer-se de Berlusconi para a formação de um governo que permita empurrar a ameaça eleitoral para o mais longe possível.


Resumo de 3 meses de crise política, 400 milhões de euros em processo eleitoral e atrasos custosos nas reformas indispensáveis? Os italianos têm a mesma liderança de antes das eleições. É mesmo caso para dizer: “che cazzo!”.


"Inciucio": Traduziria para "cambalacho, termo brasileiro que me parece mais próximo, mas o significado em italiano vai além e significa algo como uma reunião de famigerados com o fim de obterem o máximo benefício ilegítimo sem olharem a custos para terceiros.

 

publicado por João Pereira da Silva às 10:27
link do post | comentar
Sábado, 20 de Abril de 2013

O amigo intrometido

É normal que um país que tem partes do seu território onde se aplica a pena de morte, um sistema penal bárbaro, prisões que são rotineiramente retratadas via livros, documentários, ficção, testemunhos, como antros de sodomia e violência; em que uma estrutura burocrática e secreta decide assassinatos selectivos via drones sem outro escrutínio que não seja a benção de Santo Obama:

 

Faça anualmente relatórios sobre direitos humanos em que o Ministro dos Negócios Estrangeiros (que os locais designam como Secretário de Estado) verbera comportamentos das instituições de países aliados e amigos?

 

E nos quais "aponta a Portugal a existência de abuso de força policial, prisões preventivas demasiado longas, violência contra mulheres e crianças e más condições nos estabelecimentos prisionais"?

 

Sem nenhuma reacção das autoridades, jornalistas, opinião pública, que encaram como normal esta ingerência?

 

É.

publicado por José Meireles Graça às 22:56
link do post | comentar
Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

O Galahad da Saúde

Detesto tanto este tipo, mas tanto, que se houver, nas próximas eleições, qualquer sugestão de que venha a fazer parte do governo, ou, por maioria de razão, se figurar em qualquer lista, vou à praia ou trabalhar no meu quintal. A menos que se mude para o PS, que era onde estaria melhor.

 

Que diz o Savonarola desta vez? Diz isto: "Fernando Leal da Costa não esconde a vontade de proibir totalmente o fumo em espaços públicos, mas reconhece que é necessário dar alguns anos, para que restaurantes e cafés que fizeram investimentos para criar espaços para fumadores possam adaptar-se a essa realidade".

 

Ó Fernando do catano, de onde te vem a legitimidade para decidires o que cada proprietário de restaurante pode estabelecer como orientação da sua casa? Já, com a alegre companhia dos teus colegas médicos, e, suponho, da maioria da população, fizeste passar a ideia de que o apartheid americano, e por imitação do resto do Mundo, entre gente pura, de um lado, e viciados, do outro, era uma boa razão para decidires investimentos compulsivos de terceiros. E agora, meu aldrabão, que se gastaram milhões para sossegar as tuas manias, e as das pessoas que não suportam o cheiro do tabaco mas cheiram elas próprias a chulé, não te chega - há que deitar fora o investimento feito, que era só para moderninho e a ASAE verem.

 

Depois, esse paleio equívoco de dizeres "público" e a seguir falares de restaurantes sabe-se ao que conduz: amanhã não são os restaurantes, são também as esplanadas, os jardins, as praias, qualquer sítio que seja público e onde o teu sensível e proeminente nariz detete algum remoto cheiro do vício indesculpável. E a seguir vêm as casas privadas, não vá haver dentro delas um fumador passivo que precise do cavaleiro andante do fascismo sanitário.

 

Sabes que mais, Leal? Se eu fosse um proibicionista e tivesse poder, ilegalizava foguetes e caras feias, por me fazerem, respectivamente, mal aos ouvidos e aos olhos. E não poderias circular, nem os meus vizinhos atroarem os ares por ocasião da festa de Santo António, na Rua da Arcela.

 

Mas não, deixo os vizinhos em paz; e circula à vontade, que não farei mais do que mudar de passeio se te vislumbrar o focinho repelente.

publicado por José Meireles Graça às 23:08
link do post | comentar

Um sobre-endividado é um escravo da sua dívida.

Ora contemplem o mapa abaixo que mostra as previsões de crescimento mundiais para 2013 a partir do último relatório do FMI. Reparem como o  mundo desenvolvido europeu e norte americano, inclusive os país do G7, tem crescimento previsto de menos que zero, a um por cento.

 

Os crescimentistas argumentam que a escolha da austeridade implica o baixo cresimento e que a folha de Excel em que Rogoff e Reinhardt cometeram erros é responsável por aquela escolha pois serviu de fundamento a decisões políticas favoráveis à redução de gastos dos estado e a aumentos de imposto. O erro está explicado aqui e a resposta de Rogoff-Reinhardt aqui.


Vejamos o senso comum:  um estado endividado quanto mais paga de serviço de dívida, menos tem disponível para políticas de crescimento, apoios sociais e fomento económico. Quando dispõe de moeda própria pode imprimir dinheiro, desvalorizar a dívida, subir a inflacção, baixar salários reais e aumentá-los nominalmente, de facto empobrecendo os cidadãos, enquanto alguns se convencem que são mais ricos por ganharem 120 em vez de 100. Evidentemente que com os novos 120 apenas compram 80% do que compravam com os anteriores 100, mas há alguns que pensam que a emissão de moeda para financiar défices é vantajosa. Nada a fazer nestes casos patológicos.

 

A Zona Euro, enquanto quiser uma moeda única em que entre a Alemanha, não pode emitir moeda e desvalorizar o câmbio como gostariam os países a Sul, em graves dificuldades por acumulação de défices excessivos e dívidas públicas e privadas demasiado caras e insutentáveis.

 

Os EUA têm uma dívida astronómica de 17 triliões de dólares e esta continua a subir. Vejam aqui a impressionante progressão. O Quantitative Easing (emissão de moeda) é usado sem parcimónia e os EUA continuam a crescer pouco. Até quando crescerão pouco e quando começarão políticas restritivas? Provavelmente muito em breve.

 

A austeridade é uma opção? Que capricho, levará os governos de economias que têm graves problemas de competitividade com os países emergentes, matérias primas cada vez mais caras, graves dificuldades populacionais com os sistemas de segurança social, gastos tremendos com estados sociais e, genericamente, estruturas de custos de produção muito mais caras que os países competidores, a escolher a redução de gastos e o aumento de impostos? Porque não se faz diferente? Há como? Nem os mais imaginativos dos crescimentistas são capazes de propor alternativas. Limitam-se a apontar erros no Excel,a dizer que a austeridade é mázinha e que o Estado Social não pode ser sacrificado.  

 

Para Paul Krugman que faz 365 artigos por ano, apenas no New York Times, a solução é única e sempre a mesma: imprimir mais dinheiro o que significa apenas, empobrecimento por via da inflação.  

 

 

publicado por João Pereira da Silva às 09:20
link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

A realidá

Guilherme Silva é um político prudente que não diz normalmente nada que não seja previsível. E já o ouvi reiteradas vezes defender a democracia mitigada da Madeira e as tropelias do sátrapa soft local. Fosse eu um indignado anti-políticos, e verberaria este perfil como um exemplo acabado daquilo de que o nosso País não precisa.

 

Mas não, o País e a Democracia precisam, a meu ver, de políticos previsíveis e "normais". Políticos de excepção, como a baronesa Thatcher, Gandhi, Salazar ou Stalin, distinguem-se pela marca que deixam na vida de contemporâneos e vindouros, mas nem há abundância deles nem essa marca é sempre recomendável. E está por inventar o sistema que garanta que a classe política é constituída por intelectuais brilhantes, desprendidos dos bens materiais e portadores de uma lucidez que falha aos outros cidadãos, a que juntam um par de asas nas costas.

 

Pois o bom do dr. Guilherme Silva lembrou ontem na Sic-N, a respeito da austeridade, dos cortes brutais que aí vêm, do encontro entre o PM e o dr. Seguro, e do que este último declarou na sequência desse encontro, que o Sr. Hollande está adoptando para a França não apenas o contrário do que na campanha eleitoral prometeu, mas também algo que já está a ter efeitos recessivos, que se vão presumivelmente aprofundar.

 

Isto disse, ou coisa parecida com isto - cito de cor. E eu, que confesso envergonhado não me ter lembrado do argumento, fiquei habilitado a esgrimi-lo contra os ingénuos que imaginam que o PS é alternativa à Situação.

 

Não é. É como dizia aquele meu amigo que já por aqui citei, a outro propósito, e que tinha um dialecto próprio: É a puta realidá.

publicado por José Meireles Graça às 15:42
link do post | comentar

Eleição do próximo Presidente Italiano

Começou hoje. Os candidatos (nomeados pelos partidos) num resumo precoce da votação são:

 

Perfil de Franco Marini: http://pt.wikipedia.org/wiki/Franco_Marini. Marini foi sugerido pelo PD de Bersani. Com essa nomeação o PD obteve o apoio de Berlusconi e pretende ter um presidente favorável ao situacionismo bersaniano e berlusconiano. Estes dois já são chamados de B&B (abreviatura de Bed and Breakfast). 

 

Perfil de Stefano Rodotà: http://it.wikipedia.org/wiki/Stefano_Rodot%C3%A0. Rodotà sugerido por Beppe Grillo, reune maior consenso junto do povo italiano e dos adversários de B&B. Mas como o povo não é chamado para a eleição do presidente e para os adversários se estão "nas tintas"...

publicado por João Pereira da Silva às 12:33
link do post | comentar
Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Quatro dúvidas cadavéricas

A família próxima está inteirada do que fazer aquando do meu infausto passamento: quero ser cremado e que, no velório, se ouçam incansavelmente três requiems - de Mozart, Verdi e o Alemão, de Brahms.


A cremação nada tem que ver com crenças religiosas ou ecológicas, mas com o medo de ser enterrado vivo: já levei algumas tampas ao bater a portas que não se abriram, mas daí não se segue que encare com equanimidade a perspectiva de bater na tampa do caixão.


A selecção musical não tem a generosa intenção de elevar postumamente os gostos musicais dos meus próximos, por bem que lhes fizesse. Muito pelo contrário, se existir um assento etéreo para onde suba, e lá se consentir não apenas a memória, mas também a possibilidade de ver o que por aqui se vai passando, sempre quero ver os olhares não puros mas furibundos dos amigos do defunto, rosnando: o puto do caixa-de-óculos até mesmo depois de morto continua a ser um chato do c.


Estas considerações melancólicas foram despertadas por esta notícia: Médicos aprovam novos critérios que facilitam colheita de órgãos.

 

Num dos consulados de Cavaco, saiu uma lei que estatuía que o de cujus que não declarasse expressamente, perante não sei já quem, que não era dador de orgãos, doava o seu corpo ao Estado, para efeitos de este lhe retirar o que desse jeito, segundo a opinião dos senhores médicos, para consertar outros corpos ainda viventes.

 

A ideia de que o meu coração, ou outro orgão, possa sobreviver noutro corpo, não me  aflige. Mas já me aflige uma lei oportunista e celerada, que presume, numa matéria tão pessoal, da vontade do falecido, mediante o expediente de interpretar como concordância a preguiça de preencher um impresso que ninguém sabe onde está, nem a quem entregar, em troca de um cartãozinho de não-dador.

 

A ter que existir um cartãozinho, deveria ser o de dador. E, na inexistência de cartão, e tendo em conta os outros interesses legítimos em presença, a decisão deveria ser confiada à família.

 

Comigo, a comunidade ficou a perder duplamente: tenho o tal cartão e têm-no também as minhas duas filhas, para as quais o requeri com a concordância da mãe. E é pena, porque o que estou disposto a deixar ser reduzido a cinzas não se me daria que tivesse alguma utilidade, se nisso não houvesse um intolerável abuso.

 

Os cartões estão por aí nalguma gaveta. Do assunto nunca mais ouvi falar, e o cartão de cidadão, que tem dados que não deveria ter, não tem este. O assunto, de toda a evidência, não interessa, e já faltou mais para que os bens do falecido intestado revertam para a comunidade, quer dizer para a tróica - ele haveria lá coisa mais generosa?

 

Os médicos vão agilizar o processo. E a mim ocorrem-me quatro dúvidas: sendo o Estado Português o que é, e as coisas e os médicos portugueses o que são, no caso de um acidente mortal perguntarão alguma coisa à viúva? Se perguntarem, a viúva encontrará o cartão a tempo? Se o não encontrar a tempo, e os facultativos removerem a parte cobiçada, haverá sanções? Quais e para quem?

publicado por José Meireles Graça às 17:23
link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 13 de Abril de 2013

Do sofrimento humano e da sua necessidade


A Letónia, que em 2008 iniciou um processo de ajustamento, vulgo austeridade, duríssimo, em 2013, já recuperou a economia aos níveis de 2008 e o futuro sorri. Diferença face ao nosso ajustamento, diga-se austeridade? Eles decidiram não tomar o caminho fácil de contemporizar com as falências da banca e proteger os sectores cancerígenos. Em suma, decidiram "bite the bullet" com força e aguentar um período mais curto de dor aguda e sanearam efectivamente a economia.

Em Portugal, optou-se pela via do aumento dos impostos, pela protecção de bancos falidos, pela negociação de condições de trabalho e salários com a função pública mantendo-lhe os privilégios e regime de excepção, não se reformou a administração pública e a administração local, não se privatizou o prometido, enfim, escolheu-se, ou os partidos foram incapazes de fazer diferente, uma austeridade ou ajustamento versão lusa, mansa e suave que se arrisca ser "para inglês ver" se o segundo resgate aterrar em Lisboa e for preciso um período ainda mais longo de ajustamento. 

Passados dois anos, com a deterioração profunda da situação económica, com o défice de estado ainda não controlado, com a dívida pública em níveis recordes, temos ainda pouco para mostrar de ajustamento feito. O balanço destes últimos dois anos? Ainda é cedo e não sou economista suficiente para o fazer bem, mas parece-me que ao escolhermos a versão soft cometemos o erro que pode ser fatal, de não ajustarmos o suficiente para nos conseguirmos manter no euro sem sermos mais uma região coitadinha, pobrezinha e dependente da solidariedade europeia. 

Em breve a realidade se encarregará de invalidar qualquer balanço se aterrarem de novo os senhores troikanos no Terreiro do Paço com mais medidas draconianas segundo o novo template cipriota (muito mais duro).

Leiam este artigo de Carlos Guimarães Pinto para entender melhor o que é uma má recessão. Realço o que ele diz a certa altura sobre o "sofrimento humano" que tudo isto implica. Em Portugal arriscamos ter feito sofrer muita gente, inutilmente.

publicado por João Pereira da Silva às 15:04
link do post | comentar

...

Deve ser de ter aproveitado para rever dezenas de vídeos de Thatcher: mas cada vez acredito menos nessa história do consenso, de chamar o PS, de não sei o quê com os parceiros sociais... A loucura é tanta que o Presidente de uma coisa irrelevante chamada CES parece ser transformado num D. Sebastião. Sinceramente, o que se pode negociar com a CGTP que todos os dias pede a demissão do Governo e lhe chama nomes. Depois do PS ter apresentado uma moção de censura e ter escolhido o caminho da extrema-esquerda que mais se pode consensualizar? As sistemáticas tentativas de consensos não levam a lado nenhum e impossibilitam qualquer reforma. É tempo de acção, de convicções e de clareza. E claro de confronto e rupturas. Sem medo.

publicado por Diogo Duarte Campos às 12:02
link do post | comentar

Pesquisar neste blog

 

Autores

Posts mais comentados

Últimos comentários

Marxismo Cultural o tanas:-» BOYS E GIRLS DE SOROS...
E prontos...Manuel Vilarinho Pires gastou algum do...
Que a Igreja é humana, faz parte da definição. Uma...
No vosso 'post' «Um passeio primaveril» escrevi al...
José Meireles Graça, o seu apontamento é bom, expl...

Arquivos

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Links

Tags

25 de abril

5dias

adse

ambiente

angola

antónio costa

arquitectura

austeridade

banca

banco de portugal

banif

be

bes

bloco de esquerda

blogs

brexit

carlos costa

cartão de cidadão

catarina martins

causas

cavaco silva

censura

cgd

cgtp

comentadores

cortes

crescimento

crise

cultura

daniel oliveira

deficit

desemprego

desigualdade

dívida

educação

ensino

esquerda

estado social

ética

euro

europa

férias

fernando leal da costa

fiscalidade

francisco louçã

gnr

grécia

greve

impostos

irs

itália

jornalismo

josé sócrates

justiça

lisboa

manifestação

marcelo

marcelo rebelo de sousa

mariana mortágua

mário centeno

mário nogueira

mário soares

mba

obama

oe 2017

orçamento

pacheco pereira

partido socialista

passos coelho

paulo portas

pcp

pedro passos coelho

populismo

portugal

ps

psd

público

quadratura do círculo

raquel varela

renzi

rtp

rui rio

salário mínimo

sampaio da nóvoa

saúde

sns

socialismo

socialista

sócrates

syriza

tabaco

tap

tribunal constitucional

trump

ue

união europeia

vasco pulido valente

venezuela

vital moreira

vítor gaspar

todas as tags

Gremlin Literário no facebook

blogs SAPO

subscrever feeds