Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014

Novo governo para a Itália?

Matteo Renzi e as suas hostes do Partido Democrático querem substituir imediatamente o governo de Enrico Letta do... Partido Democrático.

 

Letta está no poder desde 29 de Abril de 2013, numa coligação com o centro-direita, e a extrema esquerda, que pelo que dizem os opositores pouco, ou nada, tem conseguido fazer. 

 

A Itália está neste momento num default interno com origem no próprio estado que tem de dívidas a fornecedores, por pagar, cerca de 4% do PIB, com um prazo médio de pagamento de 170 dias. A dívida pública está acima de 133% do PIB e, apesar de existir um saldo primário positivo, na admistração pública, graças a uma pressão fiscal recorde de 54% do rendimento nacional total, não consegue reduzir a dívida. O serviço da dívida custa em juros anuais, o dobro do saldo primário positivo.

 

Reformas estruturais feitas desde 2008? Zero. A despesa pública mantém-se acima dos 50% do PIB.

 

A verdadeira definição de insustentabilidade. Percebe-se a urgência de Renzi, mas a realidade tem muita força e a italiana é especialmente complexa e difícil de mudar.  

publicado por João Pereira da Silva às 16:25
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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

Europeíces, piedades, e conclusões levezinhas

Veio de Paris (na realidade o artigo apenas diz que era uma equipa da France Culture, mas deduzo que se é coisa de Cultura e de la France deve ser de Paris, tal como em Portugal estas coisas costumam ser de Lisboa) uma jornalista "jovem e competente" que entrevistou, entre outras pessoas, Teresa de Sousa, a propósito dos 40 anos do 25 de Abril.

 

Teresa de Sousa é uma conhecida colunista cujos escritos não costumo ler para além do primeiro parágrafo, pela mesmíssima razão que, se fosse gourmet, não leria a coluna de um especialista que todas as semanas falasse do mesmo prato - no caso de Teresa é a Europa, que nos é servida nas mil formas pelas quais se deve apresentar para que a possamos engolir com geral satisfação.

 

A jornalistazinha trazia, parece, uma ideia, que outros entrevistados teriam confirmado, de que "estávamos hoje pior do que no 25 de Abril, por causa da crise" - deve ter andado a falar com gente do PCP, ou a beber gins com gente do BE.

 

Teresa inteirou a moça da vulgata que toda a gente de representação reserva para estes entreactos, a saber que não senhor, estamos muito melhor, credo!, então e os índices de desenvolvimento, e o saneamento, e a taxa de mortalidade infantil, e a escolaridade e, sobretudo, o Serviço Nacional de Saúde...

 

E concluiu, triunfante: "A crise está a empobrecer-nos de uma maneira que nunca pensaríamos possível. O Governo não respeita nada nem ninguém, quando se trata de arrecadar. A classe média está a pagar a crise praticamente sozinha e a “compressão” dos seus rendimentos é brutal. Tudo isto é verdade, mas todas as crianças vão para a escola com sapatos".

 

Que a classe média está a pagar a crise não duvido; dos sapatos só tenho algumas dúvidas por imaginar que serão antes sapatilhas; e quanto às alternativas ao que este Governo está a fazer teria algumas coisas a dizer, que todavia receio fossem muito diferentes das europeíces e piedades de Teresa - mas não é o meu assunto agora.

 

Por trás destas considerações está, fatal, o seguinte raciocínio: a democracia trouxe-nos estas coisas boas; muitas não tínhamos, ou tínhamos em menor grau, nos longínquos tempos da ditadura; e logo é à democracia que devemos estes progressos.

 

Peço licença para achar que este discurso é uma falácia: comparar materialmente o agora com o dantes para daí deduzir superioridades e inferioridades de regimes não tem qualquer sentido porque todos os países progrediram imenso nestes quarenta anos, quer sob democracias quer sob ditaduras, e o nosso também não ficaria parado ainda que a Ditadura perdurasse; e sendo indiscutível que há mais democracias do que então havia, não é certo que a maior fatia do progresso material tenha vindo delas - a Ásia, o continente que mais cresceu, não é o que mais se recomenda pelas suas credencias democráticas. Aliás, a democrática Europa, pai e mãe do que melhor e pior a humanidade já produziu em termos de ideias políticas, está, relativa e inexoravelmente, a atrasar-se em relação ao resto do Mundo. Fosse eu apreciador de ideias simplistas, e cultivasse confusões entre correlações e causas, e diria que era por motivo da Democracia - mas não digo, nem penso.

 

O que eu penso é que para ser democrata não é preciso este massacre memorialista sobre os meninos do pé-descalço: Não houve até agora um só dia em que o nosso País progredisse mais do que o fez em qualquer dos dias da década de sessenta, apesar da chuva dos milhões com que desde 1986 nos aspergiram; nem as contas estão feitas sobre quanto nos vai custar em retrocesso e abrandamento aquela parte do progresso que foi feita a crédito; nem as pessoas que, como Teresa de Sousa e eu, têm mais de cinquenta anos, deveriam ter necessidade de esquecer, ou falsificar, os números do passado, para encher a boca com os imaginários triunfos do presente.

 

Teresa diz o que quer; eu também. E isso, que não conta para o PIB, é o que merecia ser comemorado no 40º aniversário. O resto não.

publicado por José Meireles Graça às 15:58
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Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014

Sete obstinadas colinas

 

 

Aviso já que não vale a pena ler a notícia inteira: o título* chega perfeitamente. O resto, para quem tenha curiosidade, mostra a promiscuidade e as trapalhadas entre o Estado e as empresas predilectas do regime quando se desperdiçam dinheiros públicos à boleia de "conceitos" importados e absurdos.

 

Neste caso, importa perceber uma ideia simples: Lisboa (como o Porto e a maior parte das cidades portuguesas), pela sua topografia e salvo áreas muito reduzidas, não se presta a bicicletas. E nem pela cabeça de um robalo passa a ambição de ver os lisboetas, aplacados por operações de "mudança de mentalidades", exercer felizes a sua "sensibilização" de ladeira acima - transpirando a "sustentabilidade" do planeta e a bazófia dos figurões que vivem à conta deles.

 

A moda das ciclovias, com os respectivos adornos, serve para perfumar um caixote de lixo. Feito de incompetência, abuso, descaramento e muita propaganda. Assim que se rasga a superfície, vê-se o que não gostamos.

 

__________

 

* "Ponte ciclável e pedonal sobre a Segunda Circular vai servir para quê?"

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 20:14
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Sábado, 8 de Fevereiro de 2014

Organização das Nações Intrometidas

A ONU é uma organização onde cinco países têm, em certas matérias, direito de veto; e onde a maioria dos países membros tem regimes não-democráticos.

 

Há boas razões históricas e práticas para o direito de veto - se não existisse, a ONU não teria possivelmente nascido, e, se tivesse, já haveria implodido há muito: ninguém imagina a China, ou os Estados Unidos, ou qualquer dos outros membros permanentes do Conselho de Segurança, a aceitar que a comunidade internacional lhe imponha decisões que considerem ir contra os seus interesses vitais. E a circunstância de a maioria dos países serem governados por ditaduras, ou autoritarismos sortidos, ou teocracias, ou democracias de fachada, não obsta a que, geralmente e na ordem internacional, os países saibam bem o que lhes convém.

 

Este arranjo é sem dúvida discutível e seguramente imperfeito. Mas a longevidade mesma da organização mostra a sua utilidade - o mundo é decerto mais seguro se houver mecanismos permanentes de diálogo entre diplomatas representando interesses diferentes ou antagónicos, assim como o velho jogo do poder ganha em transparência se exposto aos olhos experimentados e cínicos dos profissionais da política internacional e ao escrutínio da comunicação social.

 

Infelizmente, a ONU é também um monstro burocrático. Nenhuma burocracia se reforma por dentro e nenhuma, entregue a si própria, deixa de crescer em dimensão e poder. E como a reforma da ONU interessaria a quem paga muito mas a maioria paga percentagens irrisórias do orçamento (o mínimo fica abaixo de 0,01%, o máximo em 22%, que é o que os EUA suportam, quando cinco países apenas suportam mais de metade do orçamento), resulta que a multidão tem pouco interesse em alterações das quais não beneficia, para já não falar da imensa massa dos funcionários, da própria ONU e das suas agências, cuja maioria não é originária nem do Grande Satã nem de nenhum dos grandes países.

 

Recentemente, o Comité dos Direitos da Criança da ONU resolveu criticar a alegada passividade da Igreja Católica sobre a pedofilia.

 

Pessoalmente, não acho que a Igreja Católica, ou outra qualquer igreja ou confissão, esteja acima de críticas de pessoas e organizações, nem sequer me parece que a hierarquia esteja isenta de culpas na matéria. Mas que organizações multinacionais sob a égide da ONU "exijam" isto e aquilo de uma Igreja, indo a ponto de emitir opiniões doutrinárias sobre questões como o aborto e a contracepção, releva para mim de puro e simples abuso e ingerência: o direito à livre opinião existe para as pessoas e as organizações de pessoas; os Estados não têm opiniões, apenas interesses. Ingerência selectiva, de mais a mais - práticas como a mutilação genital feminina, ou casamentos forçados de menores, são objecto das mesmas atenções? Ah.

 

Pois este Comité resolveu "aconselhar" Portugal por causa das escolas de toureiros, nas quais há, pelos vistos, cerca de 100 alunos. A activista e advogada da FFW (WTF?) esclarece: "Se Portugal quiser cumprir a Convenção dos Direitos das Crianças terá de definir os 18 anos como idade mínima para estas atividades".

 

Suponho portanto que as autoridades irão, prestimosas, alterar a legislação de modo a que as crianças só possam participar nestas actividades cruéis e desumanas a partir dos 18 anos, passando directamente das mãos do pediatra para as alegrias do voto.

 

Seja: um país de cócoras perante quanta patetice estrangeira se inventa em nome de noções absurdas de modernidade e bem-pensismo não pode senão começar por proibir as touradas a adolescentes; e depois outra agência qualquer chamará a atenção para a barbárie da tourada para adultos, como aliás já começa a suceder.

 

Já agora: estes senhores tão preocupados com os desmandos da Igreja Católica e a barbárie de alguns povos atrasados, são de onde? Fui ver. Itália, Brasil, Áustria, Noruega...não está mal. Gana, Bahrain, Arábia Saudita, Egito, Rússia...hum.

 

Antes que esqueça: os EUA não fazem parte. Devem imaginar que os assuntos americanos são para resolver por americanos, ganda malucos.

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publicado por José Meireles Graça às 13:37
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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

E agora para algo completamente diferente:



Como alternativa a um serão passado a ouvir as doentias "praxes" ou "mirózices", um documentário sobre o melhor amigo do homem.

Para donos de cães, muitas coisas não serão novidade. Já o sabíamos ou intuíamos com os nossos bichos, mas é bom vê-lo do ponto de vista científico.

publicado por João Pereira da Silva às 16:22
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Surpresa!

E adivinhem quem pode ganhar as próximas eleições legislativas italianas no formato da nova lei eleitoral?

 

 

Com 37,8% o que permitiria aceder ao controlo da câmara de deputados com o prémio de maioria previsto: Berlusconi.

 

Renzi tem muito que caminhar para vencer com a lei que desenhou.

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publicado por João Pereira da Silva às 09:36
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Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

Ordens honoríficas

A Pátria suspirou, aliviada, com o impedimento, in extremis, da consumação de um crime. A bela Canavilhas, o mefistofélico Magalhães, a diva dos palcos Medeiros, o ominoso Vitalino uniram esforços; e o Ministério Público suspendeu os seus múltiplos afazeres para, com uma diligência que o honra, defender o Estado de Direito, a Cultura, o Património e a economia - com esta publicidade, o país vai ficar entupido de turistas para mirar os Miró.

 

O Governo, apanhado de surpresa com a história de um pintor do qual, possivelmente, nunca tinha ouvido falar, sai claramente derrotado; o Museu Miró, que não foi mencionado nestes dias tormentosos, vê fugir a oportunidade de juntar aos 217 quadros que já tem estes 85 (Miró não era na realidade um pintor, era uma fábrica a vapor de objectos intensamente artísticos, incluindo esculturas, texteis, desenhos e cerâmicas - só de mobiliário design e outros objectos para o lar é que parece que não há notícia); e a Oposição fica definitivamente credenciada como defensora da verdadeira Cultura, o que já se suspeitava.

 

É certo que os nossos palácios, raros e pobretas, estão a cair, as bibliotecas não têm condições, há monumentos em ruínas e os museus de Arte Antiga nem sempre têm condições para expôr o seu acervo nem, muito menos, para o enriquecer. Mas para isso é preciso dinheiro - e não há. Ora, os Miró serviam para abater uma migalha à dívida e, na cabeça de qualquer socialista que se preze, as dívidas não se pagam, administram-se com amor.

 

Todos ganhamos, portanto, excepto a Caixa Geral de Depósitos, à qual se destinava o óbolo. O ideal seria que a Caixa não fosse nossa, e por isso não fôssemos nós o credor a ver navios. Mas não se pode ter tudo e a perfeição - não é verdade? - não é deste mundo.

 

Não podemos porém descansar após este triunfo: há que decidir o que fazer aos quadros. E como há por aí vozes de lisboetas que gostariam de os ver no novo Museu dos Coches - para mim vêm de carrinho - seria oportuna uma onda de opinião que exigisse o depósito no Museu do Côa: já não podemos mais com o centralismo, temos que promover o equilíbrio harmonioso entre as regiões, o contraste entre as obras dos nossos longínquos avoengos e as deste catalão genial presta-se a congeminações cuja profundidade nem ouso imaginar, e Trás-os-Montes e os seus enchidos bem merecem uma invasão de gente de shorts e guia trilingue na mão, já que o interesse pelas gravuras do Côa ficou um tanto aquém das expectativas.

 

Talvez os deputados que se juntaram para pedir à PGR a interposição da providência se pudessem juntar nesta causa; e, é claro, no próximo dez de Junho, esperamos vê-los alinhados para a imposição das merecidas condecorações - o grau de Cavaleiros da Ordem da Patetice Contumaz não estaria mal.

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publicado por José Meireles Graça às 22:24
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014

O autocarro do desamor

No Vale do Silicone situam-se à volta de 1700 firmas de alta tecnologia, entre as quais o Facebook, YouTube, Google, Wikipédia, etc.

 

Diz o artigo que, se esta região fosse um país, ocuparia, pelo volume de negócios, o 10º lugar como potência económica mundial.

 

Situaram-se aqui, antes dos professores Tornesol, os maiores pomares do mundo (a autora é americana, e portanto as coisas são sempre as maiores do género ou então medem-se aos milhões) e os edifícios ultramodernos e as amplas mansões suburbanas de gente rica substituíram, com grande dano para a paisagem, renques de árvores fruteiras e canteiros a perder de vista.

 

Ali trabalham mais de 40.000 pessoas. Mas a maior parte destas não ganha as fortunas que auferem os executivos e os capitalistas de risco que financiam as aventuras informáticas - uma grande injustiça.

 

Daí que, não podendo pagar as loucuras que custa uma casa na região, escolham viver em S. Francisco, aí a uns 70 km. Mas não se deslocam das suas casa para os locais de trabalho em automóveis, vão antes nos autocarros privados que as empresas disponibilizam - a rede pública de transportes deixa a desejar.

 

Sucede que estes autocarros são muito superiores, em conforto, aos públicos; e utilizam sem pagar nada as paragens daqueles - um escândalo.

 

Justamente indignada, a população (enfim, uma parte, suponho) de S. Francisco tem tentado bloquear estes autocarros de luxo porque, inteira-nos a socióloga Crystal Shepeard, "the targeted buses of Apple, Google and Twitter have come to represent gentrification and city policies that favor the tech industry".

 

Gentrification, realmente, não se admite; e políticas públicas de favorecimento da indústria tecnológica ainda menos.

 

As empresas privadas objecto desta atenção resolveram comprar sossego: "Now the Google, Apple, Facebook and the remaining 27 companies will pay a daily per stop fee. The $1 per stop could cost up to more than $100,000 annually for the companies." O meu palpite é que isto não vai chegar porque as companhias ganham milhões; as municipalidades nunca foram, nem serão, ricas - uma entidade pública, lá e cá, gasta sempre, no mínimo, tudo o que cobra, e sempre fica aquém do que entende que deve fazer; os autocarros privados continuarão a ser melhores que os públicos; e quem anda dentro deles, não ganhando tanto como os seus patrões, ganha sempre mais do que os manifestantes, o que tudo constitui uma longa lista de iniquidades.

 

Não sei se não seria de encarar a hipótese de transplantar tudo mais para Sul, de preferência um lugar com excelente clima, população ordeira e disciplinada, inexistência de problemas de trânsito, e ainda com o benefício de grande apetência para deslocalizações e investimentos - é só esperar que o ícone da Revolução local vá fazer companhia no Inferno aos outros diabos vermelhos e o ícone do liberalismo à americana cumpra a promessa de encerrar Guantánamo - já libertava espaço aí para uma meia dúzia de sedes de símbolos do capitalismo.

publicado por José Meireles Graça às 21:22
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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Das referências morais

Alguém se lembra a que livro pertence este trecho? Trata-se de um livro português para crianças escrito em 1963:

"– Ainda tens talvez outra hipótese. Invocar o parágrafo
100 do artigo 4579 do Regulamento Interno e requerer
a concessão que todos os Homens de Representação
Pública costumam obter automaticamente em virtude
das exigências estéticas do seu cargo. Isto é: em certos
casos especiais, os cirurgiões, em vez de degolarem os felizardos,
sugam‑lhes os cérebros por palhinhas, deixando
a casca por fora intacta, para inglês ver… Oh!, espera,
espera! Não te vás embora ainda. Escuta. Também podes
requerer a substituição da cabeça. Por uma melancia, por
exemplo. Ou uma bola de futebol que é o enxerto mais
vulgar. Ou uma bolinha de ténis que fica sempre tão bem
nas pessoas finas, elegantes, esbeltas… Espera. Ouve."

E este? É, parece-me, o correspondente estrangeiro:

"But I don't want to go among mad people," (...) remarked.
"Oh, you can't help that," said the (...): "we're all mad here. I'm mad. You're mad."
"How do you know I'm mad?" said (...).
"You must be," said the (...), "or you wouldn't have come here."

publicado por João Pereira da Silva às 11:07
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