Sábado, 15 de Novembro de 2014

Quem conduz pior?

 

Conduzir mal.jpg

 

"São mais cuidadosas, mas têm outros handicaps que agora seria fastidioso estar aqui a dizer" - responde o canastro, com toda a razão.

 

Para começar, convêm definir: o que é "conduzir bem"?

 

Na perspectiva das "autoridades" (jornalísticas e outras), é cumprir os limites de velocidade, amarrar-se com o cinto de segurança, ligar o pisca, segurar o volante com as duas mãos, evitar cigarros, telemóvel, e os editoriais do Avante!, ter a papelada em ordem, escoltar os ciclistas, e outros tédios da mesma família. Uma lista infindável de regras concebida para dar resposta às pressões de grupos com objectivos sortidos, totalmente alheios aos assuntos da estrada, e que levam os nossos pensamentos para paisagens mais estimulantes. Ninguém, nem o cidadão mais espesso e menos dotado de imaginação, consegue passar 300 quilómetros concentrado nestas importâncias. Não lhe sobrando atenção para dar ao que interessa, espera-se que acabe por estampar-se.

 

Na minha perspectiva, "conduzir bem" é chegar do ponto A ao ponto B no mais curto espaço de tempo, sem ter nem causar acidentes. Fazer isto e "respeitar" a lei são exercícios incompatíveis (desde 2011, escolho naturalmente o segundo - que fique dito).

 

Critérios à parte, voltemos à pergunta: As mulheres conduzem mal? Sim, pessimamente. E os homens também.

 

publicado por Margarida Bentes Penedo às 17:07
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

Estado patife

Um marmelo recebe uma boa maquia de herança mas é prudente, senão avaro: em vez de escaqueirar o bodo, deposita-o da forma mais conservadora possível - a prazo. Deixemos de lado a teoria segundo a qual o negócio bancário está exposto à concorrência como outro qualquer (não está), que deve ser deixado falir como outro qualquer (não deve), e que o facto de o depósito não o ser realmente porque o banco, em vez de guardar o dinheiro, vai emprestá-lo (o que significa que vai arriscar o dinheiro do depositante - verdade agravada pelo facto de os empréstimos concedidos pelos bancos excederem o total dos depósitos) coloca em risco o pecúlio.

Deixemos, então, isto de lado, e partamos do princípio que os bancos são geridos por gente competente (não são), que as entidades de supervisão sabem o que andam a fazer (não sabem) e que os poderes do dia defendem o que entendem por interesse público sem consideração pelo que diz a Oposição e o que acredita a opinião pública (não acontece, que há eleições e modas de pensamento).

No fim do período acordado, o avarento recebe um prémio; e se o prémio, descontado o imposto predatório, for maior do que a inflação, ficou mais rico.

Este sacana, que nem um jantar paga aos amigos, tem utilidade: sem poupança não há quem tenha recursos para investir ou emprestar para investir; e o dinheirinho dele alguém o fará frutificar.

Imaginemos porém que o sortudo é ambicioso e, pior, tem uma ideia para um negócio. Mais: como ouve falar muito de bens transaccionáveis quer fazer uma fábrica virada para a exportação e o caneco.

Pobre moço, que tem a burra nas couves e não sabe. De sujeito de direitos passa a destinatário de obrigações: as evidentes, como pagar a fornecedores e pessoal, e as inesperadas, como ter um sócio compulsivo, lambão, mentiroso, desonesto e poderoso - tão poderoso que o pode mandar prender no caso de não cumprir as suas "obrigações".

Esse sócio vai dizer que, do que a empresa ganhar, 23% são dele, que não investiu, nem arriscou, a ponta de um corno.

Mais: Para calcular os 23% não vai ver a diferença entre o que foi pago e o que foi recebido, vai decidir, dos custos, quais são os elegíveis para assim serem considerados. Por exemplo, do investimento em máquinas, mesmo que tenham sido integralmente pagas, considera apenas um quinto no primeiro ano; certas despesas, por exemplo almoçar com um cliente ou fornecedor, são castigadas com impostos extra (a dobrar se a empresa tiver prejuízos, um detalhe sádico e celerado); o IVA, que a doutrina diz ser um imposto neutro, é devido desde que se venda, quer o cliente tenha pago quer não, e não é sequer dedutível numa lista de despesas perfeitamente legítimas e necessárias; e o regime fiscal é uma floresta instável de normas impenetráveis, todas baseadas no princípio de que o empresário é, salvo prova em contrário, um ladrão, enquanto a Administração Fiscal se comporta como um bando de salteadores inimputáveis, com geral aplauso.

Feitas então as contas à moda do Estado patife, e mantida a opinião pública na ideia absurda de que os odiados lucros sempre realmente existem, e que portanto uma empresa ter que se endividar para pagar impostos sobre lucros é uma contradição nos termos, o sócio Estado cobra o seu estipêndio, após o que o nosso herdeiro, se sobrar alguma coisa e dela se quiser apropriar, tem direito a pagar novamente imposto - 28%, que dividendos são uma fonte de proveitos notoriamente suspeita.

O imposto sobre lucros é cobrado em toda a parte, nuns sítios mais, noutros menos, salvo alguns poucos paraísos fiscais. E como a qualquer burocrata faz impressão o desalinhamento e a competição a UE quer aproveitar o escândalo luxemburguês para pôr toda a gente a pagar o mesmo - há que cavalgar a onda da indignação para fazer passar legislação que de outro modo não passaria.

A menos que a Irlanda, que com a taxa de 12,5% é um país fiscalmente competitivo na atracção de investimento, vete; ou que, afinal, a taxa uniforme a que se venha a chegar seja inferior à nossa (fazem favor de ver a taxa alemã, para ver se há alguma hipótese de isso acontecer): não temos nada a ganhar.

Espera: e se, além da taxa, se discutir também o regime? Isto é, os pagamentos por conta, as colectas mínimas, as isenções, o POC, as deduções, as amortizações, os agravamentos, o funcionamento dos tribunais, o tratamento das reclamações, o diabo a quatro - talvez surgisse alguma coisa menos má. Não vai acontecer, claro, que daquela lura nunca saiu coelho que se visse.

Hãã, e aqueles vigários no Luxemburgo (dos quais, infelizmente, não faço parte)? Estou em condições de sossegar, relativamente, os indignados - o montante da elisão fiscal não é igual ao montante do dano para os Estados. O que não foi pago em impostos só pode ter tido três destinos: i) Consumo: No mínimo, quem consumiu pagou IVA, cuja taxa não costuma andar longe da do IRC, e ser até superior se os consumos forem de luxo, como será típico de argentários fássistas; ii) Investimento: Tipicamente, o investimento privado é mais prudente do que o público. Logo, não é impossível supor que o erário público venha a ganhar no futuro com investimentos privados; iii) Aforro: Empresas sólidas são de interesse público, para além de a solidez em si propiciar aumentos de lucros futuros.

Que fique claro: se acreditasse que se todas as empresas pagassem impostos todas pagariam menos, estaria aqui a torcer para se pôr cobro a estes paraísos. Mas não: tal como com as pessoas, se os Estados cobrarem mais gastam mais, ponto.

publicado por José Meireles Graça às 12:50
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Intenção de voto em Itália

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Daqui 

Renzi mantém. Grillo mantém. Berlusconi reduz. Liga Norte sobe.

publicado por João Pereira da Silva às 17:59
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Tetra-buraco

O caso é pior, Subir: nem novas nem velhas iniciativas. O que vias, e deixaste de ver, foram cortes - reformas que se vissem, nem agora nem antes.

Culpa dos teus colegas que, aquando da negociação do Manifesto, deviam ter tido o cuidado de, antes de falar com o ministro Teixeira e o ex-ministro Catroga, terem vindo ter comigo. Ter-lhes-ia dito: ora bem, seja lá qual for o acordo a que cheguemos, não vai ser cumprido; a intransigência da troica resulta do choque da realidade do calote e da crise, da maioria que circunstancialmente está no Poder nos países do Norte, das ilusões do BCE, que se imagina independente, e da novidade de tudo isto. Mas tudo isso pode mudar e mudará, antes, muito antes, de acabar o Programa. E acrescentaria:

Portugal é socialista, da variedade em que a maior parte do eleitorado depende, directa ou indirectamente, do Orçamento de Estado, e em que parte gorda da classe dirigente ou está nele empregada ou só nominalmente é privada, em ambos os casos tendo como certo que não há forças criativas no País para nenhuma espécie de verdadeiro progresso. E portanto basta que no horizonte apareça algum módico de alívio nas contas de cá, e algum baixar de guarda nas exigências de lá, para as coisas regressarem ao status quo ante, que é o de, com dirigismos sortidos, se preparar uma nova falência.

Portanto, man, se queres fazer obra de mérito, não te limites a traçar objectivos: tens que dizer como lá chegar, e em pouco tempo. Porque a dependência da opinião pública que os políticos têm que ter levará a que tentem agradar, ao mesmo tempo que pisam os calos a toda a gente; e que, com eleições à vista, alarguem o cinto, pelo que a reforma ou se faz já ou não se fará nunca. Se queres que se reforme o Estado, vai pelas Páginas Amarelas e, em topando com algum serviço público ou organismo de capitais total ou parcialmente públicos (Agência, Autoridade, Câmara, Direcção, Fundação, Instituto, Observatório, etc. etc.) obriga os responsáveis a responder a meia dúzia de perguntas: i) Precisamos mesmo disto?; ii) Não há outro serviço que faça a mesma coisa?; iii) Que acontece se extinguirmos? iv) Não pode ser feito por privados, desde que em concorrência?; v) Se não pode desaparecer, nem ser privatizado, como pode viver com menos? E vi) No caso de o estaminé fechar, quanto seria preciso para o pessoal ser indemnizado de modo a que não se criasse um exército de revoltados?

Isto não foi feito, e pelo contrário aumentaram os tropeços à vida das empresas; cresceu a punção fiscal; e o Governo, que começou por fazer uma diminuição ao número de pastas, com valor simbólico - mas os símbolos importam - ostenta hoje com orgulho um Ministério do Ambiente, uma entidade daninha que já começou a fazer estragos e a lançar as bases para mais um nó górdio de burocracias metediças, serviços pletóricos e palavreado demagógico e pedante, mesmo quando os responsáveis acreditam no que dizem.

Não se fez, ponto. E aqueles que, como eu, veem o copo meio vazio (há a parte meio cheia, mas essa guardo-a para mais perto das eleições, que corremos o risco de escolher, em vez do medíocre que temos, o péssimo que poderemos ter) assistem com desgosto ao levantar da cabeça da retórica nebulosa, ou das formulações de intelectual profundo da esquerda afrancesada ("A partir daqui podemos partir para coisas mais importantes: a economia pública, a igualdade, mas já com rituais de conflito e assertividade, de que a esquerda precisa como de pão para a boca"), ambas tendo como consequência o escaqueirar da nova cornucópia de fundos da UE que começarão a chegar.

Mais valera que eles, os fundos, abatessem à dívida pública. Sempre os socialistas, se ganharem, teriam menos tempo para dar com os burros na água - pela quarta vez.

publicado por José Meireles Graça às 23:17
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Chinesices

José Gil é um respeitado filósofo. O homem é de esquerda, o que só por si já é uma caução, mas não diz as mesmas coisas, nem da mesma maneira, que as pessoas de esquerda comuns. Aliás, um terço do que diz só pode ser entendido, quando pode, por quem tiver formação em Filosofia, e isto infunde respeito - as pessoas tendem a respeitar intelectuais que não se percebem.

Escreveu um livro que deu brado, O Medo de Existir, onde explica a condição de Português e as razões do tradicional atraso de Portugal, elegendo como nossos caracteres distintivos, entre outros, a influência da televisão, a não-inscrição (atenção, não é no recenseamento eleitoral nem no RSI), o medo, a inveja e o queixume. Lido penosamente o livro, fiquei a pensar que o caldo-verde, o galo de Barcelos, o fado e a pega de cernelha haveriam de ter merecido uma referência, ainda que passageira; que, não se podendo discordar de muito do que lá se diz, não se pode construir uma teoria do atraso baseada em traços que, a existirem, são consequências, mais do que causas; que a selecção de caracteres é inteiramente arbitrária (porquê aqueles e não outros?); e que uma análise onde não se fale de História, nem de Economia, nem de localização geográfica, nem do clima, nem das influências que sofremos, nem da Igreja, nem da pobreza do nosso solo, nem, nem... - é um exercício oco.

Pois o filósofo foi de peregrinação ao Oriente, com o propósito de "entrar um pouco pelo entre-pensamento para ver se há pontes". E como o local desta demanda foi Macau, a viagem bem poderia ter sido poupada, dado que existem pelo menos três, para a ilha da Taipa, o que se pode facilmente confirmar no Google Maps.

Concedeu uma admirável entrevista a um outro filósofo, presumo que local. A pergunta inicial era interessante, mas a conversa mergulha rapidamente a tais profundidades que falta o ar. Exemplo: "Mas não acha que o conceito de desejo também ganhou uma dimensão quase mítica, que contém em si mais do que uma mera força..."

Pergunto-me se algum leitor do jornal leu a entrevista até ao fim. E pergunto se alguém que está no espaço público e julga que tem respostas para as dúvidas e inquietações das pessoas não deveria pôr de lado o pedantismo e dizer ao que vem em português.

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publicado por José Meireles Graça às 22:00
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

Grande Colar da Desordem

A coroa de ervas era raramente atribuída e o detentor tinha direito, segundo se lê no romance com o mesmo nome de Colleen McCullough, a que quando aparecesse em público toda a gente se levantasse e aplaudisse.

Era conferida pelos soldados ao seu general. Mas já com Augusto foi o Senado que a atribuiu, numa saudável evolução: o Senado era de muito mais confiança que a soldadesca e além disso o primeiro imperador não era para brincadeiras.

As condecorações actuais, nem sequer as mais altas, não conferem, graças a Deus, o direito a que os agraciados façam levantar o respeitável público. Senão, dada a profusão delas, haveria sérios riscos, pelo menos nos restaurantes em Lisboa, de ninguém saborear a sua refeição sem estar constantemente a interrompê-la para se pôr em sentido, com grave risco de varizes e indigestões.

De resto, ninguém liga a ponta de um corno. E quem ligar, ou receber um convite para jantar com a indicação dinner jacket with medals, pode sempre adquirir alguma na Feira da Ladra ou num adeleiro, onde se encontram por um preço módico os adereços de glórias passadas.

Daí que o Grande Colar atribuído a Durão Barroso não aqueça nem arrefeça. Mornamente, o que se designa por esquerda há-de protestar: escravo da senhora Merkel e do imperialismo para os comunistas, fujão das suas responsabilidades e adepto das políticas austeritárias para os socialistas. E, mornamente, o que se designa por direita há-de aplaudir: grande estadista e europeísta, credor de universal respeito e dono de um grande prestígio nos areópagos internacionais.

Na realidade, Durão Barroso é uma rolha de génio, por saber tudo sobre como se faz uma carreira brilhante sem saber nada sobre o que sejam princípios ou o interesse de Portugal.

O homem julga que com a quantidade adequada de subsídios e prebendas, pequenas cedências aqui e além, faro apurado para sentir o que realmente querem os poderes do dia, e reforço insano das competências da nebulosa bruxelense, a carroça do projecto europeu avançará, e que nuvens como esta ou esta ou esta são coisa passageira.

Pode ser que sejam. Ainda que, com o chão cada vez mais molhado, o que parece crescentemente provável é que ela atole qualquer dia. Seria então o tempo, se a esperança média de vida estivesse nos cento e cinquenta anos, de Durão lembrar o seu acrisolado amor pelo caldo verde, o galo de Barcelos e a praia de Moledo, e continuar a sua carreira numa reencarnação como fervoroso patriota.

publicado por José Meireles Graça às 23:25
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