Quem passe uns dias em Londres ou em qualquer outra cidade inglesa notará uma grande quantidade de automóveis com mais de vinte, trinta ou cinquenta anos, ainda em circulação.
Não são objectos de colecção, nem os proprietários gente rica com tiques ingleses de excentricidade. Apenas sucede que o Inglês médio tem mais sentido prático, e amor instintivo ao que é velho, do que os continentais.
Nestes, distinguimo-nos pela modernidade pateta, os sinais exteriores de riqueza a crédito e a prepotência das autoridades: encabeças uma organização imersa em dívidas até ao pescoço, Costa? Pois faz regime e corta nas gorduras; não venhas roubar - é de roubo que se trata - quem circula no veículo que os seus meios lhe permitem.
Se bem que os Lisboetas gostam da tua bonomia enganadora e do teu discurso redondo, senão nem te permitiam sonhar com mais altos voos, para poisos onde possas continuar a fingir que te preocupas com os pobres.
Desde que não poluam, claro.
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