
Marcelo promulgou com dúvidas o aumento do salário mínimo na função pública para 635 Euros, por ser superior ao salário mínimo em vigor para o sector privado, de 600 Euros.
É sempre bom ter dúvidas, porque a dúvida aguça o engenho. Mas neste caso são desnecessárias, porque a diferenciação faz todo o sentido.
No privado, se o negócio não sustentar salários mais altos esgota-se o dinheiro dos fregueses, depois o dinheiro que os sócios estão dispostos a colocar na empresa, e por fim esgota-se tudo e a empresa fecha e os empregados ficam desempregados.
Na função pública, quando os salários aumentam mais do que a conta certa há sempre dinheiro dos contribuintes, e quando os governos receiam espremer demais os contribuintes por causa das eleições haverá o dinheiro dos contribuintes futuros para pagarem a dívida que é contraída para pagar estes salários, de modo que o dinheiro nunca se esgota e os empregados nunca ficam desempregados.
Simples, não é? Ó senhor presidente, deixe-se de dúvidas e assine lá essa merda para não fazer esperar o senhor primeiro-ministro.
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