Como os pretensos acordos de esquerda unida não cumprem os requisitos que Cavaco enunciou como condição para o governo desejável quando deu posse a Passos, a indigitação de Costa será de muito difícil justificação por parte de Cavaco.
Porém, o melhor para a estabilidade futura e maioria PSD-CDS é que a esquerda seja forçada a governar e a fazer explodir claramente as enormes contradições das "posições conjuntas". Embora não seja justificação que Cavaco possa dar, será a única possibilidade face à alternativa muito precária (e recusada por Passos) de um governo de gestão.
Costa será forçado a pedir apoio a Passos e Portas para passar leis de rigor de contas públicas no parlamento. Como não pode permitir o agravamento do rating, perder o apoio do BCE ou subir taxas e spread, manterá a austeridade contra os desejos de Bloco e PCP.
Pobre Costa. O custo da golpada e do breve odor de poder será alto.
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