
Ontem, e ainda hoje para alguns, corria o "facto" de que o doido atirador Ali David Sonboly seria um alemão de extrema-direita. Bastou os media terem feito circular um vídeo onde alguém discutia com Ali e gritava quase ininteligivelmente "Malditos turcos!", para se caracterizar o atirador que saiu da casa de banho do McDonalds a berrar "Allahu Akbar" e a atirar sobre crianças como um fanático direitista.
E os nossos lunáticos progressistas começaram a circular a mensagem na esperança de mais uma vez retirarem os créditos do ataque ao terrorismo islâmico.
Quem alimenta esta desinformação? - Os lunáticos dos nossos media tradicionais infestados de cientistas sociais, "comunicólogos", sociólogos, historiadores, psicólogos e outros "ólogos" sempre desejosos de nos mostrarem como os "factos" são criados nas redacções ao sabor da ideologia dos jornalistas e opinadores.
Para alguém minimamente atento à desinformação sistemática que os media tradicionais promovem, a lógica não batia. Então um radical de extrema-direita, anti-terrorismo islâmico que mata inocentes ocidentais iria matar inocentes ocidentais para protestar contra o terrorismo islâmico? Não será mais lógico que um radical anti-Islão ataque uma comunidade muçulmana na Europa, onde há muitas a viver em segurança, protegidos pelas nossas polícias? Claro que sim. Mas a lógica fica de fora das agendas dos lunáticos progressistas politicamente correctos.
Os doidos atacam o asilo, e os lunáticos querem tomar conta da gestão.
Muito cuidado com o que dizem os nossos jornalistas é mera sanidade mental.

("David", é assim que os media o tratam agora, em acção)
Vejo que mudou o nome de "Yusuf Mohamed" para "Ali David Sonbaly" (embora tenha deixado o "Yusuf" mais à frente).
Mas o facto de inicialmente terem falado em "Yusuf Mohamed" quer dizer que fizeram o mesmo que a imprensa - que na verdade ainda não sabiam a identidade do atirador e inventaram.
"Então um radical de extrema-direita, anti-terrorismo islâmico que mata inocentes ocidentais iria matar inocentes ocidentais para protestar contra o terrorismo islâmico? "
Da última vez que um terrorista de extrema-direita anti-islâmico fez um atentado na Europa, matou quem (ok, pode-se argumentar que nesse caso as vítimas eram explicitamente pró-imigração, não pessoas que estavam ao acaso num McDonalds - na India poderia fazer algum sentido um terrorista anti-islâmico atacar um Mcdonalds, mas reconheço que não tem grande lógica na Alemanha)
Já agora, a fotografia será mesmo verdadeira? - a ideia que eu tenho é que o iraniano típico é mais claro que o português típico.
Caro Miguel,
Obrigado pela nota. Corrigido e assumido. Aqui fazemos como os bons media: actualizamos para benefício dos leitores.
À hora do ataque ainda não se sabia o nome mas já se sabia do grito "Alá é grande!" quando começou a matar adolescentes no restaurante. Logo, "Fernando" seria uma má aposta.
Quanto à foto, quando a polícia alemã lançar mais informação sobre o atacante (demoram mas já o chamam "David" e dizem que era apenas um louco) poderemos verificar. Suponho que no detalhe da pistola assassina seja semelhante.
Quanto ao Breivik, deixo-lhe a resposta que deixei no Facebook:
"Yet the man who said his crimes were designed to save Europe from destruction at the hands of radical Islam came out as an admirer of al-Qaeda. Osama bin Laden's creation was the "most successful revolutionary force in the world", said Breivik, and European ultra-nationalists had much to learn from its cell structure and "cult of martyrdom"."
Daqui: http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/norway/9209977/I-would-have-done-it-again-Anders-Breivik-claims-his-massacre-was-motivated-by-goodness-not-evil.html
Como se um doido radical assassino pudesse justificar outro.
Ponho também a resposta que deixei no Facebook (sem o lençol de citação que lá deixei, que acho que não fica muito bem num blogue):
Na altura eu estive a ler o livro dele (não todo, que aquilo são 1500 e tal páginas) e os problemas principais que ele parece pretender resolver são o "marxismo cultural" e a "colonização islâmica da Europa": (...)
http://www.kevinislaughter.com/wp-content/uploads/2083+-+A+European+Declaration+of+Independence.pdf
Pelo que eu percebo do que diz, ele admira os métodos e a personalidade do Bin Ladens, não os seus objetivos (é como aqueles salazaristas que dize que só admiravam dois políticos em Portugal).
Agora, realmente o Breivik chegou, de passagem, a abordar a ideia de alianças temporárias com os jihadistas, numa base "nos ficamos com o nosso território e vocês com o vosso", mas dizendo logo que isso dificilmente seria boa ideia (ver a página 958).
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