Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

Mulheres e homens

Há mulheres feias, bonitas, mentirosas, sinceras, ignorantes, cultas, estúpidas, inteligentes, de bom coração e más como as cobras.

 

E há senhoras feias, bonitas, mentirosas, sinceras, ignorantes, cultas, estúpidas, inteligentes, de bom coração e más como as cobras.

 

Há homens feios, bonitos, mentirosos, sinceros, ignorantes, cultos, estúpidos, inteligentes, de bom coração e maus como os escorpiões.

 

E há senhores feios, bonitos, mentirosos, sinceros, ignorantes, cultos, estúpidos, inteligentes, de bom coração e maus como os escorpiões.

 

Hum, mulheres e senhoras, homens e senhores. E como se distinguem uns dos outros?

 

Entre homens e mulheres não há dificuldades, por causa de certos sinais exteriores (por causa de certos sinais interiores também, na minha opinião, mas Deus me livre de ir por aí, que não sou da subespécie doida temerária). Se bem que a coisa seja ainda mais complicada porque há uma minoria de mulheres que acham que são homens, outra de homens que acham que são mulheres, e outras que se acham homens e mulheres de parte inteira mas quereriam desempenhar, no processo de reprodução, o papel do sexo oposto. Deixemos em paz, para os estudos de género subsidiados, estas candentes matérias, que disso não quero falar.

 

Disso não quero falar. E das diferenças entre mulheres e senhoras, ou homens e senhores também não, por uma razão simples: quem estiver em condições de entender a explicação não precisa dela; e quem precisar jamais entenderá.

 

Aaaaaaaaah, e exemplos, a ver se a gente se entende ou se desentende de vez?

 

Álvaro Cunhal, um potencial criminoso comunista, era um senhor; e Jerónimo de Sousa, um potencial criminoso comunista, é um homem. Passos Coelho, possivelmente o menos mau dos primeiros-ministros da democracia, é um senhor; e António Costa, a grotesca e sebosa figura que pincha à cabeça da geringonça, é um homem (ou talvez nem isso, apenas um homenzinho). O número dois, ou três, ou lá o que é, do PSD, o hesitante Fernando Negrão, é um senhor; e o seu patrão um homem.

 

Querem exemplos de mulheres e exemplos de senhoras? Não dou, que já acima declarei que não sou doido. É que até mesmo no meu partido há as duas variedades, e sou amigo de representantes de ambas. Mas, vá lá, pronto, no Bloco, assim de repente, não vejo uma única senhora. E mulheres também vejo poucas, aquilo é mais raparigas. E aquele tipo de Coimbra que é deputado, falha-me agora o nome, é homem ou senhor? Hesito, mas não hesito nos colegas: são ganapos.

 

Hum hum, e no PS? Bem, estava a ver a SicN e zás, aparece uma entrevista a Ana Gomes. Foi por isso que me lembrei das mulheres.

publicado por José Meireles Graça às 20:58
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2 comentários:
De Anónimo a 26 de Setembro de 2018 às 10:15
bad bad mary, if you don´t doors well you´re here you´re eating
De João Sousa a 26 de Setembro de 2018 às 11:07
A António Costa, a palavra "homúnculo" assenta melhor.

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Não explorei nem a personalidade nem as declaraçõe...
"Quem é vítima de um crime deve queixar-se. Se não...
A António Costa, a palavra "homúnculo" assenta mel...
bad bad mary, if you don´t doors well you´re here ...
Eu é que agradeço a chamada de atenção pertinente....

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