Os próximos tempos até o país tomar uma decisão em eleições serão duríssimos.
Passaremos Agosto a carregar baterias para o combate que se avizinha.
Costa não pode permitir-se um resgate enquanto o PS está sozinho no governo. Quanto mais tempo passar mais longe fica a possibilidade de justificar o seu falhanço com as acções de Passos. De um modo ou de outro terão de ser provocadas eleições.
O próximo resgate está à vista em todos os dados económicos e financeiros. A dúvida é quanto ao que resta da almofada financeira de Passos que poderá dar para mais alguns meses (quantos?) de salários de funcionários e pensões. Não tenhamos dúvida que isso será a prioridade. As faltas de fundos para despesa do Estado são evidentes: não há dinheiro para pagar luz e água das escolas, para consumíveis básicos de higiene nos hospitais, pagar subsídios de doença e por risco clínico, os hospitais têm atrasos a fornecedores de mais de 600 milhões de euros.
O Estado está à beira da rotura e se em Outubro terminar o Quantitative Easing e a DBRS nos baixar o rating, teremos de começar a financiar-nos a taxas de 5 - 6- 7%?. O limite no qual Teixeira dos Santos exigiu o resgate a Sócrates.
Costa e Catarina abrirão um confronto público em que os media serão chamados a participar de modo activo. Todos os jornais, canais de televisão e rádios que passaram os quatro anos de Passos a bradar contra a austeridade de Passos e que viram em Costa (ajudaram-no a assumir o poder) liderar, com o Excel de Centeno, a viragem de página, pensa o leitor que agora criticarão Costa? Com certeza que não. A campanha de culpa e responsabilização do PSD de Passos pela falência actual será forte, impiedosa e sem limite de irracionalidade .
Preparemo-nos pois para uma discussão muito violenta onde dificilmente as posições não serão muito extremadas. Com os bloquistas a pedirem referendo ao Euro, sanções para acatar, fundos estruturais para reduzir, PCP perdido, o bloco central de interesses mais uma vez ameaçado pela nova possível chegada de Passos ao poder, teremos o pior espectáculo da baixa política e da manipulação.
Tempos interessantes aproximam-se.
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