Sexta-feira, 31 de Maio de 2019

Perdoa-me

O primeiro episódio do programa "Perdoa-me", da SIC.

No próximo episódio o ministro Pedro Nuno Santos vai pedir perdão aos eleitores por tratar da vidinha dele, da da mulher, e da das mulheres dos amigos ao mesmo tempo que se está cagando para as deles, apesar do o secretário de Estado garantir que em Londres ainda é muito pior.

2019-05-31 Pedro Nuno Santos jota esse.jpg

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 16:07
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Quinta-feira, 27 de Abril de 2017

O partido dos fantoches e ventríloquos

2017-04-27 centeno e trigo pereira.png

O Partido Socialista já foi o partido de gente

  • como o Mário Soares e o Salgado Zenha que, goste-se deles ou não, e para o bem e para o mal, algumas vezes para o muito bem e outras para o muito mal, foram os mais determinantes resistentes, não os únicos mas os mais determinantes, os que polarizaram o povo, não o da muralha de aço mas o real, os militares que ainda não tinham caído ou nunca viriam a cair nos braços do comunismo mas dificilmente o teriam evitado, os partidos políticos democráticos e, não menos importante, os governos de países que estavam mais dispostos a deixar cair este pequeno país periférico nas mãos do comunismo em que parecia querer cair do que a apoiar democratas que pareciam não ter qualquer capacidade de criar uma alternativa ao comunismo, contra o avanço, que chegou a parecer imparável, da ditadura da besta comunista em 1975,
  • como o António Arnaut que, décadas depois de ter criado o Serviço Nacional de Saúde, com as qualidades e os defeitos que tem, se dispõe a sofrer pessoalmente com os defeitos que atingem o povo que não tem alternativa para se tratar e se submete a listas de espera intermináveis para cirurgias a que tem condição social e económica para se furtar recorrendo aos prestadores de saúde privados,
  • até de jovens como o Francisco Assis, com coragem para enfrentar de caras secções de facínoras corruptos do próprio partido e correr o risco, aliás concretizado, de ser sovado e só ter conseguido ser retirado do local e sobreviver com protecção policial, como acontecera também ao Mário Soares quando enfrentou os facínoras comunistas na Marinha Grande, e que hoje continua a ser tão odiado pela liderança do partido e seus jagunços como o era na altura pela liderança dessa secção e seus jagunços,

agora, desde que o António Costa tomou o partido à bruta, mas de quem nasce bruto não se pode esperar diferente, é um partido de fantoches e ventríloquos, patetas em funções de responsabilidade sem preparação nem dignidade para as assumir e que não sabem o que hão-de dizer a papaguear o que lhes dizem para dizer outros patetas em funções de responsabilidade sem preparação nem dignidade para as assumir e que também não sabem o que hão-de dizer mas têm ascendente sobre os primeiros para os fazer dizer aquilo que lhes mandam dizer. Nivelados pelo chefe, e exibindo como única competência a de tentarem ser tão ordinários como ele.

Um esgoto a céu aberto.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 18:31
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Sábado, 26 de Novembro de 2016

O boneco e o bonecreiro

2016-11-26 Ribeirinho Grande Elias.jpg

Ontem o Circo Costa passou pela cidade e presenteou-a com mais uma magnífica matiné, ao nível a que nos tem habituado, no hemiciclo da Assembleia da República, onde estreou o novo número de ventriloquia apresentado pelo já consagrado membro da companhia Pedro Nuno Santos como ventríloquo, e pelo estreante Ricardo Mourinho Felix como boneco, que desempenharam os papéis de Rafeiro e Cachorrinho na peça "Rosna-lhes às canelas, Bobi".

A técnica de ventriloquia funcionou na perfeição, e os diálogos foram de chorar a rir. Transcrevo alguns excertos:

  • Morde, Bobi, morde!
  • O senhor deputado revela um profundo desconhecimento do RGIC ou uma disfuncionalidade cognitiva temporária!
  • Continua, continua, não pares.
  • Foi demais?
  • E não pares... [Pedro Nuno Santos fala ao telefone] ... Diz que não querias ofender.
  • Não foi minha intenção ofender ninguém, se ofendi peço desculpa por isso.
  • Béu, béu.
  • Grrrrrrrr!

O artista Pedro Nuno Santos, que se tinha notabilizado pelo modo exímio como desempenhou o papel de idiota que faz caretas e manguitos aos banqueiros alemães para lhes provocar tremores nas pernas no número de palhaços "Marimbando para os Credores, nós temos a Bomba Atómica", classificado pelos críticos como "palavras fortes, eventualmente com uma imagética própria e excessiva", o que, para os que não dominam a linguagem hermética da crítica circense, é uma crítica positiva, num jantar de Natal socialista em Castelo Branco, revelou igual mestria como ventríloquo na condução do fantoche Ricardo Mourinho Felix no parlamento.

Quanto a este, esteve à altura do papel de fantoche, não havendo nada a criticar-lhe na actuação, excepto algumas hesitações que foram prontamente corrigidas pelo ventríloquo.

E o António Costa, o gorducho director do circo que engole sílabas, facturou mais uma subida nas sondagens. Por enquanto, estamos entregues aos palhaços.

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 16:12
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2016

Livres das grilhetas do euro, poderemos ser felizes e socialistas

Ao contrário de Portugal, cujo governo persiste em ignorar teimosamente as sugestões construtivas do Bloco de Esquerda e aumentou o salário mínimo em apenas 5%, deixando inquietas as pessoas que "sentem que a sua experiência, a sua competência, a sua responsabilidade é completamente desconsiderada", o governo da Venezuela acabou de aumentar o salário mínimo em 30%.

Não é só por má vontade. É também porque o governo português, apesar de socialista, está agarradinho pelas grilhetas do euro. Ao contrário, o governo socialista venezuelano pode imprimir, enquanto tiver dinheiro para papel e tinta, notas de bolívar.

Também é verdade que a inflação na Venezuela anda pelos 700%. O que significa que, para comprar o que um bolívar conseguia comprar há um ano, agora são necesssários oito. Como os venezuelanos foram aumentados 30%, agora ganham 1,30 bolívares por cada bolívar que ganhavam há um ano. Recebem mais, a vantagem de serem aumentados por um governo socialista bolivariano. Mas o que recebem vale seis vezes menos do que valia o que recebiam há um ano, ou seja, quem tinha dinheiro para comprar um quilo de carne há um ano, agora tem dinheiro para comprar um quilo de arroz. O que não chega sequer a ser um problema, porque já não há carne nem arroz nas lojas. Enfim, tudo junto resulta naquilo que os assessores do Podemos ensinaram, a troco de modestíssimos honorários, o governo venezuelano a designar pela "Suprema Felicidad Socialista".

Como chegar então ao ambicionado patamar da suprema felicidade socialista em Portugal? Uma solução prometedora seria marimbarmo-nos para o pagamento da dívida, lançar a bomba atómica e deixar o banqueiro alemão com as pernas a tremer. Mas as palavras terão sido fortes, com uma imagética excessiva, e o próprio proponente hoje em dia esmoreceu o ímpeto reformista da cruzada. A melhor alternativa parece ser sairmos do euro e retomarmos a impressão de escudos, com que podemos pagar salários cada vez mais elevados, até deixarmos de ter dinheiro para imprimir mais dinheiro.

É verdade que, sem o euro e a senhora Merkel (a senhora Merkel é doutorada em Química quântica, mas nem por isso deixa de ser senhora) e o senhor Schäuble a tomarem conta dele, governos de demagogos irresponsáveis poderão devolver livremente os rendimentos aos portugueses aumentando os salários para cima de uns trinta por cento à custa de desvalorizar a moeda para um oitavo do valor que tinha. Mas o que é isso comparado com a suprema felicidade socialista de voltar a ter aumentos, contratos colectivos de trabalho, e lojas vazias, mas com a felicidade de poder atribuir a responsabilidade de estarem vazias aos especuladores e inimigos da revolução?

 

publicado por Manuel Vilarinho Pires às 21:48
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