Sábado, 5 de Setembro de 2015

Realistas, cínicos e carpideiras

Na Europa as nossas mulheres, grandessíssimas preguiçosas, têm em média 1,4 filhos, em vez dos 2,1 que seriam necessários para a população não declinar.

 

Estes números figuram aqui, assim como a aterradora perspectiva de, por volta de 2050, a quantidade de xexés ultrapassar a de qualquer outra categoria de cidadãos, circunstância duplamente grave por as pessoas que estão ainda na força da idade se comportarem com frequência com não muito mais sensatez do que os seus parentes que sofram de Alzheimer ou outras degenerescências cerebrais (caberia aqui a elucidativa comparação Costa/Soares, se num assunto tão grave se admitisse a intromissão de casos domésticos de pouca relevância).

 

Daí que pessoas de representação meneiem gravemente a cabeça e digam que a Europa precisa desesperadamente de imigrantes - o que é verdade, mas precisa de ser qualificado.

 

Convém ter presente que a projecção mecânica para o futuro de tendências actuais sofre do defeito de pressupor que a ciência e a tecnologia não vão evoluir e que os comportamentos não se vão alterar - pressupostos falsos: não há muitos anos íamos morrer de sida aos milhões e nem foi preciso descobrir a cura para o perigo não se materializar.

 

Ter filhos na Europa implica que os pais vivam pior do que se os não tivessem, e tanto pior quanto mais filhos tiverem. A opinião pública, e os poderes públicos que nas nossas sociedades democráticas a lisonjeiam, não têm prestado grande atenção a isto, e assim a fiscalidade, bem como a regulação do ensino (ver, por exemplo, este escândalo) ou da saúde, ou da assistência a deficientes, etc., ignoram este lado das coisas.

 

Digamo-lo rudemente: no dia em que ter filhos não for um negócio desastroso para os casais e, sobretudo, para as mulheres (por comprometerem as suas carreiras nos anos fundacionais), os filhos aparecem. Nas sociedades rurais não era apenas por falta de meios anticoncepcionais que havia filharada - era também porque os bracinhos se aproveitavam na lavoura e os pais queriam um seguro de vida para a velhice, que outro não havia.

 

É de esperar também que não apenas se viva mais tempo, mas também se viva com saúde, o que quer dizer que se trabalhará durante mais anos, a bem ou a mal.

 

Só por isto, o argumento da necessidade de imigrantes vale menos a prazo do que no imediato. Mas estas considerações seriam impertinentes se importar imigrantes, e as suas famílias, fosse equivalente à, digamos assim, produção local.

 

Sucede que os filhos dos emigrantes portugueses em França, no Reino Unido, nos EUA, no Brasil ou em qualquer outro lugar do Ocidente, não querem mais do que integrarem-se rapidamente na sociedade que os acolhe - nada de fundamental os separa, culturalmente, dos locais.

 

Pergunta-se: Pode-se dizer a mesma coisa das hordas que afluem à costa norte do Mediterrâneo e a certas fronteiras terrestres da UE? E é razoável cobrir todos com o manto dos refugiados, sem curar de distinguir, por moroso e incerto que seja o processo, os genuínos dos emigrantes por razões económicas?

 

É que, como o detestado Orbán declarou, "a quantidade de refugiados muçulmanos que está a chegar (...) ameaça minar as raízes cristãs da Europa". Os pêlos eriçam-se de todos os que julgam ver nesta declaração, e nas opiniões dos que, como eu, a subscrevem, a defesa de guerras religiosas, um anacronismo. Sucede porém que a cristandade não é hoje o reino dos seguidores de Cristo: nela cabem todos os que têm convicções religiosas cristãs, em qualquer das suas declinações, os que não têm convicções religiosas nenhumas, os ateus e agnósticos, os que praticam e os que não praticam outras religiões, mas que, no conjunto, respeitam a separação das Igrejas do Estado, não atribuem excessiva importância às convicções religiosas do vizinho, não acham que a opinião do padre, do bispo ou do rabi se possa sobrepor à opinião da maioria dos cidadãos e, de forma geral, são depositários de uma tradição de tolerância em costumes, secularismo, respeito pelos direitos humanos e pelo indivíduo - tudo coisas não excessivamente antigas e que quase sempre resultaram de uma longa e complexa maturação, feita de conflitos e revoluções mas que hoje é um acquis.

 

As sociedades muçulmanas estão neste estádio? E, quando os muçulmanos nas nossas sociedades atingem números significativos, como já acontece em França, Reino Unido, Suécia e outros lugares, é ou não verdade que se organizam como um corpo estranho e desafiador, cuja manifestação é, por exemplo, a recusa do estatuto de igualdade para as mulheres? E a principal fonte do terrorismo interno mora onde, já agora, e recruta quem?

 

Precisamos de nos preocupar? Precisamos sim. Porque uma pesquisa rápida na internet, a madrinha dos ignorantes, dá para alguns países de origem destes imigrantes de tipo novo, os seguintes números de habitantes:

 

Síria - 23 milhões.

Iémen - 24 milhões.

Líbia - 6 milhões.

Etiópia - 90 milhões.

Eritreia - 7 milhões.

Iraque - 37 milhões.

Somália - 11 milhões.

Mali - 17 milhões.

Outros - (Nigéria, etc.) - ?

 

Total aproximado: 215 milhões de pessoas

 

Hipóteses e estimativas:

 

0,1 por cento de refugiados para a Europa - 213 000 pessoas

0,5 por cento de refugiados para a Europa - 1 milhão de pessoas

1 por cento de refugiados para a Europa - 2.1 milhões de pessoas

2 por cento de refugiados para a Europa - 4.3 milhões de pessoas

4 por cento de refugiados para a Europa - 8.5 milhões de pessoas etc.

 

Nota sobre as hipóteses anteriores: Para aferir da bondade do intervalo [0,1 %, 4 %], note-se que nos últimos 4 anos diz-se que saíram 400.000 pessoas de Portugal, ou seja, cerca de 4 por cento da população. Por conseguinte as estimativas anteriores deverão pecar por defeito visto que o êxodo português não possui a exuberância dos êxodos em curso.

 

Estes 8 milhões de pessoas querem sobretudo ir para a Alemanha, Reino Unido, França, Itália e pouco mais, somando-se aos que já lá estão.

 

Para completar o quadro numérico, estou em crer que a percentagem de carpideiras em Portugal andará pelo menos pelos 99 por cento.

 

Espero que naqueles países seja bastante inferior, e que hipócritas como Donald Tusk o descubram rapidamente.

publicado por José Meireles Graça às 14:53
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015

Tahrir e outras praças

A segunda metade do séc. XX foi, entre outras coisas, o tempo da descolonização. Não é que não tivesse havido descolonizações antes: no séc. XIX a Espanha e Portugal já haviam visto a independência de uma quantidade de países na América do Sul; a seguir à Grande Guerra os impérios germânico, austro-húngaro e otomano esfrangalharam-se; e no XVIII os Estados Unidos (ou o embrião deles) haviam-se tornado independentes da Grã-Bretanha, embora os habitantes originários da terra não tivessem tido uma palavra de relevo a dizer, ocupados que estavam a evitar o extermínio pelos colonos - o double standard americano não é uma invenção recente.

 

Mas descolonização militante, com largos sectores da opinião pública do país colonizador a protestarem a favor da independência das colónias, isso sim é uma invenção moderna, soprada pelo fim da Segunda Guerra Mundial e a sua sucessão pela Guerra Fria, bem como pela emergência do Terceiro Mundo com as suas minúsculas elites quase sempre educadas no país colonizador e ansiosas por substituírem os antigos patrões pelas suas generosas, patrióticas e com frequência marxistas luzes.

 

A descolonização, como a colonização, foi uma história quase sempre infeliz. E é apenas esta a generalização que é possível fazer, porque cada país é um caso, e um caso triste à maneira de cada qual, e raramente de sucesso - o subcontinente indiano é berço de civilizações e religiões muito mais antigas que as britânicas, e aí se enxertaram instituições que deram origem pelo menos a uma democracia funcional. Mas isto nada tem que ver, por exemplo, com o Congo Belga, local de uma experiência colonial selvática levada a cabo pelo simpático Leopoldo II; nem com nenhum dos outros países da África subsariana, com excepção da África do Sul, ou, já agora, da Líbia ou qualquer dos antigos protectorados britânicos e franceses no Oriente Médio.

 

Quer dizer que um mínimo de honestidade intelectual deveria fazer-nos reflectir que muitos países chegaram à independência cedo de mais. E mesmo que, como era o caso, fosse inútil para o colonizador lúcido cuspir contra os ventos da História, envolvendo-se em guerras inúteis - como fizeram os franceses na Argélia e nós na África portuguesa, por exemplo - pode concluir-se que a opinião pública não é o melhor conselheiro para compreender processos históricos. E se os bons sentimentos anti-coloniais induziram em erro tanto estadista, o que os de hoje pensam não nos deve impressionar excessivamente.

 

Cada caso é um caso, e assim a segunda lição a tirar das guerras e tensões tribais, religiosas e políticas na Líbia ou na Síria, e em parte do mundo árabe e muçulmano, e das migrações que todas estas convulsões estão a originar, é que não é possível delinear qualquer política que não resulte em desastre sem um conhecimento histórico rigoroso - o conhecimento que faltou ao cowboy Bush filho, e falta a frei Obama, campeão dos bons sentimentos e das sonoridades para o noticiário das 8. Senão, um teria pensado duas vezes antes de derrubar o carniceiro Saddam, e o outro três vezes antes de libertar os demónios que o coronel de opereta Kadhafi mantinha aferrolhados.

 

O que acha a opinião pública, ou parte dela, vale ainda menos: foi ontem que a imprensa estava pejada de discursos líricos sobre a Primavera Árabe. Mas na Tunísia, Egipto, Argélia, Líbia, Iémen e Síria nada mudou nos melhores casos; e, nos piores, originaram-se essas vagas de migrantes uns, refugiados outros, que hoje chegam à costa norte do Mediterrâneo ou às portas da fortaleza Europa, desnorteando políticos avassalados pela dimensão do problema e ansiosos por que os seus eleitorados lhes deem pistas, e as instituições europeias dinheiro, para saberem como lidar com ele.

 

A chanceler Merkel, com típica eficiência alemã, já escolheu: para este ano 800.000, e entretanto os restantes estados europeus que se despachem: se a Alemanha pode com tantos, decerto os outros, na medida da sua economia e população, hão-de poder, no conjunto, com bastante mais.

 

Estamos a falar de refugiados e das leis que regulam o apoio que, por razões humanitárias, lhes deve ser dado.

 

Mas sobre como se distingue um refugiado de um emigrante não tenho lido nada; e sobre a forma como, na origem, se pode estancar estes incessantes fluxos (os 800.000 serão um incentivo a muitos mais), ainda menos. E, sem isto, a mesma opinião pública que hoje se indigna com as imagens dos naufrágios e do tráfico indigno de seres humanos pelas mais odiosas formas, amanhã deixará o seu natural egoísmo vir ao de cima quando comunidades estranhas e inassimiláveis entrarem em fatal competição pelos recursos públicos, e tentarem impôr as suas crenças, práticas sociais e costumes arcaicos a sociedades que não compreendem, nem aceitam, e em relação às quais têm um surdo e atávico ressentimento.

 

É que não é a mesma coisa chegarem refugiados destes à Jordânia, ou mesmo à Turquia ou aos emiratos, e ao Reino Unido, Alemanha, França ou Suécia - num caso o problema é sobretudo económico, no outro será sobretudo social.

 

O cálculo de Merkel - a economia alemã precisa de um influxo de trabalhadores e, historicamente, as emigrações massivas costumam beneficiar a prazo os países de destino - sairá furado, na Alemanha e no resto da Europa, porque um corpo velho e emagrecido precisa de sangue novo e gordura - não de um tumor.

 

Noutras paragens, há quem já há algum tempo defenda soluções que, pelo menos, ajudariam a separar o trigo do joio. E os mesmos americanos que inicialmente apostaram no derrube de Assad, e estiveram na origem da queda de Khadafi, talvez já estejam agora meio convencidos de que afastar ditadores é uma coisa; e garantir que no lugar deles não fiquem inimigos e o caos outra, muito diferente. Quem sabe até se um exército ou outro não poderia ir dar uma mãozinha no terreno, não, desta vez, para escavacar tudo e esperar que no entulho nasça a flor da democracia, do estado de direito e outras frescuras de infiéis, mas para ajudar quem pode pôr ordem na casa, mesmo que seja um filho de puta - porque, se for um pouco nosso, sempre poderemos ter, talvez, alguma coisa a dizer.

 

Precisamos de quem não esteja demasiado tempo ocupado a agradar à opinião pública, de toda a maneira um rameira volúvel, mas antes de quem, no mínimo, tenha a prudência suficiente para não arranjar sarna para se coçar, com perdão da imagem: os bons sentimentos vão, como é sabido, parar ao Inferno; o cinismo, nem sempre.

 

Não consta que haja, nas levas de refugiados, muitos egípcios. Há por aí alguém que saiba dizer, exactamente, de que forma é que o general Sisi é melhor do que Mubarak, que a praça Tahrir derrubou?

 

É igual. Ainda bem.

publicado por José Meireles Graça às 01:36
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2015

Mar de problemas

Franklin Roosevelt terá dito do ditador Somoza que "ele pode ser um filho da puta, mas é o nosso filho da puta", ainda a Guerra Fria não tinha nascido mas já o Império Americano estava em full swing, com particular atenção ao quintal das traseiras.

 

Belos tempos, em que a realpolitik não precisava de se disfarçar de bons sentimentos e o mundo, se muito insatisfatório, como hoje, era relativamente fácil de perceber.

 

A América do Sul emancipou-se e a Guerra Fria acabou. E hoje a Venezuela pode tranquilamente evoluir para uma ditadura comunista em fato de treino às cores, com o cortejo de misérias que acompanha tais regimes, sob a liderança de um pobre diabo mais ou menos grotesco, que ninguém se incomoda excessivamente, salvo os Venezuelanos - mas que se amanhem.

 

Na África ainda não é assim. A descolonização foi ontem; a religião, em muitos lugares, é o islão, que ainda não ultrapassou o proselitismo guerreiro, que aliás lhe está no código genético, e tem lideranças que aspiram ao califado com telemóveis, e que por isso patrocinam o terrorismo; e, nos sítios onde há petróleo, como na Líbia, mas não havia um líder acomodatício, o Ocidente resolveu lá ir e escaqueirar tudo, sem ter o cuidado de garantir que ficaria no poder outro filho da puta, para não se desconjuntar tudo.

 

Na Síria, no Iraque, no Afeganistão, tem sido o padrão: a opinião pública ocidental não suporta os ditadores locais; e, havendo agitação, e estando em causa interesses económicos, toma partido pela oposição, em nome da democracia, um fato feito que um irremediável optimismo imagina que serve em todos os corpos. Vão lá os Americanos com o 7º de Cavalaria (os Europeus, com excepção dos Ingleses, costumam contribuir com avisos, declarações, resoluções, dois batéis, três avionetas e alguns batalhões de polícias), ou financiam um dos lados, e atolam-se em guerras intermináveis que não compreendem e só poderiam ganhar se napalmeassem toda a população. E isto sem falar da complicada teia de poderes regionais, rivalidades ancestrais, facções religiosas dentro do islamismo e suas seitas menores - mais coisas do que as que pode entender uma opinião pública educada nos simplismos da esquerda/direita e democracia/ditadura.

 

O tráfico de miseráveis da margem sul para a norte do Mediterrâneo é uma consequência deste estado de coisas. Quando Roosevelt se descaiu com a boutade não era possível - todo o norte de África era constituído por colónias ou países apenas nominalmente independentes. E as massas de deserdados da terra não tinham a televisão, que lhes mostra todos os dias o leite e o mel da Europa enquanto fogem da miséria e, às vezes, da guerra.

 

Sucede que a opinião pública, excitada pela imensa miséria humana que a televisão, com deleite e proveito, lhe serve todos os dias, quer uma solução. E não falta quem ache que essa é abrir as portas: "... uma política de imigração que não deveria ser outra coisa senão generosa e pôr em prática as ferramentas necessárias para fornecer os devidos vistos a refugiados políticos e económicos".

 

O conceito de refugiado económico é uma contradição nos termos - os países relativamente ricos têm tanta obrigação de acolher os naturais de países relativamente pobres como os ricos de receberem os pobres em suas casas. O refugiado foge ou da guerra ou do risco de prisão ou morte por delito de opinião, o que cabe no conceito de Direitos Humanos - a pobreza não. E isto explica por que razão gente de esquerda defende as portas estúpida e cegamente abertas - é um reflexo condicionado.

 

Não é que na Europa não haja necessidade de imigrantes - há. Mas para resolver problemas, não para subverter instituições políticas e sociais em nome de concepções religiosas medievais, nem para criar guetos raciais que, goste-se ou não, são a consequência de moles imensas de pessoas com aculturações diferentes integradas num corpo alheio.

 

Como resolver o problema, para já, então? Está aqui a solução - recomendo.

publicado por José Meireles Graça às 21:55
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