Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

Ensaio sobre a cegueira

Num excelente ensaio escrito há alguns meses, Vítor Bento explica por que razão o Brexit era inevitável e porque, se não tivesse tido lugar como resultado de um referendo, aconteceria mais cedo ou mais tarde. Nas suas palavras: "Não se pense que a decisão de deixar a UE foi, como tem sido dado a entender, um acidente do processo democrático ou o resultado de um conflito de gerações ou de níveis educacionais. Longe disso. Os factores mais imediatamente influentes naquela deliberação podem ter sido circunstanciais, como a crise dos refugiados e o receio de invasões migratórias, e podem ter-se manifestado nos referidos epifenómenos geracionais ou de educação escolar, mas o resultado seria inevitável, mais cedo ou mais tarde".

 

O escopo do ensaio não é porém explicar o Brexit; ocupa-se dele para, sobretudo, avaliar as consequências para a União Europeia e a União Económica e Monetária. E como tanto uma como outra, a primeira mais no plano estritamente político, e a segunda mais no plano estritamente económico, estão com a saúde abalada, ambas com ou sem Brexit, Bento aproveita para fazer a história da construção comunitária, identificar os problemas da União e da Zona Euro e sugerir os caminhos que se devem trilhar para os resolver.

 

Sobre a União, Vítor Bento estima que "fica [assim] mais dependente de terceiros – EUA e, até certo ponto, o próprio RU – para a sua própria defesa e dos seus membros, contradizendo, e desvalorizando, a relevância estratégica que o projecto de integração pretende assegurar". E rejeita aparentemente o fortalecimento da capacidade militar, que seria necessária para a UE "mitigar aquela dependência e preservar a sua relevância estratégica" porque "isso dificilmente será conseguido sem fortalecer a da Alemanha, o que não deixaria de gerar intranquilidade à sua volta".

 

Esta é de facto uma boa razão. Mas mesmo que a Alemanha não fosse inevitavelmente, num exército europeu continental integrado, o elemento preponderante, a ideia de que fosse possível neste momento histórico, e em qualquer outro futuro que a imaginação alcance, fazer um exército europeu credível e eficaz, com o que isso significaria de amálgama de histórias, identidades e recursos, sem que em algum momento o edifício abrisse brechas, é simplesmente – sem ofensa para o ensaísta – lunática. Para defesa daquilo que genericamente se pode designar como valores do Ocidente existe já um exército – é o da NATO, por muito que um dos seus membros, a Turquia, tenha as suas credenciais democráticas, por estes dias, erodidas. Que a nova administração americana pareça querer exigir que os países europeus contribuam mais equitativamente para aquela organização, e que esta não possa defender pontos de vista substancialmente diferentes dos que os EUA tenham é decerto uma grande maçada. Que a nós portugueses não nos deveria incomodar excessivamente, tendo em vista a longa prática de depender militarmente, para a nossa sobrevivência como Nação, do superpoder do dia.

 

So much para o exército europeu, que de todo o modo nunca passou de um delírio de europeístas fanáticos, com perdão da redundância.

 

Resta o problema do Euro, que "dificilmente pode ser apresentado como uma história de sucesso, sobretudo para os participantes menos ricos e que viram aumentar o fosso económico que os separa dos mais ricos". Bento acha, como Wolfgang Munchau, que a solução mais abrangente poderá passar por “uma eurozona mais integrada e uma UE menos integrada”. "O que, em última instância, poderia ser suficiente para reverter o próprio Brexit", comenta, com uma dose apreciável, provavelmente inconsciente, de wishful thinking.

 

Concretizando: "Terá que haver uma qualquer forma de união fiscal – seja através de um orçamento 'federal', seja através de um sistema institucionalizado de transferências fiscais –, assim como terá que ser implementado o pilar em falta da união bancária – a garantia comum de depósitos – e que implicará uma outra forma, pelo menos implícita, de 'mutualização' de recursos. Ora, estes passos não serão dados sem serem acompanhados de uma qualquer forma de 'federalização' do poder de decisão sobre o uso dos recursos 'mutualizáveis'. E não será possível prosseguir por muito mais tempo o desalinhamento de preferências sociais que tem marcado o funcionamento da zona euro e que muito contribuiu para a crise de que ainda se não conseguiu sair totalmente".

 

Traduzindo, que neste passo Bento cede à tentação de não ser claro, decerto por imaginar que para dizer coisas desagradáveis é preciso embrulhá-las num paleio ininteligível: Entre nós, há que deitar fora o PCP, o BE e o PS, no que toca a política económica e financeira, ficando o Governo, e sobretudo o Parlamento, amputados de competências legislativas naquelas áreas; e, por exemplo na Alemanha, há que forçar a despesa e o consumo, o que quase explicitamente se diz no final do ensaio.

 

Por mim, não vejo com bons olhos a eliminação do regime democrático em troca da gestão racional da finança e da economia, mesmo que o preço seja um quarto resgate, e até um quinto, porque acredito nas virtudes pedagógicas do falhanço: erradicar a preponderância das ideias de esquerda entre nós pode fazer-se com o sangue, suor e lágrimas das consequências delas, não se pode fazer com decisões acertadas de estrangeiros. Ainda que o fossem, as decisões, o que com o actual BCE, e países como a França e a Itália, ou a tresloucada Espanha do Podemos, é menos do que certo.

 

Já os meus concidadãos decerto aceitam tudo, desde que não sejam contribuintes líquidos e possam conservar o galo de Barcelos, o Fado e a nacionalidade do passaporte de Ronaldo. Mas imaginar que Franceses, Italianos e tutti quanti são como nós, que este programa não dará origem a novos exits e que, por exemplo, as denunciadas aldrabices francesas do défice, de conluio com a Comissão, tiveram lá fora o mesmo descaso que mereceram cá dentro, releva de cegueira.

 

A mesma cegueira que levou à criação do Euro. E que, agora que são muitas as vozes dos que a patrocinaram a dizer que a arquitectura não era a indicada e que bem avisaram (baixinho, tão baixinho que ninguém ouviu), leva a que uma pessoa superior como Vítor Bento não queira ver que a União Europeia é um cadáver adiado porque a doença que o consome não é falta de integração - é o excesso.

publicado por José Meireles Graça às 15:33
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

Gente de senso

Gente de senso, quando confrontada com escolhas sobre as quais o PCP e o Bloco tenham uma posição firme a apoiar um determinado caminho - vai por outro.

 

A razão é simples: o valor supremo para esquerdistas daquelas duas tinetas é o da igualdade material entre os cidadãos e esta só se pode obter em detrimento da liberdade.

 

De facto, ninguém entrega os seus bens e os seus ganhos pacífica e voluntariamente ao Estado a não ser que ache que está a fazer um bom negócio: em defesa da igualdade de todos perante a Lei, assegurada pelas polícias e os tribunais, em assistência na doença e na velhice, em construção e conservação de estradas, em gratuitidade de ensino mínimo para todos, na existência de forças armadas sem as quais a própria ideia de país do qual se seja nacional deixa de fazer sentido - e um longo etc.

 

Todos, porém, querem uma vida melhor, e esta só é possível com progresso científico, tecnológico e material que se traduzam em empregos. Sucede que as pessoas comuns intuem que esses avanços resultam sobretudo de esforços de indivíduos que se norteiam por ambição. Ora, a ambição não consiste normalmente em querer ser igual aos outros, consiste em querer ser diferente - saber mais, ganhar mais, viver melhor, ter mais poder, ser mais ouvido, mais admirado, mais influente...

 

Daí que, ultrapassado que seja o limiar da tolerância em relação à punção do Estado, só seja possível prosseguir na senda do igualitarismo com doses crescentes de violência; e daí também que as sociedades socialistas sejam, além de inerentemente violentas, pobres - o homem comum é saudavelmente egoísta, não uma Carmelita Descalça, e esforça-se por si e a sua família, não pela comunidade.

 

Estas superficialidades (há bibliotecas inteiras a ocupar-se destes assuntos, e uma vida não chegaria para ler tudo o que, a favor e contra, já se escreveu sobre socialismo e comunismo) servem-me para me desculpar por concordar, por uma vez, com a comunistada do BE e o PCP a apostarem na estatização.

 

Estatizar é o que aquelas almas defendem sempre, et pour cause. Mas, desta vez, dá-se o caso de a escolha não ser entre a propriedade pública e a privada, mas entre a propriedade nacional de uma instituição portuguesa e a propriedade estrangeira, provavelmente espanhola, da mesma instituição.

 

Fosse uma fábrica de pentes ou painéis solares e pouco se me daria se o proprietário fosse espanhol, ou chinês, ou da República de S. Marino; e não houvesse o risco de o sector bancário, todo ele, ficar em mãos estrangeiras, e veria com bons olhos que um banco novo, de capitais estrangeiros, se juntasse aos demais no nosso exíguo mercado.

 

Vítor Bento diz que não há dinheiro português privado para ficar com os restos do BES. Claro que não: os capitalistas de primeira linha foram decapitados no 11 de Março de 1975; o restauro dos antigos grupos foi feito com empresas meio destruídas e, em parte, a crédito - o próprio BES foi um exemplo; os novos grandes capitalistas nasceram sobretudo no ramo das mercearias e pouco mais; os muitos casos de sucesso de empresários não chegaram ainda para fazer grandes argentários ou grupos, nem chegarão - a tributação predatória, a gestão esquerdista do País e a globalização encarregam-se de cortar as asas à acumulação de capital português.

 

E dá-se o caso de a afirmação de que "as dificuldades com a decisão se inscrevem na estratégia de criar grandes grupos europeus, o que passa por dar o domínio do mercado bancário da Península Ibérica a entidades espanholas" (opinião que não percebi se é a do próprio Vítor Bento se a do autor do artigo) casa bem com a pulsão burocrática e centralista de Bruxelas e o que se passou recentemente com o BANIF.

 

A pergunta, então, é esta: é melhor para nós dependermos exclusivamente de grandes bancos estrangeiros, mal geridos sob a tutela de gente que não conhecemos (há uma perversidade inerente ao sistema financeiro internacional, ainda não resolvida, que faz com que nem se obrigue a que os bancos sejam suficientemente pequenos para as falências não terem efeitos sistémicos, nem se garanta que sejam geridos por gente que não seja com frequência gananciosa e inepta) ou termos alguns bancos nacionais geridos por gente da confiança política do poder do dia, com as distorções que isso implica, pagando o preço de más alocações de recursos e suportando patetas da Academia metidos a banqueiros quando nem bancários sabem ser - pecha de que Bento não sofre, mas afecta muitos dos seus colegas?

 

Por mim, escolho os meus. Que é precisamente o que todos os estrangeiros fazem.

 

publicado por José Meireles Graça às 15:35
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015

Por quem os sinos dobram

Juntando todos os dados, é razoável concluir-se que a zona euro dedicou mais de um terço da sua vida a um ajustamento desequilibrado, que empobreceu toda a zona. Os custos desse ajustamento recaíram quase exclusivamente sobre os países mais pobres, empobrecendo-os ainda mais e aumentando o seu desnível para com os mais ricos.

 

Tudo isto porque, apesar de toda a atenção dedicada ao problema e ao seu ajustamento se ter concentrado praticamente nas finanças públicas e nas dívidas soberanas, o problema da zona euro foi, acima de tudo, um problema típico de desequilíbrios das balanças de pagamentos de vários países pertencentes a um regime que funciona como sendo de câmbios fixos e dentro de uma área económica que, não sendo fechada, transacciona sobretudo dentro de si própria. 

 

Uma vez que em regime de câmbios flutuantes, o ajustamento taxas de câmbio envolve uma certa simetria de efeitos – excedentários valorizam, deficitários desvalorizam –, é em regime de câmbios fixos que a assimetria é maior e as suas consequências mais nefastas, tornando os processos de ajustamento recessivos e deflacionários.

 

 

Os Excedentários [Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Finlândia] acabam por ficar a dispor de um excesso de competitividade que é subsidiado pelos sacrifícios dos Deficitários [Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, Chipre, Malta, Portugal, Eslovénia, Eslováquia], obrigados a um ajustamento unilateral. Esta forma de ajustamento tem, portanto, envolvido uma efectiva transferência de bem-estar social (incluindo emprego) dos Deficitários para os Excedentários.

 

Pode-se sempre contar com os economistas para explicarem convincentemente por que razão falharam as políticas económicas que desembocaram em desastre, incluindo as políticas económicas que subscreveram.

 

Se o exercício for feito por um autor competente e hábil, como Vítor Bento indiscutivelmente é, a leitura pode suscitar as perguntas: Como foi possível? Onde estavam com a cabeça?

 

Decerto que num artigo denso e sumarento como este pessoas diferentes verão coisas diferentes. O que eu vi, à revelia do autor, foi um demolidor libelo contra o Euro, sem o qual, a contrario, nenhum dos problemas descritos teria tido lugar. E seria portanto de esperar que quando feito, e bem feito, o diagnóstico, tivéssemos direito à descrição do conjunto de procedimentos para nos livrarmos daquela moeda letal.

 

Que nada: "Como conciliar a necessidade de ajustamento das finanças públicas de cada país com a necessidade de promover a procura interna no conjunto da zona euro? Um começo seria um maior orçamento (redistributivo) federal, com capacidade de endividamento da própria União" - é a conclusão a que temos direito.

 

Ou seja: O Euro nasceu para aprofundar a integração, tornando-a irreversível, e para amarrar a reunificada Alemanha à caranguejola europeia; as regras foram as necessárias para o eleitorado alemão abandonar o querido Marco e engolir a moeda de parte da União; e como o resultado é disfuncional pretende-se agora que os eleitores dos países excedentários encostem a barriga ao balcão em nome de um raciocínio económico subtil, que aliás não é nem pacífico nem susceptível de ser aceite pelas opiniões públicas dos países envolvidos. Tudo isto  sem dizer nada dos países que não estão no Euro, e que teriam também que aumentar a sua contribuição para resolver um problema que não criaram.

 

Talvez a verdadeira loucura tenha sido, e seja ainda, deixar que grandes ideais nos obnubilem o raciocínio: a CEE foi uma história de sucesso; a UE não. Do que se faz mister para vencer a doença é extirpar o vírus - não tratamentos sintomáticos.

 

Não é que Vítor Bento ofereça um catálogo de soluções, a julgar pela amostra, que sejam desprezáveis. É que não há nenhum modelo razoável que assente no princípio de que há Europeus, porque os Europeus só existem geograficamente. Politicamente há Alemães, Ingleses, Franceses, Portugueses, Gregos e muitos outros - Europeus não.

 

Vítor Bento, isto, não sabe. E, não sabendo isto, o que sabe não serve para nada, a não ser para explicar amanhã porque falhou o que defendeu hoje.

publicado por José Meireles Graça às 11:46
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Sexta-feira, 7 de Março de 2014

Bentos desavindos

Vítor Bento tem obra publicada na sua especialidade, conta na carreira com vários lugares de nomeação pública, é Conselheiro de Estado e aparece na comunicação social, com alguma frequência, a opinar sobre assuntos económicos.

 

Sempre o ouvi com atenção e proveito. E, discordando em matéria essencial, como é a da pertença à UE e ao Euro, nem por isso deixo de lhe reconhecer consistência no discurso, competência técnica e senso nas apreciações.

 

Mas esse é um Vítor Bento; o profissional presidente da Sociedade Interbancária de Serviços é, sendo o mesmo, outro. E este outro diz coisas extraordinárias. Mas vejamos primeiro a envolvente: temos um sector da economia que é essencial à vida económica; esse sector é constituído por empresas para cujo produto não há, nem nunca houve entre nós, falta de procura; essas empresas não podem ser deixadas falir e têm por isso a garantia de que o Estado, com o qual aliás vivem num conúbio obsceno, lhes porá a mão por baixo quando as coisas corram mal; a eliminação do risco de falência permitiu - mais, tornou inevitável - que a gestão fosse assegurada por pessoas que nem são empresários, nem empreendedores, nem têm sequer noção da sua demonstrada inépcia, capitaneando exércitos de burocratas aos quais, para serem gestores de topo, apenas faltam o conhecimento das pessoas certas, as credenciais académicas (às vezes) e melhores alfaiates.

 

Esta gente emprestou anos a fio ao Estado, para este espatifar em investimentos faraónicos e apostas de retorno mais que duvidoso; a empresas públicas com pés de barro, geridas por apparatchiks partidários; a especuladores, para operações de engenharia financeira, sem adequadas garantias; e a milhões de cidadãos para lhes permitir acreditar que eram proprietários de imóveis, ao mesmo tempo que dificultava o crédito aos patrões desses cidadãos, porque na nova economia não era realmente necessário produzir a ponta de um corno.

 

Andam agora a registar imparidades, o nome que académicos pedantes inventaram para designar calotes. E acumulam prejuízos com a mesma facilidade com que dantes acumulavam lucros.

 

Reinventar o negócio? Fazer mais com menos? Fechar linhas de produtos não rentáveis? Parcerias, novos mercados, novos clientes, fidelização, compressão de custos?

 

Nada, nada, isso é para aquela escumalha do calçado, e dos texteis, da nova agricultura e dos novos negócios, ou dos velhos reinventados. O próprio Estado obriga para, por exemplo, restituir impostos, a que os cidadãos tenham conta bancária; como, na prática, se tornou impossível pagar a dinheiro, porque os bancos isso dificultam e o Estado desaconselha, este permite que as modestas contas de cidadãos indefesos sejam assaltadas por quanta taxa a gestão bancária inventa para pilhar recursos; e o supervisor autoriza serenamente que, para numerosas operações e circunstâncias, se pratiquem taxas que, se utilizadas por particulares, seriam crime de usura ou agiotagem.

 

Isto é assim. E o preço a pagar para acabar com isto seria demasiado alto, porque implicava deixar os comunistas chegarem ao Poder, onde estes criariam condições para acabar com os abusos de uns pelo expediente de os reduzir à penúria de imediato, e aos abusados logo a seguir.

 

Entretanto, Vítor Bento vai à Assembleia da República e deveria dizer, preto no branco: a gente não está a ganhar o que acha que merece, mas não sabemos fazer melhor. Portanto, ou os senhores nos autorizam a aumentar o preço ou nós fechamos o estabelecimento, e adeus modernidade e cartõezinhos. Deveria, se é nisso que crê. E eu, se fosse deputado, responderia: não acredito em nada do que o Senhor está a dizer, e por isso pago para ver. Mas não, disse antes isto: arranjem maneira de o que ainda resta de liberdade aos cidadãos, que lhes é conferida pelos euros que tenham no bolso e nas suas continhas, seja ainda mais diminuída; e, de brinde, tomem lá mais um instrumentozinho para aumentar a receita fiscal - é mesmo disso que estamos precisados.

 

Não sei o que o Conselheiro Vítor Bento pensa do que diz o Presidente Vítor Bento; suspeito que não estarão nas melhores relações.

publicado por José Meireles Graça às 02:02
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